Publicação
Padrão alimentar e literacia nutricional dos profissionais de uma unidade local de saúde do norte de Portugal
| Resumo: | Uma maior literacia nutricional poderá associar-se à adoção de um padrão alimentar mais saudável, tal como a Dieta Mediterrânica ou a Dieta Atlântica.OBJETIVOS: Caraterizar o padrão alimentar dos profissionais de uma Unidade Local de Saúde e relacioná-lo com a sua Literacia Nutricional METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado numa Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal, de agosto a setembro de 2023. Para avaliação do nível de adesão à Dieta Mediterrânica e Atlântica utilizaram-se as ferramentas PREDIMED e um índice da Fundación Dieta Atlântica, respetivamente. A literacia nutricional foi avaliada através do Newest Vital Sign.RESULTADOS: A amostra foi constituída por 156 profissionais, maioritariamente mulheres (74,4%), Licenciados (55,1%), Enfermeiros (55,2%) e a trabalhar nos Cuidados Hospitalares (84,0%). A maioria dos participantes apresentou uma adesão moderada à Dieta Mediterrânica (62,2%) e à Dieta Atlântica (64,7%), constatando-se que as mulheres mostraram uma maior proporção de boa adesão à Dieta Atlântica (p=0,001). As mulheres apresentaram uma maior adesão do consumo de fruta ≥ 2 porções/dia (84,2% vs. 67,5%, p=0,023), de hortícolas ≥ 2 porções/dia (69,0% vs. 47,4%, p=0,016), de hortícolas brássicas ≥ 3 porções/semana (89,7% vs. 70,0%, p=0,003) e no consumo regular de alimentos sazonais, tradicionais e locais (91,4% vs. 77,5%, p=0,027). Os homens apresentaram uma maior adesão no consumo de carnes vermelhas ≥ 1 porção/semana, comparativamente às mulheres (80,0% vs. 62,1%, p=0,038). A maioria dos participantes apresentou uma Literacia Nutricional adequada (79,5%). Diferenças significativas foram observadas para a escolaridade (p=0,004) e profissão (p=0,008), onde a maioria dos participantes com literacia adequada possuía Ensino Superior (90,4%) e eram, maioritariamente Enfermeiros (59,0%). Não houve associação entre a Literacia Nutricional e o nível de adesão à Dieta Mediterrânica e Atlântica. CONCLUSÕES: Os profissionais de saúde afastam-se dos padrões alimentares ancestrais associados a benefícios para a saúde, mesmo tendo uma Literacia Nutricional adequada. |
|---|---|
| Autores principais: | Rebelo, Mariana |
| Outros Autores: | Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Pinto, Elisabete |
| Assunto: | Dieta mediterrânica Dieta atlântica Literacia nutricional |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | póster em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Uma maior literacia nutricional poderá associar-se à adoção de um padrão alimentar mais saudável, tal como a Dieta Mediterrânica ou a Dieta Atlântica.OBJETIVOS: Caraterizar o padrão alimentar dos profissionais de uma Unidade Local de Saúde e relacioná-lo com a sua Literacia Nutricional METODOLOGIA: Estudo transversal, realizado numa Unidade Local de Saúde do Norte de Portugal, de agosto a setembro de 2023. Para avaliação do nível de adesão à Dieta Mediterrânica e Atlântica utilizaram-se as ferramentas PREDIMED e um índice da Fundación Dieta Atlântica, respetivamente. A literacia nutricional foi avaliada através do Newest Vital Sign.RESULTADOS: A amostra foi constituída por 156 profissionais, maioritariamente mulheres (74,4%), Licenciados (55,1%), Enfermeiros (55,2%) e a trabalhar nos Cuidados Hospitalares (84,0%). A maioria dos participantes apresentou uma adesão moderada à Dieta Mediterrânica (62,2%) e à Dieta Atlântica (64,7%), constatando-se que as mulheres mostraram uma maior proporção de boa adesão à Dieta Atlântica (p=0,001). As mulheres apresentaram uma maior adesão do consumo de fruta ≥ 2 porções/dia (84,2% vs. 67,5%, p=0,023), de hortícolas ≥ 2 porções/dia (69,0% vs. 47,4%, p=0,016), de hortícolas brássicas ≥ 3 porções/semana (89,7% vs. 70,0%, p=0,003) e no consumo regular de alimentos sazonais, tradicionais e locais (91,4% vs. 77,5%, p=0,027). Os homens apresentaram uma maior adesão no consumo de carnes vermelhas ≥ 1 porção/semana, comparativamente às mulheres (80,0% vs. 62,1%, p=0,038). A maioria dos participantes apresentou uma Literacia Nutricional adequada (79,5%). Diferenças significativas foram observadas para a escolaridade (p=0,004) e profissão (p=0,008), onde a maioria dos participantes com literacia adequada possuía Ensino Superior (90,4%) e eram, maioritariamente Enfermeiros (59,0%). Não houve associação entre a Literacia Nutricional e o nível de adesão à Dieta Mediterrânica e Atlântica. CONCLUSÕES: Os profissionais de saúde afastam-se dos padrões alimentares ancestrais associados a benefícios para a saúde, mesmo tendo uma Literacia Nutricional adequada. |
|---|