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Padrão genético da invasão da vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) em Portugal inferido por microssatélites

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) é originária do Sudeste Asiático. Em 2004 foi vista pela primeira vez em território Francês, onde foi introduzida acidentalmente, e onde, na última década, se expandiu rapidamente, tendo começado a invadir outros territórios europeus. Na Península Ibérica, foi registada pela primeira vez em 2010 no País Vasco, Espanha, e em 2011 em Portugal. O objectivo deste estudo é compreender o processo de invasão da vespa em Portugal através da utilização de marcadores moleculares (microssatélites) e usando uma abordagem de genética populacional. Para tal, amostrou-se o território Português invadido tendo-se colhido um total de 223 amostras, cada uma representando uma colónia. Este número inclui algumas amostras de Espanha e Itália que foram usadas como referência. Os genótipos das populações de França, da Coreia do Sul, China, Vietname e Indonésia disponibilizados por Arca et al. [1] foram integrados na base de dados gerada neste estudo a fim de testarmos a origem mais provável da invasão em Portugal. Os resultados obtidos usando 16 microssatélites mostram que (i) a população de vespa em Portugal apresenta um reduzido número de alelos, indicando a ocorrência de um efeito fundador, (ii) os genótipos pertencem a dois clusters, tal como em Espanha (iii), a origem mais provável da invasão em território Português é França. Em Espanha, existe uma maior diversidade genética em comparação com Portugal, sugerindo que houve duas entradas independentes naquele país: uma resultante da expansão terrestre a partir de França e outra com origem provável em Portugal. Grande parte das amostras Portuguesas pertence ao cluster que é também comum na Galiza. Porém, há um número reduzido de amostras pertencentes a um outro cluster que parece ter origem na expansão a partir de França via País Basco.
Autores principais:Quaresma, Andreia
Outros Autores:Henriques, Dora; Godinho, Joana; Pinto, M. Alice
Assunto:Vespa velutina Microsatellites
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax) é originária do Sudeste Asiático. Em 2004 foi vista pela primeira vez em território Francês, onde foi introduzida acidentalmente, e onde, na última década, se expandiu rapidamente, tendo começado a invadir outros territórios europeus. Na Península Ibérica, foi registada pela primeira vez em 2010 no País Vasco, Espanha, e em 2011 em Portugal. O objectivo deste estudo é compreender o processo de invasão da vespa em Portugal através da utilização de marcadores moleculares (microssatélites) e usando uma abordagem de genética populacional. Para tal, amostrou-se o território Português invadido tendo-se colhido um total de 223 amostras, cada uma representando uma colónia. Este número inclui algumas amostras de Espanha e Itália que foram usadas como referência. Os genótipos das populações de França, da Coreia do Sul, China, Vietname e Indonésia disponibilizados por Arca et al. [1] foram integrados na base de dados gerada neste estudo a fim de testarmos a origem mais provável da invasão em Portugal. Os resultados obtidos usando 16 microssatélites mostram que (i) a população de vespa em Portugal apresenta um reduzido número de alelos, indicando a ocorrência de um efeito fundador, (ii) os genótipos pertencem a dois clusters, tal como em Espanha (iii), a origem mais provável da invasão em território Português é França. Em Espanha, existe uma maior diversidade genética em comparação com Portugal, sugerindo que houve duas entradas independentes naquele país: uma resultante da expansão terrestre a partir de França e outra com origem provável em Portugal. Grande parte das amostras Portuguesas pertence ao cluster que é também comum na Galiza. Porém, há um número reduzido de amostras pertencentes a um outro cluster que parece ter origem na expansão a partir de França via País Basco.