Publicação
Propriedades bioativas de Ruscus aculeatus L.: um subarbusto inexplorado
| Resumo: | Ruscus aculeatus L. é um subarbusto utilizado na medicina tradicional em várias partes do Mundo, nomeadamente na Europa e na Península Ibérica 1' 1. Tradicionalmente, as partes aéreas são utilizadas como diuréticos e as subterrâneas no tratamento de doenças do trato urinário e como laxante 1' 1. No presente trabalho, a parte aérea, raízes e rizomas de R. aculeatus foram caracterizados quanto às suas propriedades bioativas, nomeadamente: atividade antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória e citotóxica. O material vegetal de R. aculeatus foi colhido em abril de 2019 em parcelas florestais, em Valpaços, Portugal. Foram preparados extratos hidroetanólicos e aquosos (infusões e decocções) das partes aéreas (caules laminares e ramificações) e das partes subterrâneas (rizomas e raízes). A atividade antioxidante dos extratos foi avaliada mediante a inibição da peroxidação lipídica (TBARS) e da hemólise oxidativa (OxHLIA). A atividade antibacteriana foi avaliada através da técnica de microdiluição, juntamente com o método colorimétrico de deteção rápida com o cloreto de piodonitrotetrazólio (INT). A atividade anti-inflamatória foi avaliada através da inibição da produção de NO utilizando uma linha celular de macrófagos de rato RAW 264.7. As propriedades citotóxicas foram avaliadas utilizando linhas celulares tumorais humanas e numa linha celular não tumoral (células primárias de fígado de porco, PLP2). Todos os extratos revelaram atividade antioxidante e potencial para inibir algumas das bactérias utilizadas. O extrato hidroalcoólico da parte aérea foi o que apresentou melhores resultados na inibição da produção de óxido nítrico seguido pela decocção das raízes e rizoma. Todos os extratos inibiram o crescimento das linhas celulares tumorais, exceto a infusão da parte aérea e os extratos de decocção. Os extratos aquosos da parte aérea e a infusão do extrato de raízes e rizomas, não apresentaram toxicidade para a linha celular PLP2. Este estudo preliminar forneceu resultados inovadores e interessantes em relação às propriedades bioativas desta planta silvestre pouco estudada e explorada. |
|---|---|
| Autores principais: | Rodrigues, Joana P.B. |
| Outros Autores: | Fernandes, Ângela; Pereira, Carla; Pires, Tânia C.S.; Calhelha, Ricardo C.; Carvalho, Ana Maria; Ferreira, Isabel C.F.R.; Barros, Lillian |
| Assunto: | Ruscus aculeatus L. Parte aérea Raízes Rizoma Extratos hidroetanólicos/aquosos Bioatividades |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Ruscus aculeatus L. é um subarbusto utilizado na medicina tradicional em várias partes do Mundo, nomeadamente na Europa e na Península Ibérica 1' 1. Tradicionalmente, as partes aéreas são utilizadas como diuréticos e as subterrâneas no tratamento de doenças do trato urinário e como laxante 1' 1. No presente trabalho, a parte aérea, raízes e rizomas de R. aculeatus foram caracterizados quanto às suas propriedades bioativas, nomeadamente: atividade antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória e citotóxica. O material vegetal de R. aculeatus foi colhido em abril de 2019 em parcelas florestais, em Valpaços, Portugal. Foram preparados extratos hidroetanólicos e aquosos (infusões e decocções) das partes aéreas (caules laminares e ramificações) e das partes subterrâneas (rizomas e raízes). A atividade antioxidante dos extratos foi avaliada mediante a inibição da peroxidação lipídica (TBARS) e da hemólise oxidativa (OxHLIA). A atividade antibacteriana foi avaliada através da técnica de microdiluição, juntamente com o método colorimétrico de deteção rápida com o cloreto de piodonitrotetrazólio (INT). A atividade anti-inflamatória foi avaliada através da inibição da produção de NO utilizando uma linha celular de macrófagos de rato RAW 264.7. As propriedades citotóxicas foram avaliadas utilizando linhas celulares tumorais humanas e numa linha celular não tumoral (células primárias de fígado de porco, PLP2). Todos os extratos revelaram atividade antioxidante e potencial para inibir algumas das bactérias utilizadas. O extrato hidroalcoólico da parte aérea foi o que apresentou melhores resultados na inibição da produção de óxido nítrico seguido pela decocção das raízes e rizoma. Todos os extratos inibiram o crescimento das linhas celulares tumorais, exceto a infusão da parte aérea e os extratos de decocção. Os extratos aquosos da parte aérea e a infusão do extrato de raízes e rizomas, não apresentaram toxicidade para a linha celular PLP2. Este estudo preliminar forneceu resultados inovadores e interessantes em relação às propriedades bioativas desta planta silvestre pouco estudada e explorada. |
|---|