Publicação
Óleo essencial das folhas e fruto do eucalipto: avaliação da atividade antimicrobiana e da atividade antioxidante
| Resumo: | As plantas aromáticas têm vindo a ser cada vez mais investigadas como fonte de propriedades medicinais e farmacêuticas, devido aos diferentes compostos bioativos que produzem. O eucalipto, nomeadamente a espécie Eucalyptus globulus, é fonte de matéria-prima para as indústrias madeireira e de celulose, sendo também muito utilizado pelas indústrias farmacêutica e de perfumaria, pela sua viabilidade mundialmente reconhecida enquanto fonte de óleo essencial. Assim, este estudo teve como objetivo proceder à caracterização química de óleos essenciais (OE) de eucalipto (E. globulus), a partir de folhas com diferente origem geográfica e nível de desenvolvimento (árvores adultas e jovens) e de frutos, tendo sido estes extraídos em sistema de Clevenger, bem como de OE adquiridos comercialmente. Adicionalmente, efetuou-se a avaliação de propriedades biológicas (atividade antimicrobiana e antioxidante) dos referidos OE. O composto maioritariamente presente nos OE estudados foi o Eucaliptol (1,8-cineol), apresentando uma maior percentagem nos óleos comerciais (93,3% e 97,0%) comparativamente aos extraídos por hidrodestilação. Destes, o OE do fruto foi o que apresentou o menor teor do composto maioritário (24,1%,), sendo o conteúdo similar entre as diferentes amostras de folhas (61,9%, 62,5%, 67,8%). Na avaliação dos fenóis totais dos extratos etanólicos, a folha colhida na região do Douro Litoral foi a que apresentou um teor superior (136,50±14,54 mg EAG/g extrato). Todos os extratos etanólicos demonstraram ter propriedades antioxidantes, sendo a amostra da folha do Douro Litoral a que demonstrou melhores resultados nas diferentes metodologias realizadas, estando de acordo com o seu teor de fenóis totais obtido. Como esperado, verificou-se um valor baixo no teor de fenóis totais dos óleos essenciais (entre 0,97±0,18 e 2,35±0,18 mg EAG/g óleo). No que respeita à atividade antimicrobiana, os óleos essenciais comerciais e extraídos das folhas apresentaram atividade bactericida face a todos os microrganismos estudados, à exceção de Pseudomonas aeruginosa, apresentando o OE do fruto uma atividade antimicrobiana inferior visto que foi a amostra que inibiu menos bactérias. Conclui-se, desta forma, que o eucalipto pode ser uma potencial fonte de antimicrobianos e antioxidantes naturais de interesse para diferentes indústrias. |
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| Autores principais: | Cidres, Eliana Soraia Santos Alves |
| Assunto: | Eucalyptus globulus Atividade antioxidante Atividade antimicrobiana |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | As plantas aromáticas têm vindo a ser cada vez mais investigadas como fonte de propriedades medicinais e farmacêuticas, devido aos diferentes compostos bioativos que produzem. O eucalipto, nomeadamente a espécie Eucalyptus globulus, é fonte de matéria-prima para as indústrias madeireira e de celulose, sendo também muito utilizado pelas indústrias farmacêutica e de perfumaria, pela sua viabilidade mundialmente reconhecida enquanto fonte de óleo essencial. Assim, este estudo teve como objetivo proceder à caracterização química de óleos essenciais (OE) de eucalipto (E. globulus), a partir de folhas com diferente origem geográfica e nível de desenvolvimento (árvores adultas e jovens) e de frutos, tendo sido estes extraídos em sistema de Clevenger, bem como de OE adquiridos comercialmente. Adicionalmente, efetuou-se a avaliação de propriedades biológicas (atividade antimicrobiana e antioxidante) dos referidos OE. O composto maioritariamente presente nos OE estudados foi o Eucaliptol (1,8-cineol), apresentando uma maior percentagem nos óleos comerciais (93,3% e 97,0%) comparativamente aos extraídos por hidrodestilação. Destes, o OE do fruto foi o que apresentou o menor teor do composto maioritário (24,1%,), sendo o conteúdo similar entre as diferentes amostras de folhas (61,9%, 62,5%, 67,8%). Na avaliação dos fenóis totais dos extratos etanólicos, a folha colhida na região do Douro Litoral foi a que apresentou um teor superior (136,50±14,54 mg EAG/g extrato). Todos os extratos etanólicos demonstraram ter propriedades antioxidantes, sendo a amostra da folha do Douro Litoral a que demonstrou melhores resultados nas diferentes metodologias realizadas, estando de acordo com o seu teor de fenóis totais obtido. Como esperado, verificou-se um valor baixo no teor de fenóis totais dos óleos essenciais (entre 0,97±0,18 e 2,35±0,18 mg EAG/g óleo). No que respeita à atividade antimicrobiana, os óleos essenciais comerciais e extraídos das folhas apresentaram atividade bactericida face a todos os microrganismos estudados, à exceção de Pseudomonas aeruginosa, apresentando o OE do fruto uma atividade antimicrobiana inferior visto que foi a amostra que inibiu menos bactérias. Conclui-se, desta forma, que o eucalipto pode ser uma potencial fonte de antimicrobianos e antioxidantes naturais de interesse para diferentes indústrias. |
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