Publicação
Remoção de metformina de matrizes aquosas por meio de adsorventes à base de cortiça
| Resumo: | As atividades antrópicas associadas ao desenvolvimento industrial desenfreado, à urbanização e ao crescimento populacional exponencial resultaram na presença alarmante de diversas substâncias, consideradas poluentes, em corpos hídricos. Tornou-se crucial implementar medidas de controlo e monitoramento desses compostos para mitigar os impactos ambientais e preservar a qualidade dos recursos hídricos para as futuras gerações. Entre as substâncias preocupantes estão os micropoluentes emergentes, um grupo de contaminantes que inclui produtos de higiene, fármacos, hormônios e pesticidas. A deteção e quantificação desses micropoluentes exigem técnicas analíticas avançadas, já que são encontrados em concentrações muito baixas (μg/L a ng/L). Apesar disso, esses poluentes representam riscos consideráveis ao meio ambiente e à saúde humana, em especial os fármacos, já que são parcialmente metabolizados pelo corpo humano, e o restante é excretado nos sistemas aquáticos. A metformina, amplamente prescrita para o tratamento da diabetes tipo 2, é um exemplo de fármaco encontrado cada vez mais nos ambientes aquáticos devido ao seu metabolismo incompleto e seu uso generalizado. Relata-se que a metformina pode estimular a expressão de genes ligados às vias hormonais endócrinas, e seus subprodutos clorados na água potável têm efeitos tóxicos no ambiente aquático. Diversos métodos de tratamento têm sido explorados na remoção de fármacos em águas residuais, com a adsorção se destacando como uma técnica eficaz. O carvão ativado, especialmente derivado de biomassa renovável, por exemplo a cortiça, tem atraído atenção devido à sua eficiência e baixo custo na remoção de poluentes orgânicos da água residual, apresentado uma estrutura com alta área superficial e porosa. Essa abordagem não só oferece uma solução sustentável, como também se alinha aos princípios da economia circular pela utilização de materiais orgânicos descartados. |
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| Autores principais: | Morizaki, Gabrielle Tokawa |
| Outros Autores: | Gomes, Maria Carolina Sérgi; Queiroz, Ana; Brito, Paulo; Ribeiro, António E. |
| Assunto: | Cortiça Metformina |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | As atividades antrópicas associadas ao desenvolvimento industrial desenfreado, à urbanização e ao crescimento populacional exponencial resultaram na presença alarmante de diversas substâncias, consideradas poluentes, em corpos hídricos. Tornou-se crucial implementar medidas de controlo e monitoramento desses compostos para mitigar os impactos ambientais e preservar a qualidade dos recursos hídricos para as futuras gerações. Entre as substâncias preocupantes estão os micropoluentes emergentes, um grupo de contaminantes que inclui produtos de higiene, fármacos, hormônios e pesticidas. A deteção e quantificação desses micropoluentes exigem técnicas analíticas avançadas, já que são encontrados em concentrações muito baixas (μg/L a ng/L). Apesar disso, esses poluentes representam riscos consideráveis ao meio ambiente e à saúde humana, em especial os fármacos, já que são parcialmente metabolizados pelo corpo humano, e o restante é excretado nos sistemas aquáticos. A metformina, amplamente prescrita para o tratamento da diabetes tipo 2, é um exemplo de fármaco encontrado cada vez mais nos ambientes aquáticos devido ao seu metabolismo incompleto e seu uso generalizado. Relata-se que a metformina pode estimular a expressão de genes ligados às vias hormonais endócrinas, e seus subprodutos clorados na água potável têm efeitos tóxicos no ambiente aquático. Diversos métodos de tratamento têm sido explorados na remoção de fármacos em águas residuais, com a adsorção se destacando como uma técnica eficaz. O carvão ativado, especialmente derivado de biomassa renovável, por exemplo a cortiça, tem atraído atenção devido à sua eficiência e baixo custo na remoção de poluentes orgânicos da água residual, apresentado uma estrutura com alta área superficial e porosa. Essa abordagem não só oferece uma solução sustentável, como também se alinha aos princípios da economia circular pela utilização de materiais orgânicos descartados. |
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