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Boas práticas agroecológicas em horticultura urbana

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Resumo:A agricultura urbana é um fenómeno generalizado em todo o mundo. Nas grandes cidades dos países em desenvolvimento e em épocas de crise económica nos países desenvolvidos, a criação de espaços para agricultura urbana tem sido um instrumento político de grande valor social que permite aumentar a segurança alimentar e mitigar a pobreza e o desemprego. Recentemente, têm surgido projetos de agricultura urbana em cidades de países desenvolvidos destinados a assegurar atividade social e qualidade de vida aos seus cidadãos. São espaços de convívio, desporto e lazer, onde as pessoas relaxam do stresse acumulado de um dia de trabalho. No final do dia, ainda levam para casa os vegetais que eles próprios cultivaram. A Associação Cultural e Recreativa do Pessoal do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) desenvolve, desde 2011, um projeto de hortas sociais inicialmente dirigido à comunidade académica mas que rapidamente se generalizou à vizinhança do campus politécnico. Neste trabalho relatam-se algumas práticas com elevado significado agroecológico adotadas pelos horticultores. A fertilização orgânica está generalizada. Usam estrume de bovino disponibilizado pela instituição. A cinza é outro tipo de fertilizante muito utilizado que os horticultores trazem de casa e usam em culturas de inverno, em particular o alho. Diversos horticultores estão a compostar os resíduos das culturas para usar como fertilizantes. O mulching, seja com estrume, palha ou plástico é também uma prática corrente. É usado para reduzir a formação de crostas e favorecer a emergência das sementeiras de primavera, no controlo de infestantes e como proteção contra pássaros. Ointercropping é uma prática que permite maximizar a utilização do recurso solo, cultivando mais que uma cultura no mesmo espaço e tempo. A espécie mais frequentemente envolvida é a alface, devido ao seu ciclo cultural muito rápido, ocupando o terreno apenas na fase inicial do ciclo biológico de uma outra cultura de ciclo mais longo. As pessoas estão a usar sementes que trazem das aldeias de onde são originárias, assumindo um papel importante na preservação de recursos genéticos vegetais. Para além destas, muitas outras práticas ecologicamente relevantes têm sido adotadas. Em acréscimo, o projeto de horticultura urbana do IPB tem-se revelado de elevada importância na formação e sensibilização para os valores ambientais.
Autores principais:Peixinho, Diana
Outros Autores:Rodrigues, M.A.; Nobre, Sílvia; Oliveira, Pedro
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A agricultura urbana é um fenómeno generalizado em todo o mundo. Nas grandes cidades dos países em desenvolvimento e em épocas de crise económica nos países desenvolvidos, a criação de espaços para agricultura urbana tem sido um instrumento político de grande valor social que permite aumentar a segurança alimentar e mitigar a pobreza e o desemprego. Recentemente, têm surgido projetos de agricultura urbana em cidades de países desenvolvidos destinados a assegurar atividade social e qualidade de vida aos seus cidadãos. São espaços de convívio, desporto e lazer, onde as pessoas relaxam do stresse acumulado de um dia de trabalho. No final do dia, ainda levam para casa os vegetais que eles próprios cultivaram. A Associação Cultural e Recreativa do Pessoal do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) desenvolve, desde 2011, um projeto de hortas sociais inicialmente dirigido à comunidade académica mas que rapidamente se generalizou à vizinhança do campus politécnico. Neste trabalho relatam-se algumas práticas com elevado significado agroecológico adotadas pelos horticultores. A fertilização orgânica está generalizada. Usam estrume de bovino disponibilizado pela instituição. A cinza é outro tipo de fertilizante muito utilizado que os horticultores trazem de casa e usam em culturas de inverno, em particular o alho. Diversos horticultores estão a compostar os resíduos das culturas para usar como fertilizantes. O mulching, seja com estrume, palha ou plástico é também uma prática corrente. É usado para reduzir a formação de crostas e favorecer a emergência das sementeiras de primavera, no controlo de infestantes e como proteção contra pássaros. Ointercropping é uma prática que permite maximizar a utilização do recurso solo, cultivando mais que uma cultura no mesmo espaço e tempo. A espécie mais frequentemente envolvida é a alface, devido ao seu ciclo cultural muito rápido, ocupando o terreno apenas na fase inicial do ciclo biológico de uma outra cultura de ciclo mais longo. As pessoas estão a usar sementes que trazem das aldeias de onde são originárias, assumindo um papel importante na preservação de recursos genéticos vegetais. Para além destas, muitas outras práticas ecologicamente relevantes têm sido adotadas. Em acréscimo, o projeto de horticultura urbana do IPB tem-se revelado de elevada importância na formação e sensibilização para os valores ambientais.