Publicação
A intervenção de enfermagem de reabilitação na pessoa submetida a implantação de dispositivos cardíacos
| Resumo: | As doenças cardiovasculares representam a primeira causa de morte no mundo, sendo a utilização de dispositivos implantáveis uma intervenção que tem permitido o aumento da sobrevida e da qualidade de vida. No entanto, quanto maior o défice de conhecimento, maior será a dificuldade no retorno às atividades de vida diárias, o que condiciona negativamente a qualidade de vida. Para isso, é fundamental a intervenção de um enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na componente educacional de um programa de reabilitação. Objetivo – Obter ganhos em conhecimento resultantes de um programa educacional implementado por enfermeira de reabilitação em utentes submetidos a implantação de dispositivos cardíacos; Avaliar se os ganhos em conhecimento têm impacto na capacidade de autogestão do autocuidado na doença cardíaca. Métodos – Um estudo exploratório que compara os conhecimentos, antes e após uma intervenção de enfermagem de reabilitação na pessoa submetida a implantação de dispositivos cardíacos. Para isso, foi elaborado um programa de enfermagem de reabilitação estruturado tendo por base a componente educativa. De modo a verificar a eficácia do mesmo foi aplicado um questionário pré e pós intervenção. Além disso, foi utilizada a Escala Europeia de Autocuidado na Insuficiência Cardíaca, de forma a avaliar se os ganhos em conhecimento têm impacto na capacidade de autogestão. Resultados – Foram incluídos 18 utentes, maioritariamente do sexo masculino (61%) e que apresentavam uma média de idade 73,17±9,02. A maioria da amostra não necessitou de internamento (61%). Antes da intervenção, os doentes apresentaram respostas corretas em 68% das questões realizadas, enquanto no final em 98%. Verificou-se, ainda, que 89% da amostra apresenta conhecimentos sobre o autocuidado na insuficiência cardíaca, sendo o autocuidado moderadamente satisfatório. Conclusões – A reabilitação é crucial para a recuperação dos portadores de dispositivos cardíacos, uma vez que um programa de enfermagem de reabilitação na componente educativa conduz a ganhos de conhecimento e à melhoria do autocuidado terapêutico. No entanto, considera-se necessário a realização de estudos futuros semelhantes com amostras de maiores dimensões de forma a ser analisadas outras variáveis significativas. |
|---|---|
| Autores principais: | Leite, Catarina Vanessa Marques |
| Assunto: | Reabilitação cardíaca Enfermagem em reabilitação Eletrodos implantados Pacemaker |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | As doenças cardiovasculares representam a primeira causa de morte no mundo, sendo a utilização de dispositivos implantáveis uma intervenção que tem permitido o aumento da sobrevida e da qualidade de vida. No entanto, quanto maior o défice de conhecimento, maior será a dificuldade no retorno às atividades de vida diárias, o que condiciona negativamente a qualidade de vida. Para isso, é fundamental a intervenção de um enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na componente educacional de um programa de reabilitação. Objetivo – Obter ganhos em conhecimento resultantes de um programa educacional implementado por enfermeira de reabilitação em utentes submetidos a implantação de dispositivos cardíacos; Avaliar se os ganhos em conhecimento têm impacto na capacidade de autogestão do autocuidado na doença cardíaca. Métodos – Um estudo exploratório que compara os conhecimentos, antes e após uma intervenção de enfermagem de reabilitação na pessoa submetida a implantação de dispositivos cardíacos. Para isso, foi elaborado um programa de enfermagem de reabilitação estruturado tendo por base a componente educativa. De modo a verificar a eficácia do mesmo foi aplicado um questionário pré e pós intervenção. Além disso, foi utilizada a Escala Europeia de Autocuidado na Insuficiência Cardíaca, de forma a avaliar se os ganhos em conhecimento têm impacto na capacidade de autogestão. Resultados – Foram incluídos 18 utentes, maioritariamente do sexo masculino (61%) e que apresentavam uma média de idade 73,17±9,02. A maioria da amostra não necessitou de internamento (61%). Antes da intervenção, os doentes apresentaram respostas corretas em 68% das questões realizadas, enquanto no final em 98%. Verificou-se, ainda, que 89% da amostra apresenta conhecimentos sobre o autocuidado na insuficiência cardíaca, sendo o autocuidado moderadamente satisfatório. Conclusões – A reabilitação é crucial para a recuperação dos portadores de dispositivos cardíacos, uma vez que um programa de enfermagem de reabilitação na componente educativa conduz a ganhos de conhecimento e à melhoria do autocuidado terapêutico. No entanto, considera-se necessário a realização de estudos futuros semelhantes com amostras de maiores dimensões de forma a ser analisadas outras variáveis significativas. |
|---|