Publicação
Perfil dos empresários do distrito de Bragança e competência emocional – estudo correlacional
| Resumo: | As finanças comportamentais têm sido alvo de estudo e são consideradas por diversos investigadores como uma nova corrente das finanças que desafia a teoria de que a tomada de decisão parte de pressupostos racionais. O facto de existirem diferentes tipos de investidores leva a que os mesmos exibam comportamentos distintos. No entanto, neste estudo, o tipo de investidor em causa é o investidor - empresário. Já nas áreas da psicologia, do comportamento organizacional e do desenvolvimento humano, tem-se verificado a importância de promover o potencial de cada individuo, com este facto as habilidades emocionais ganharam um elevado interesse, assim a competência emocional (CE) tornouse um dos principais objetivos da pesquisa em diferentes campos científicos. Além disso, verifica-se que a CE se encontra dividida em cinco dimensões: autoconsciência; gestão emocional, automotivação, empatia e gestão emocional social. O objetivo deste trabalho é compreender a relação entre o perfil do empresário e o nível de CE, assim, os objetivos específicos são: (i) conhecer a caracterização sociodemográfica da amostra, (ii) conhecer o perfil de empresário da amostra; (iii) conhecer o nível de CE dos empresários; (iv) analisar a relação entre o nível de CE e o perfil como empresário e; (v) identificar o nível de influência de cada uma das cinco dimensões da CE sobre o perfil dos empresários. A metodologia selecionada apresenta um estudo quantitativo e correlacional, desenvolvido a partir da aplicação de um questionário composto por três partes: (i) perfil do empresário; (ii) Escala Veiga da Competência Emocional – EVCEr33 e; (iii) Informação sobre o Indivíduo. Tal instrumento de recolha de dados foi colocado a uma amostra de 53 empresários do Norte de Portugal Continental, onde se verificou que, dos 53 participantes, 22 são do sexo feminino e 31 são do sexo masculino, bem como o facto de as idades predominantes serem entre os 31 e 40 anos, entre 41 e 50 anos e entre 51 e 60 anos, com 15, 11 e 12 participantes, respetivamente. Relativamente ao perfil de empresário, são predominantes o perfil dinâmico (64,15%) e o perfil agressivo (35,85%). Por sua vez, quanto ao nível de CE, é de destacar o nível moderado (79,25%) e o nível alto (18,87%). Os resultados mostraram que: (i) a CE global apresentou uma correlação positiva e significativa com as dimensões autoconsciência, gestão de emoções, automotivação e com a empatia; (ii) foi verificada correlação positiva entre o “perfil dinâmico” e o “nível moderado de CE” e entre o “perfil agressivo” e o “nível ato de CE”. Também se verificou uma associação entre a autoconsciência, a empatia, a gestão de emoções em grupo e a CE global com o perfil do empresário da amostra. Em conclusão, ao reconhecer-se a relação entre a CE e a tipologia de ação/ investimento empresarial, a pertinência de uma formação em educação emocional. No entanto, há necessidade de mais estudos sobre este tema, com outras amostras em outras áreas geográficas. |
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| Autores principais: | Silva, Ana Margarida Gomes da |
| Assunto: | Finanças comportamentais Perfil do empresário Competência emocional Perfil dinâmico Perfil agressivo |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | As finanças comportamentais têm sido alvo de estudo e são consideradas por diversos investigadores como uma nova corrente das finanças que desafia a teoria de que a tomada de decisão parte de pressupostos racionais. O facto de existirem diferentes tipos de investidores leva a que os mesmos exibam comportamentos distintos. No entanto, neste estudo, o tipo de investidor em causa é o investidor - empresário. Já nas áreas da psicologia, do comportamento organizacional e do desenvolvimento humano, tem-se verificado a importância de promover o potencial de cada individuo, com este facto as habilidades emocionais ganharam um elevado interesse, assim a competência emocional (CE) tornouse um dos principais objetivos da pesquisa em diferentes campos científicos. Além disso, verifica-se que a CE se encontra dividida em cinco dimensões: autoconsciência; gestão emocional, automotivação, empatia e gestão emocional social. O objetivo deste trabalho é compreender a relação entre o perfil do empresário e o nível de CE, assim, os objetivos específicos são: (i) conhecer a caracterização sociodemográfica da amostra, (ii) conhecer o perfil de empresário da amostra; (iii) conhecer o nível de CE dos empresários; (iv) analisar a relação entre o nível de CE e o perfil como empresário e; (v) identificar o nível de influência de cada uma das cinco dimensões da CE sobre o perfil dos empresários. A metodologia selecionada apresenta um estudo quantitativo e correlacional, desenvolvido a partir da aplicação de um questionário composto por três partes: (i) perfil do empresário; (ii) Escala Veiga da Competência Emocional – EVCEr33 e; (iii) Informação sobre o Indivíduo. Tal instrumento de recolha de dados foi colocado a uma amostra de 53 empresários do Norte de Portugal Continental, onde se verificou que, dos 53 participantes, 22 são do sexo feminino e 31 são do sexo masculino, bem como o facto de as idades predominantes serem entre os 31 e 40 anos, entre 41 e 50 anos e entre 51 e 60 anos, com 15, 11 e 12 participantes, respetivamente. Relativamente ao perfil de empresário, são predominantes o perfil dinâmico (64,15%) e o perfil agressivo (35,85%). Por sua vez, quanto ao nível de CE, é de destacar o nível moderado (79,25%) e o nível alto (18,87%). Os resultados mostraram que: (i) a CE global apresentou uma correlação positiva e significativa com as dimensões autoconsciência, gestão de emoções, automotivação e com a empatia; (ii) foi verificada correlação positiva entre o “perfil dinâmico” e o “nível moderado de CE” e entre o “perfil agressivo” e o “nível ato de CE”. Também se verificou uma associação entre a autoconsciência, a empatia, a gestão de emoções em grupo e a CE global com o perfil do empresário da amostra. Em conclusão, ao reconhecer-se a relação entre a CE e a tipologia de ação/ investimento empresarial, a pertinência de uma formação em educação emocional. No entanto, há necessidade de mais estudos sobre este tema, com outras amostras em outras áreas geográficas. |
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