Publicação
Efeito de uma micorriza comercial na biodisponibilidade de nutrientes no solo e crescimento de plantas jovens de oliveira
| Resumo: | A oliveira é uma das mais importantes culturas da bacia do mediterrâneo, possuindo grande importância econômica para Portugal e sendo a região de trás-os-montes a segunda maior produtora. Para manter altas produções é necessário um solo fértil, sendo este apto a suprir as necessidades nutricionais da cultura. Diante disso, a microfauna do solo pode auxiliar por ser responsável pelos processos de mineralização e imobilização dos nutrientes. Um bom exemplo é a associação entre as raízes e um grupo de fungos, designados micorrizico. Nesse contexto tem surgido no mercado uma gama crescente de biofertilizantes comerciais. Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito de uma micorriza comercial nas (i) propriedades do solo, em particular na biodisponibilidade dos nutrientes; (ii) na performance fotossintética; (iii) no estado nutricional das plantas durante a estação de crescimento; (iv) e na produção de matéria seca. O experimento foi conduzido nas estufas do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), região nordeste de Portugal. Foram instalados sete tratamentos (testemunha; micorriza; 3% NPK; 3% NPK + 3% N, 3% NPK + 3% P, 3% NPK + 3% K, 3% NPK + micro) com três repetições em um delineamento inteiramente ao acaso utilizando mudas de oliveira de um ano. Durante a fase de crescimento, foi avaliada a performance fotossintética das plantas. As plantas foram destruídas um ano após a plantação e separadas em raizes, caules e folhas. Os componentes da planta foram secos em estufa, pesados, moidos e analisados para a composição elementar. A partir de três repetições de amostras de solos foram determinados diversos parâmetros da fertilidade. Não foram registradas diferenças entre os tratamentos para os parâmetros medidos de fluorescência da clorofila. Relativamente a biomassa, se observou variação significativa na raiz entre tratamentos. Para a micorriza, a concentração de fósforo foi significativamente mais elevada no caule e na raiz que nos outros tratamentos. Também se observou um aumento no pH em relação a micorriza. Na disponibilidade de fósforo e potássio no solo, a micorriza se equiparou aos tratamentos com adição daqueles elementos. Para a matéria orgânica, a micorriza registou valores equivalentes aos tratamentos que originaram os resultados mais elevados. Para a atividade fosfatase, a micorriza se destacou (487,51 μg nitrofenol g-1 h-1), apresentando o dobro do tratamento com adição de fósforo (280,70 μg nitrofenol g-1 h-1). Diante do exposto, a micorriza comercial pode ser um bom suplemento fertilizante já que contribuiu para manter os níveis nutricionais em valores satisfatórios. |
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| Autores principais: | Piroli, Valkiria Luisa Borsa |
| Assunto: | Olea europaea L. Nutrição de plantas Fertilidade do solo Fósforo lábi |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A oliveira é uma das mais importantes culturas da bacia do mediterrâneo, possuindo grande importância econômica para Portugal e sendo a região de trás-os-montes a segunda maior produtora. Para manter altas produções é necessário um solo fértil, sendo este apto a suprir as necessidades nutricionais da cultura. Diante disso, a microfauna do solo pode auxiliar por ser responsável pelos processos de mineralização e imobilização dos nutrientes. Um bom exemplo é a associação entre as raízes e um grupo de fungos, designados micorrizico. Nesse contexto tem surgido no mercado uma gama crescente de biofertilizantes comerciais. Com isso, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito de uma micorriza comercial nas (i) propriedades do solo, em particular na biodisponibilidade dos nutrientes; (ii) na performance fotossintética; (iii) no estado nutricional das plantas durante a estação de crescimento; (iv) e na produção de matéria seca. O experimento foi conduzido nas estufas do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), região nordeste de Portugal. Foram instalados sete tratamentos (testemunha; micorriza; 3% NPK; 3% NPK + 3% N, 3% NPK + 3% P, 3% NPK + 3% K, 3% NPK + micro) com três repetições em um delineamento inteiramente ao acaso utilizando mudas de oliveira de um ano. Durante a fase de crescimento, foi avaliada a performance fotossintética das plantas. As plantas foram destruídas um ano após a plantação e separadas em raizes, caules e folhas. Os componentes da planta foram secos em estufa, pesados, moidos e analisados para a composição elementar. A partir de três repetições de amostras de solos foram determinados diversos parâmetros da fertilidade. Não foram registradas diferenças entre os tratamentos para os parâmetros medidos de fluorescência da clorofila. Relativamente a biomassa, se observou variação significativa na raiz entre tratamentos. Para a micorriza, a concentração de fósforo foi significativamente mais elevada no caule e na raiz que nos outros tratamentos. Também se observou um aumento no pH em relação a micorriza. Na disponibilidade de fósforo e potássio no solo, a micorriza se equiparou aos tratamentos com adição daqueles elementos. Para a matéria orgânica, a micorriza registou valores equivalentes aos tratamentos que originaram os resultados mais elevados. Para a atividade fosfatase, a micorriza se destacou (487,51 μg nitrofenol g-1 h-1), apresentando o dobro do tratamento com adição de fósforo (280,70 μg nitrofenol g-1 h-1). Diante do exposto, a micorriza comercial pode ser um bom suplemento fertilizante já que contribuiu para manter os níveis nutricionais em valores satisfatórios. |
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