Publicação
Blocos ecológicos de solo-cimento com incorporação de resíduos
| Resumo: | Neste artigo pretende-se fazer uma revisão dos trabalhos já realizados em blocos de solo-cimento com utilização de resíduos, o que servirá de base para o projeto VALORCOMP em fase inicial e que pretende caracterizar blocos ecológicos resultantes de uma mistura homogénea e compactada de solo, cimento, água e resíduos em proporções adequadas, curados e sem qualquer tipo de cozedura. O solo é uma matéria-prima abundante, com bom comportamento térmico, reciclável e reutilizável, incombustível, não tóxico e sem necessidade de processos de transformação dispendiosos, o que permite eleger este material como uma das alternativas para a construção sustentável. As limitações do solo, enquanto material de construção, em particular o seu comportamento mecânico e a sua suscetibilidade na presença da água, podem ser minimizadas através de processos de estabilização de solos. Na composição dos blocos, o solo é o elemento com percentagem mais elevada e o cimento é adicionado em várias proporções com o objetivo de exercer uma ação aglutinante, sendo responsável pelas propriedades de resistência mecânica do produto final. Adicionando resíduos à composição dos blocos as suas propriedades mecânicas, físicas e térmicas ficam alteradas, sendo necessário fazer a sua determinação em laboratório a fim de avaliar o potencial de recuperação dos resíduos. Os principais resíduos orgânicos encontrados na pesquisa efetuada foram as cascas de ovos ou cinzas, cascas de arroz, bagaço de malte, de cana-de-açúcar, cinzas de caldeira, resíduos da indústria do papel, da madeira e lixo orgânico depositado em aterros. Os melhores resultados em termos de desempenho global foram os conseguidos com as cascas de ovos ou cinzas, cascas de arroz, bagaço de banana e resíduos orgânicos, o que permite constatar que esta alternativa de reutilização dos resíduos, além das vantagens ambientais também pode possibilitar uma diminuição dos custos associados aos aterros. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Débora |
| Outros Autores: | Luso, Eduarda; Cruz, Maria |
| Assunto: | Blocos solo-cimento Ecológicos Resíduos |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Neste artigo pretende-se fazer uma revisão dos trabalhos já realizados em blocos de solo-cimento com utilização de resíduos, o que servirá de base para o projeto VALORCOMP em fase inicial e que pretende caracterizar blocos ecológicos resultantes de uma mistura homogénea e compactada de solo, cimento, água e resíduos em proporções adequadas, curados e sem qualquer tipo de cozedura. O solo é uma matéria-prima abundante, com bom comportamento térmico, reciclável e reutilizável, incombustível, não tóxico e sem necessidade de processos de transformação dispendiosos, o que permite eleger este material como uma das alternativas para a construção sustentável. As limitações do solo, enquanto material de construção, em particular o seu comportamento mecânico e a sua suscetibilidade na presença da água, podem ser minimizadas através de processos de estabilização de solos. Na composição dos blocos, o solo é o elemento com percentagem mais elevada e o cimento é adicionado em várias proporções com o objetivo de exercer uma ação aglutinante, sendo responsável pelas propriedades de resistência mecânica do produto final. Adicionando resíduos à composição dos blocos as suas propriedades mecânicas, físicas e térmicas ficam alteradas, sendo necessário fazer a sua determinação em laboratório a fim de avaliar o potencial de recuperação dos resíduos. Os principais resíduos orgânicos encontrados na pesquisa efetuada foram as cascas de ovos ou cinzas, cascas de arroz, bagaço de malte, de cana-de-açúcar, cinzas de caldeira, resíduos da indústria do papel, da madeira e lixo orgânico depositado em aterros. Os melhores resultados em termos de desempenho global foram os conseguidos com as cascas de ovos ou cinzas, cascas de arroz, bagaço de banana e resíduos orgânicos, o que permite constatar que esta alternativa de reutilização dos resíduos, além das vantagens ambientais também pode possibilitar uma diminuição dos custos associados aos aterros. |
|---|