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O impacto do COVID-19 em educação pré-escolar: análise das estratégias desenvolvidas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A situação pandémica provocada pela COVID-19 tem vindo a promover a necessidade de um reajustamento social, alterando muitas das dinâmicas em muitos setores de atividade. A necessidade de controlar o avanço e disseminação do contágio levou as autoridades de saúde a desaconselhar encontros e sessões presenciais. As escolas tiveram que se readaptar tendo em conta a necessidade de garantir a aprendizagem das crianças e jovens. Esta readaptação conduziu a formas de contacto não presencial, utilizando dispositivos tecnológicos que potenciam o ensino à distância. O recurso a estes dispositivos requer um mínimo de competências tecnológicas e digitais e uma adequação dos processos de educação e ensino, muito centrados na autonomia e autoaprendizagem das crianças e dos jovens. Contudo, nos contextos educativos onde os processos de ensino-aprendizagem são mais focados no educador e/ou professor, as tecnologias tendem a ser menos valorizadas e, quando usadas, geralmente traduzem-se em sessões puramente tecnicistas. Atendendo à diversidade de realidades que as instituições de educação pré-escolar apresentam, este estudo visa saber como é que os educadores de infância experimentaram profissionalmente o período de confinamento físico e quais as estratégias que as instituições usaram para colmatar as dificuldades provocadas pela situação pandémica. Mais especificamente, pretendemos saber como é que os educadores de infância estabeleceram interações à distância com as crianças, de forma a promover a sua aprendizagem. Trata-se de uma investigação que recorreu ao questionário como instrumento de recolha de dados, do qual se obtiveram 502 respostas. Procedeu-se, posteriormente, à análise estatística descritiva, na análise das questões de escolha múltipla e análise de conteúdo para a interpretação das respostas abertas. Deste estudo, salienta-se o esforço que os educadores tiveram para manterem o contacto com o grupo de crianças e com as famílias, recorrendo, mesmo, ao Correio Postal (CTT) para o efeito.
Autores principais:Ribeiro, Cristiana
Outros Autores:Loureiro, Ana Cláudia; Mesquita, Cristina; Lopes, Rui Pedro
Assunto:Tecnologias digitais Conceções docentes Ensino a distância
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A situação pandémica provocada pela COVID-19 tem vindo a promover a necessidade de um reajustamento social, alterando muitas das dinâmicas em muitos setores de atividade. A necessidade de controlar o avanço e disseminação do contágio levou as autoridades de saúde a desaconselhar encontros e sessões presenciais. As escolas tiveram que se readaptar tendo em conta a necessidade de garantir a aprendizagem das crianças e jovens. Esta readaptação conduziu a formas de contacto não presencial, utilizando dispositivos tecnológicos que potenciam o ensino à distância. O recurso a estes dispositivos requer um mínimo de competências tecnológicas e digitais e uma adequação dos processos de educação e ensino, muito centrados na autonomia e autoaprendizagem das crianças e dos jovens. Contudo, nos contextos educativos onde os processos de ensino-aprendizagem são mais focados no educador e/ou professor, as tecnologias tendem a ser menos valorizadas e, quando usadas, geralmente traduzem-se em sessões puramente tecnicistas. Atendendo à diversidade de realidades que as instituições de educação pré-escolar apresentam, este estudo visa saber como é que os educadores de infância experimentaram profissionalmente o período de confinamento físico e quais as estratégias que as instituições usaram para colmatar as dificuldades provocadas pela situação pandémica. Mais especificamente, pretendemos saber como é que os educadores de infância estabeleceram interações à distância com as crianças, de forma a promover a sua aprendizagem. Trata-se de uma investigação que recorreu ao questionário como instrumento de recolha de dados, do qual se obtiveram 502 respostas. Procedeu-se, posteriormente, à análise estatística descritiva, na análise das questões de escolha múltipla e análise de conteúdo para a interpretação das respostas abertas. Deste estudo, salienta-se o esforço que os educadores tiveram para manterem o contacto com o grupo de crianças e com as famílias, recorrendo, mesmo, ao Correio Postal (CTT) para o efeito.