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Tendências de evolução temporal dos caudais médios diários em bacias de montanha do NE de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As zonas de montanha são de fulcral importância para o regime hidrológico das grandes bacias, designadamente quanto ao risco a que estão expostas as suas zonas baixas. A resposta hidrológica das bacias de montanha é muito variada em consequência das condições de relevo que determinam variabilidade espacial acentuada na precipitação. A análise de séries longas de escoamentos fluviais permite identificar tendências de evolução temporal com reflexo no risco hidrológico nas zonas baixas das grandes bacias. O presente trabalho tem por objetivo avaliar tendências de evolução temporal nas últimas décadas na resposta hidrológica de bacias de montanha situadas ao longo de um gradiente climático. As bacias em estudo, contíguas e de dimensão similar (400 – 530 km2), situam-se no Parque Natural de Montesinho, NE de Portugal: rio Tuela (mais húmida a oeste), rio Sabor e rio Maçãs (mais seca a leste). Como bacias transfronteiriças das cabeceiras da bacia do rio Douro, compatibilizou-se cartografia de Portugal e de Espanha, incluindo: modelo digital do terreno, resolução 30 m; geologia; solos; ocupação do solo; precipitação. Esta cartografia foi utilizada para a caraterização fisiográfica das bacias em ambiente SIG - Sistema de Informação Geográfica. Analisaram-se as séries de caudal médio diário disponíveis (45 anos) e analisaram-se hidrogramas para separar escoamento de base de escoamento direto a essa escala temporal. A avaliação das tendências de variação no caudal médio diário e suas componentes baseou-se em análise de regressão linear aplicada às séries cronológicas. O incremento na aridez ao longo do gradiente climático estudado corresponde redução da proporção de escoamento de base no total, acentuado ao longo da série e significando tendência para o aumento do escoamento direto. Evidenciam-se assim acréscimos na severidade dos riscos hidrológicos (seca e cheia) nas últimas décadas, mais importantes nas bacias de menor precipitação.
Autores principais:Okada, Vinicius
Outros Autores:Figueiredo, Tomás de; Fonseca, Felícia; Santos, Maurício Moreira dos
Assunto:Bacias de montanha NE Portugal Séries temporais Riscos hidrológicos
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As zonas de montanha são de fulcral importância para o regime hidrológico das grandes bacias, designadamente quanto ao risco a que estão expostas as suas zonas baixas. A resposta hidrológica das bacias de montanha é muito variada em consequência das condições de relevo que determinam variabilidade espacial acentuada na precipitação. A análise de séries longas de escoamentos fluviais permite identificar tendências de evolução temporal com reflexo no risco hidrológico nas zonas baixas das grandes bacias. O presente trabalho tem por objetivo avaliar tendências de evolução temporal nas últimas décadas na resposta hidrológica de bacias de montanha situadas ao longo de um gradiente climático. As bacias em estudo, contíguas e de dimensão similar (400 – 530 km2), situam-se no Parque Natural de Montesinho, NE de Portugal: rio Tuela (mais húmida a oeste), rio Sabor e rio Maçãs (mais seca a leste). Como bacias transfronteiriças das cabeceiras da bacia do rio Douro, compatibilizou-se cartografia de Portugal e de Espanha, incluindo: modelo digital do terreno, resolução 30 m; geologia; solos; ocupação do solo; precipitação. Esta cartografia foi utilizada para a caraterização fisiográfica das bacias em ambiente SIG - Sistema de Informação Geográfica. Analisaram-se as séries de caudal médio diário disponíveis (45 anos) e analisaram-se hidrogramas para separar escoamento de base de escoamento direto a essa escala temporal. A avaliação das tendências de variação no caudal médio diário e suas componentes baseou-se em análise de regressão linear aplicada às séries cronológicas. O incremento na aridez ao longo do gradiente climático estudado corresponde redução da proporção de escoamento de base no total, acentuado ao longo da série e significando tendência para o aumento do escoamento direto. Evidenciam-se assim acréscimos na severidade dos riscos hidrológicos (seca e cheia) nas últimas décadas, mais importantes nas bacias de menor precipitação.