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Influência do tamanho do hospedeiro no parasitismo exercido sobre Saissetia oleae (Olivier)

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Resumo:A cochonilha-negra, Saissetia oleae (Olivier) (Hemiptera: Coccidae), é uma praga importante da oliveira. Este fitófago é atacado por diferentes espécies de parasitoides cuja ação, em muitos casos, é suficiente para manter as populações de cochonilha considerados toleráveis. Com o presente trabalho pretendeu-se estudar as populações de cochonilha-negra em oliveira na região de Trás-os-Montes em diferentes períodos do ano; avaliar a diversidade de parasitoides associado a esta praga e sua relação com os diferentes estados de desenvolvimento do hospedeiro e período do ano; e por último procurar perceber a existência da relação entre o estado de desenvolvimento do hospedeiro, seus parâmetros biométricos e o parasitismo exercido. Neste contexto, em 40 olivais da região de Trás-os-Montes foram feitas amostragem em quatro períodos distintos (julho, setembro e novembro de 2011 e maio de 2012). Em cada olival foram amostradas 10 oliveiras, colhendo-se 20 folhas infestadas de cochonilha-negra/árvore. No laboratório, as folhas foram observadas, à lupa binocular, registado o número de exemplares em cada estado desenvolvimento da praga, a distribuição na folha (página superior ou inferior) e colocadas em tubos de ensaio que foram selados e colocados em condições controladas (22ºC, 70%HR, 16L:8D) até emergência de eventuais parasitoides. Os parasitoides emergidos foram identificados e procedeu-se à análise dos parâmetros biométricos do hospedeiro (comprimento, altura). Os resultados obtidos mostraram que foi na amostragem de verão (julho) onde se observou maiores números de indivíduos de cochonilha-negra, sendo na sua maioria ninfas do primeiro instar (aproximadamente 92% dos exemplares observados), que preferiam a página inferior da folha do hospedeiro. Foram identificadas sete espécies de parasitoides, designadamente Coccophagus lycimnia (Walker), C. semicircularis (Förster), Metaphycus flavus (Howard), M. helvolus (Compere), M. lounsburyi (Howard), Scutellista nigra (Fonscolombe), e S. caerulea (Merter) que e atuam de forma diferenciada de acordo com o estado de desenvolvimento do hospedeiro e a época do ano. C. lycimnia foi a espécie mais abundante e a que originou maiores taxas de parasitismo, principalmente nas ninfas do terceiro instar. As taxas de parasitismo nos diferentes períodos de amostragem oscilaram entre 3,61 e os 23,54%. Verificou-se também que o tamanho do hospedeiro influencia a escolha do parasitoide, sendo que os parasitoides do género Coccophagus que parasitam ninfas do segundo e terceiro instar preferiam hospedeiros com tamanhos superiores aos hospedeiros atacados pelos parasitoides do género Metaphycus
Autores principais:Marrão, Rosalina
Assunto:Cochonilha-negra Parasitismo Coccophagus lycimnia Parâmetros biométricos
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A cochonilha-negra, Saissetia oleae (Olivier) (Hemiptera: Coccidae), é uma praga importante da oliveira. Este fitófago é atacado por diferentes espécies de parasitoides cuja ação, em muitos casos, é suficiente para manter as populações de cochonilha considerados toleráveis. Com o presente trabalho pretendeu-se estudar as populações de cochonilha-negra em oliveira na região de Trás-os-Montes em diferentes períodos do ano; avaliar a diversidade de parasitoides associado a esta praga e sua relação com os diferentes estados de desenvolvimento do hospedeiro e período do ano; e por último procurar perceber a existência da relação entre o estado de desenvolvimento do hospedeiro, seus parâmetros biométricos e o parasitismo exercido. Neste contexto, em 40 olivais da região de Trás-os-Montes foram feitas amostragem em quatro períodos distintos (julho, setembro e novembro de 2011 e maio de 2012). Em cada olival foram amostradas 10 oliveiras, colhendo-se 20 folhas infestadas de cochonilha-negra/árvore. No laboratório, as folhas foram observadas, à lupa binocular, registado o número de exemplares em cada estado desenvolvimento da praga, a distribuição na folha (página superior ou inferior) e colocadas em tubos de ensaio que foram selados e colocados em condições controladas (22ºC, 70%HR, 16L:8D) até emergência de eventuais parasitoides. Os parasitoides emergidos foram identificados e procedeu-se à análise dos parâmetros biométricos do hospedeiro (comprimento, altura). Os resultados obtidos mostraram que foi na amostragem de verão (julho) onde se observou maiores números de indivíduos de cochonilha-negra, sendo na sua maioria ninfas do primeiro instar (aproximadamente 92% dos exemplares observados), que preferiam a página inferior da folha do hospedeiro. Foram identificadas sete espécies de parasitoides, designadamente Coccophagus lycimnia (Walker), C. semicircularis (Förster), Metaphycus flavus (Howard), M. helvolus (Compere), M. lounsburyi (Howard), Scutellista nigra (Fonscolombe), e S. caerulea (Merter) que e atuam de forma diferenciada de acordo com o estado de desenvolvimento do hospedeiro e a época do ano. C. lycimnia foi a espécie mais abundante e a que originou maiores taxas de parasitismo, principalmente nas ninfas do terceiro instar. As taxas de parasitismo nos diferentes períodos de amostragem oscilaram entre 3,61 e os 23,54%. Verificou-se também que o tamanho do hospedeiro influencia a escolha do parasitoide, sendo que os parasitoides do género Coccophagus que parasitam ninfas do segundo e terceiro instar preferiam hospedeiros com tamanhos superiores aos hospedeiros atacados pelos parasitoides do género Metaphycus