Publicação
Competências emocionais e comportamentos fisicamente abusivos
| Resumo: | A Inteligência Emocional (QE) alcançou, nas últimas três décadas, uma incontornável notoriedade no contexto da investigação psicológica (Joseph & Newman, 2010). Destaca-se, neste contexto, o trabalho de Daniel Goleman que promoveu esta linha de investigação, afirmando o reconhecimento das emoções, a sua catalogação e evocação como o primado da Inteligência Emocional (Goleman, 2003). Neste sentido, o espaço de intervenção da Inteligência Emocional afirma-se no contexto da violência conjugal enquanto mecanismo preventivo de conflitos, fomentando competências emocionais, tanto nas vítimas como nos agressores. Este estudo procurou verificar a existência de relações entre as capacidades de reconhecimento, discriminação e gestão das emoções em mulheres vítimas de violência conjugal. Foram avaliadas 32 vítimas de violência conjugal, em contexto de apoio no Gabinete de Apoio à Vítima, na APAV-Porto, através da aplicação de um Questionário do Historial de Comportamentos Violentos, o Inventário de Violência Conjugal (Machado, Matos & Gonçalves, 2006) e a Escala Veiga de Competência Emocional (Veiga Branco, 2005). Os resultados apontam para uma relação moderada, com sentido negativo, entre as capacidades de discriminação e gestão das emoções e os comportamentos fisicamente abusivos, permitindo concluir que níveis mais baixos de capacidades de reconhecimento, gestão e discriminação das emoções se relacionam com maior impacto de vitimação e maior frequência dos crimes. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Cláudia Rafaela |
| Outros Autores: | Alves, Paulo Jorge Pereira; Lucas, Susana; Veiga-Branco, Augusta |
| Assunto: | Competências emocionais Violência conjugal Vítimas |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A Inteligência Emocional (QE) alcançou, nas últimas três décadas, uma incontornável notoriedade no contexto da investigação psicológica (Joseph & Newman, 2010). Destaca-se, neste contexto, o trabalho de Daniel Goleman que promoveu esta linha de investigação, afirmando o reconhecimento das emoções, a sua catalogação e evocação como o primado da Inteligência Emocional (Goleman, 2003). Neste sentido, o espaço de intervenção da Inteligência Emocional afirma-se no contexto da violência conjugal enquanto mecanismo preventivo de conflitos, fomentando competências emocionais, tanto nas vítimas como nos agressores. Este estudo procurou verificar a existência de relações entre as capacidades de reconhecimento, discriminação e gestão das emoções em mulheres vítimas de violência conjugal. Foram avaliadas 32 vítimas de violência conjugal, em contexto de apoio no Gabinete de Apoio à Vítima, na APAV-Porto, através da aplicação de um Questionário do Historial de Comportamentos Violentos, o Inventário de Violência Conjugal (Machado, Matos & Gonçalves, 2006) e a Escala Veiga de Competência Emocional (Veiga Branco, 2005). Os resultados apontam para uma relação moderada, com sentido negativo, entre as capacidades de discriminação e gestão das emoções e os comportamentos fisicamente abusivos, permitindo concluir que níveis mais baixos de capacidades de reconhecimento, gestão e discriminação das emoções se relacionam com maior impacto de vitimação e maior frequência dos crimes. |
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