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A pessoa com doença renal crónica terminal - Comportamentos de autocuidado à FAV em maturação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A fístula arteriovenosa é o elemento mais importante para a realização da hemodiálise. A sua avaliação e monitorização regular, é vital para garantir a eficácia do acesso vascular, e diminuir o desencadear de complicações. As pessoas com Doença Renal Crónica Terminal, devem ser educadas a ter comportamentos de autocuidado com o seu acesso. Objetivos: Reconhecer o nível de conhecimentos e comportamento assumido pelas pessoas com DRCT relativamente ao autocuidado com a sua FAV em maturação; analisar as associações entre as variáveis sociodemográficas, clínicas, e nível de conhecimentos. Analisar as associações entres as variáveis sociodemográficas, clínicas, e nível de comportamentos. Analisar as associações entre o nível de conhecimentos e o nível de comportamentos de autocuidado a FAV em maturação. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal-analítico e correlacional em dois hospitais da zona norte de Portugal a 50 pessoas com FAV em maturação, seguidos na consulta de Nefrologia ou na consulta de acessos vasculares. Como instrumento de recolha de dados foi usado um questionário, constituído por três partes: caracterização sociodemográfica, caracterização clínica e de conhecimento e a Escala de Avaliação de Comportamentos de Autocuidado Período de Maturação da Fístula Arteriovenosa (ECAPM-FAV), e esta validada através da consistência interna pelo alfa de Cronbach’s e da análise fatorial exploratório. Resultados: Verificou-se que 76% das pessoas em estudo tinham mais de 66 anos, baixa escolaridade, baixos rendimentos e 52% apresentaram suporte familiar. Foi constatado que, a transmissão de informação sobre os cuidados à fístula arteriovenosa em maturação foi efetuada na sua maioria pelo médico Nefrologista (74%). Ficou patente que, 82% dos inquiridos recebeu informação sobre os cuidados a ter antes da construção da fístula e 68% após a construção. No entanto, 48% não soube mencionar qualquer cuidado a ter com a fístula após a sua construção. Foram observadas associações estatísticas significativas entre o suporte familiar, e melhores taxas de comportamentos de autocuidado na escala ECAPM-FAV. Outra associação significativa, foi observada entre os níveis de conhecimento médio e melhores níveis no comportamento com o acesso. Na Escala geral ECAPM-FAV foram observados resultados médios acima dos 50% e no domínio da prevenção e complicações abaixo dos 50%. Conclusão: Fica evidente a necessidade de estudos futuros sobre o autocuidado à fístula arteriovenosa na pré-dialise, bem como, um reforço em programas educacionais desta população. A qualificação do enfermeiro nesta área, incluído em equipas multidisciplinares, parece o caminho para o incremento da eficiência do autocuidado à fístula em maturação.
Autores principais:Vaz, Catarina Eufémia Martins
Assunto:Fístula arteriovenosa Doença renal crónica terminal Autocuidado Educação
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A fístula arteriovenosa é o elemento mais importante para a realização da hemodiálise. A sua avaliação e monitorização regular, é vital para garantir a eficácia do acesso vascular, e diminuir o desencadear de complicações. As pessoas com Doença Renal Crónica Terminal, devem ser educadas a ter comportamentos de autocuidado com o seu acesso. Objetivos: Reconhecer o nível de conhecimentos e comportamento assumido pelas pessoas com DRCT relativamente ao autocuidado com a sua FAV em maturação; analisar as associações entre as variáveis sociodemográficas, clínicas, e nível de conhecimentos. Analisar as associações entres as variáveis sociodemográficas, clínicas, e nível de comportamentos. Analisar as associações entre o nível de conhecimentos e o nível de comportamentos de autocuidado a FAV em maturação. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal-analítico e correlacional em dois hospitais da zona norte de Portugal a 50 pessoas com FAV em maturação, seguidos na consulta de Nefrologia ou na consulta de acessos vasculares. Como instrumento de recolha de dados foi usado um questionário, constituído por três partes: caracterização sociodemográfica, caracterização clínica e de conhecimento e a Escala de Avaliação de Comportamentos de Autocuidado Período de Maturação da Fístula Arteriovenosa (ECAPM-FAV), e esta validada através da consistência interna pelo alfa de Cronbach’s e da análise fatorial exploratório. Resultados: Verificou-se que 76% das pessoas em estudo tinham mais de 66 anos, baixa escolaridade, baixos rendimentos e 52% apresentaram suporte familiar. Foi constatado que, a transmissão de informação sobre os cuidados à fístula arteriovenosa em maturação foi efetuada na sua maioria pelo médico Nefrologista (74%). Ficou patente que, 82% dos inquiridos recebeu informação sobre os cuidados a ter antes da construção da fístula e 68% após a construção. No entanto, 48% não soube mencionar qualquer cuidado a ter com a fístula após a sua construção. Foram observadas associações estatísticas significativas entre o suporte familiar, e melhores taxas de comportamentos de autocuidado na escala ECAPM-FAV. Outra associação significativa, foi observada entre os níveis de conhecimento médio e melhores níveis no comportamento com o acesso. Na Escala geral ECAPM-FAV foram observados resultados médios acima dos 50% e no domínio da prevenção e complicações abaixo dos 50%. Conclusão: Fica evidente a necessidade de estudos futuros sobre o autocuidado à fístula arteriovenosa na pré-dialise, bem como, um reforço em programas educacionais desta população. A qualificação do enfermeiro nesta área, incluído em equipas multidisciplinares, parece o caminho para o incremento da eficiência do autocuidado à fístula em maturação.