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Os castanheiros respondem pouco à aplicação de fertilizantes, necessitando uma abordagem de longo prazo para estabelecer planos de fertilização

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Devido ao elevado valor do fruto, o castanheiro europeu (Castanea sativa Mill.), no passado cultivado em sistemas agroflorestais, tem sido plantado como espécie fruteira estreme em pomares conduzidos com práticas cada vez mais intensivas, como o uso regular de fertilizantes. Para isso são necessários programas de fertilização orientados para a intensificação ecológica. Neste trabalho são apresentados resultados da produção, do estado nutricional das árvores e das propriedades do solo, com base em um ensaio de campo de quatro anos no qual foram usados três fertilizantes NPK (20:7:10, 13:11:21 e 7:14:14) e uma testemunha não fertilizada . A produção de castanha não variou significativamente entre tratamentos, embora os valores médios da testemunha tenham apresentado uma clara tendência de queda. O azoto fornecido pelos fertilizantes parece ter sido o fator mais importante na diferença entre os tratamentos fertilizados e testemunha, uma vez que as concentrações foliares de N foram menores na testemunha, tendo surgido por vezes abaixo do limite inferior do intervalo de suficiência. Os níveis de N inorgânico do solo no outono e as concentrações de N nos tecidos no coberto vegetal herbáceo que se desenvolveu sob as árvores, indicaram riscos de perda de N para o meio ambiente e destacaram a importância da proteção que essa vegetação confere ao sol.o durante o inverno. A fraca resposta do castanheiro à aplicação de fertilizantes foi atribuída ao efeito tampão da enorme estrutura perene das árvores na remobilização dos nutrientes para as partes em crescimento. Assim, em árvores de grande porte, parece apropriado basear o plano de fertilização anual na concentração de nutrientes nas folhas, usando um método de otimização dinâmica ao longo do tempo, em vez de se usarem dados de apenas um ano como acontece habitualmente
Autores principais:Arrobas, Margarida
Outros Autores:Silva, João; Raimundo, Soraia; Correia, Carlos M.; Rodrigues, M.A.
Assunto:Castanea sativa Produção de castanha Estado nutricional das árvores Azoto inorgânico no solo Research Subject Categories::FORESTRY, AGRICULTURAL SCIENCES and LANDSCAPE PLANNING::Soil science
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Devido ao elevado valor do fruto, o castanheiro europeu (Castanea sativa Mill.), no passado cultivado em sistemas agroflorestais, tem sido plantado como espécie fruteira estreme em pomares conduzidos com práticas cada vez mais intensivas, como o uso regular de fertilizantes. Para isso são necessários programas de fertilização orientados para a intensificação ecológica. Neste trabalho são apresentados resultados da produção, do estado nutricional das árvores e das propriedades do solo, com base em um ensaio de campo de quatro anos no qual foram usados três fertilizantes NPK (20:7:10, 13:11:21 e 7:14:14) e uma testemunha não fertilizada . A produção de castanha não variou significativamente entre tratamentos, embora os valores médios da testemunha tenham apresentado uma clara tendência de queda. O azoto fornecido pelos fertilizantes parece ter sido o fator mais importante na diferença entre os tratamentos fertilizados e testemunha, uma vez que as concentrações foliares de N foram menores na testemunha, tendo surgido por vezes abaixo do limite inferior do intervalo de suficiência. Os níveis de N inorgânico do solo no outono e as concentrações de N nos tecidos no coberto vegetal herbáceo que se desenvolveu sob as árvores, indicaram riscos de perda de N para o meio ambiente e destacaram a importância da proteção que essa vegetação confere ao sol.o durante o inverno. A fraca resposta do castanheiro à aplicação de fertilizantes foi atribuída ao efeito tampão da enorme estrutura perene das árvores na remobilização dos nutrientes para as partes em crescimento. Assim, em árvores de grande porte, parece apropriado basear o plano de fertilização anual na concentração de nutrientes nas folhas, usando um método de otimização dinâmica ao longo do tempo, em vez de se usarem dados de apenas um ano como acontece habitualmente