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Capacidade de enraizamento de estacas semi-lenhosas de oliveira das variedades Cobrançosa, Verdeal, Negrinha e Santulhana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A multiplicação vegetativa de estacas semi-lenhosas de oliveira é o processo mais amplamente usado para a obtenção de novas plantas, clones das plantas mãe onde se recolhe o material vegetal que lhes vai dar origem. Para este processo é sabido que o uso de auxinas sintécticas, como o ANA ou AIB, influencia a capacidade de enraizamento das referidas estacas. Neste trabalho, procedeu-se ao enraizamento de estacas de quatro variedades de oliveira representativas da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, Cobrançosa, Verdeal, Negrinha e Santulhana, submetidas a diversos tratamentos com ácido indol-3-butírico (2000 e 3000 ppm) e à imersão em peróxido de hidrogénio, num total de seis tratamentos (T0, T1, T2, T3, T4 e T5). A duração do processo de enraizamento foi outro dos parâmetros avaliado, tendo-se adoptado experimentalmente 30, 60 e 90 dias. Os principais resultados deste estudo reportam que a variedade Negrinha é a que apresenta maior percentagem de estacas enraizadas, a Santulhana é a mais dificil de enraizar independetemente do tratamento usado ou tempo de duração do processo. O tratamento T2 revelou-se o mais eficaz na indução de raiz, e consistiu na imersão das estacas numa solução diluida de AIB a 3000 ppm. O uso de peróxido de hidrogénio não se revelou importante para a percentagem de estacas enraizadas. Quanto ao tempo de duração do processo de enraizamento, observou-se que ao fim de 90 dias a percentagem de enraizamento é bastante elevada, mas comparando com a percentagem ao fim de 60 dias, a diferença não parece justificar prolongamento do referido processo por mais 30 dias, se se tiver em conta os gastos inerentes ao processo.
Autores principais:Pimentel, Amílcar dos Santos Alves
Assunto:AIB Peróxido de hidrogénio Cobrançosa Verdeal Negrinha Santulhana
Ano:2010
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A multiplicação vegetativa de estacas semi-lenhosas de oliveira é o processo mais amplamente usado para a obtenção de novas plantas, clones das plantas mãe onde se recolhe o material vegetal que lhes vai dar origem. Para este processo é sabido que o uso de auxinas sintécticas, como o ANA ou AIB, influencia a capacidade de enraizamento das referidas estacas. Neste trabalho, procedeu-se ao enraizamento de estacas de quatro variedades de oliveira representativas da região de Trás-os-Montes e Alto Douro, Cobrançosa, Verdeal, Negrinha e Santulhana, submetidas a diversos tratamentos com ácido indol-3-butírico (2000 e 3000 ppm) e à imersão em peróxido de hidrogénio, num total de seis tratamentos (T0, T1, T2, T3, T4 e T5). A duração do processo de enraizamento foi outro dos parâmetros avaliado, tendo-se adoptado experimentalmente 30, 60 e 90 dias. Os principais resultados deste estudo reportam que a variedade Negrinha é a que apresenta maior percentagem de estacas enraizadas, a Santulhana é a mais dificil de enraizar independetemente do tratamento usado ou tempo de duração do processo. O tratamento T2 revelou-se o mais eficaz na indução de raiz, e consistiu na imersão das estacas numa solução diluida de AIB a 3000 ppm. O uso de peróxido de hidrogénio não se revelou importante para a percentagem de estacas enraizadas. Quanto ao tempo de duração do processo de enraizamento, observou-se que ao fim de 90 dias a percentagem de enraizamento é bastante elevada, mas comparando com a percentagem ao fim de 60 dias, a diferença não parece justificar prolongamento do referido processo por mais 30 dias, se se tiver em conta os gastos inerentes ao processo.