Publicação
Papel do portefólio na formação contínua em Matemática
| Resumo: | O Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, em desenvolvimento em Portugal desde o ano lectivo 2005/2006, tem características particulares, nomeadamente o tipo de sessões previstas – sessões de formação em grupo e sessões de acompanhamento em sala de aula – e a construção de um portefólio para a avaliação dos participantes. Esta comunicação tem por base uma investigação em curso, na qual nos propomos estudar o desenvolvimento profissional de professores do 1.º ciclo através da participação no referido programa, e em particular o contributo do uso do portefólio. Optámos por uma abordagem metodológica do tipo qualitativo, com a realização de três estudos de caso, recorrendo, para a recolha de dados, a entrevistas semi-estruturadas, observação participante das sessões e análise documental. A construção de um portefólio pode ajudar a avaliação a assumir uma função essencialmente reguladora, na medida em que serve de base para a reflexão do professor sobre todo o processo em que está envolvido, propiciando a mudança das suas práticas e concepções e, consequentemente, promovendo o seu desenvolvimento profissional. O portefólio permite captar a vida na sala de aula – os professores na sua actividade – tendo por base os seus registos e as evidências do trabalho que realizaram ao longo do tempo. Cada registo inclui um elemento crucial que é a reflexão. Através desta o professor revisita e questiona a sua prática, verificando o que resultou e o que não resultou e porquê. Neste questionamento, os professores descobrem o significado e a interpretação que fazem da sua prática (Lyons, 2002) O portefólio é, neste trabalho, encarado como: (i) um instrumento não só de apresentação dos trabalhos, mas também de aprendizagem; (ii) um instrumento de avaliação dinâmico; e (iii) um instrumento de reflexão de qualidade, tendo como principal intenção que seja o professor a indicar o que aprendeu, como aprendeu e o que beneficiou com as aprendizagens efectuadas. Assim, nesta comunicação decidimos apresentar um enquadramento teórico sobre o tema e alguns dados que relatam o papel do portefólio na formação, a forma como foi construído e a fundamentação do seu contributo para o desenvolvimento profissional do professor do 1.º ciclo. |
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| Autores principais: | Martins, Cristina |
| Outros Autores: | Santos, Leonor |
| Assunto: | Portefólio Desenvolvimento profissional |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O Programa de Formação Contínua em Matemática para Professores do 1.º Ciclo do Ensino Básico, em desenvolvimento em Portugal desde o ano lectivo 2005/2006, tem características particulares, nomeadamente o tipo de sessões previstas – sessões de formação em grupo e sessões de acompanhamento em sala de aula – e a construção de um portefólio para a avaliação dos participantes. Esta comunicação tem por base uma investigação em curso, na qual nos propomos estudar o desenvolvimento profissional de professores do 1.º ciclo através da participação no referido programa, e em particular o contributo do uso do portefólio. Optámos por uma abordagem metodológica do tipo qualitativo, com a realização de três estudos de caso, recorrendo, para a recolha de dados, a entrevistas semi-estruturadas, observação participante das sessões e análise documental. A construção de um portefólio pode ajudar a avaliação a assumir uma função essencialmente reguladora, na medida em que serve de base para a reflexão do professor sobre todo o processo em que está envolvido, propiciando a mudança das suas práticas e concepções e, consequentemente, promovendo o seu desenvolvimento profissional. O portefólio permite captar a vida na sala de aula – os professores na sua actividade – tendo por base os seus registos e as evidências do trabalho que realizaram ao longo do tempo. Cada registo inclui um elemento crucial que é a reflexão. Através desta o professor revisita e questiona a sua prática, verificando o que resultou e o que não resultou e porquê. Neste questionamento, os professores descobrem o significado e a interpretação que fazem da sua prática (Lyons, 2002) O portefólio é, neste trabalho, encarado como: (i) um instrumento não só de apresentação dos trabalhos, mas também de aprendizagem; (ii) um instrumento de avaliação dinâmico; e (iii) um instrumento de reflexão de qualidade, tendo como principal intenção que seja o professor a indicar o que aprendeu, como aprendeu e o que beneficiou com as aprendizagens efectuadas. Assim, nesta comunicação decidimos apresentar um enquadramento teórico sobre o tema e alguns dados que relatam o papel do portefólio na formação, a forma como foi construído e a fundamentação do seu contributo para o desenvolvimento profissional do professor do 1.º ciclo. |
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