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A intervenção socioeducativa na promoção da resiliência na terceira idade – fatores de risco e de proteção

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Resumo:O presente estudo, cujo tema é A intervenção socioeducativa na promoção da resiliência na terceira idade- Fatores de risco e de proteção, tem como propósito analisar as perceções de técnicos e idosos, partindo da questão problema que orienta a investigação: como é que a intervenção socioeducativa promove a resiliência na terceira idade? Perante esta questão definimos os seguintes objetivos: conhecer a perceção dos idosos acerca da influência dos fatores de risco e de proteção ao longo da sua vida; compreender a perceção dos idosos acerca da influência dos fatores de risco e de proteção no âmbito específico da intervenção de caráter socioeducativo quando frequentam a Universidade Sénior (US) e o Centro de Dia (CD); analisar a perceção dos técnicos sobre os efeitos da intervenção socioeducativa na promoção da resiliência na terceira idade. O estudo é de natureza qualitativa, utilizando a entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados que é dirigida a dezassete participantes. O grupo de participantes é constituído por cinco técnicos/voluntários (da US e do CD) e doze idosos (da US e do CD). Foram criados dois guiões específicos, respetivamente para os idosos e para os técnicos. Os resultados indicam-nos que os principais fatores de risco dizem respeito ao afastamento ou perda de entes queridos e a entrada na reforma e consequentemente a mudança de papéis sociais. Relativamente aos fatores de proteção, a rede de apoio família constitui o principal fator, seguindo-se da rede amigos/vizinhos e as características pessoais. Existem ainda outros fatores que se revelam protetores, nomeadamente, as emoções positivas, a preocupação em manter as rotinas/hábitos, entre outros. Quanto à intervenção socioeducativa os idosos indicam que esta promove a resiliência, pois consideram que a intervenção potenciou melhorias ao nível físico, cognitivo, emocional e das relações sociais. Os técnicos afirmam que a intervenção socioeducativa promove efeitos positivos na resiliência. Segundo a sua perceção, o desenvolvimento ou manutenção da autonomia e da autoeficácia, o desenvolvimento ou manutenção das capacidades, a promoção da integração social, das relações sociais e familiares são os principais efeitos positivos da intervenção, que por sua vez promovem a resiliência. Os técnicos referem que a intervenção ao nível do desenvolvimento das potencialidades (por exemplo, a aprendizagem e a valorização pessoal) e a intervenção ao nível da superação das dificuldades (por exemplo, a manutenção ou melhoria das capacidades físicas e cognitivas) efetuadas promovem a resiliência no processo de envelhecimento.
Autores principais:Fernandes, Susana Patrícia
Assunto:Processo de envelhecimento Resiliência Fatores de risco Fatores de proteção
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente estudo, cujo tema é A intervenção socioeducativa na promoção da resiliência na terceira idade- Fatores de risco e de proteção, tem como propósito analisar as perceções de técnicos e idosos, partindo da questão problema que orienta a investigação: como é que a intervenção socioeducativa promove a resiliência na terceira idade? Perante esta questão definimos os seguintes objetivos: conhecer a perceção dos idosos acerca da influência dos fatores de risco e de proteção ao longo da sua vida; compreender a perceção dos idosos acerca da influência dos fatores de risco e de proteção no âmbito específico da intervenção de caráter socioeducativo quando frequentam a Universidade Sénior (US) e o Centro de Dia (CD); analisar a perceção dos técnicos sobre os efeitos da intervenção socioeducativa na promoção da resiliência na terceira idade. O estudo é de natureza qualitativa, utilizando a entrevista semiestruturada como instrumento de recolha de dados que é dirigida a dezassete participantes. O grupo de participantes é constituído por cinco técnicos/voluntários (da US e do CD) e doze idosos (da US e do CD). Foram criados dois guiões específicos, respetivamente para os idosos e para os técnicos. Os resultados indicam-nos que os principais fatores de risco dizem respeito ao afastamento ou perda de entes queridos e a entrada na reforma e consequentemente a mudança de papéis sociais. Relativamente aos fatores de proteção, a rede de apoio família constitui o principal fator, seguindo-se da rede amigos/vizinhos e as características pessoais. Existem ainda outros fatores que se revelam protetores, nomeadamente, as emoções positivas, a preocupação em manter as rotinas/hábitos, entre outros. Quanto à intervenção socioeducativa os idosos indicam que esta promove a resiliência, pois consideram que a intervenção potenciou melhorias ao nível físico, cognitivo, emocional e das relações sociais. Os técnicos afirmam que a intervenção socioeducativa promove efeitos positivos na resiliência. Segundo a sua perceção, o desenvolvimento ou manutenção da autonomia e da autoeficácia, o desenvolvimento ou manutenção das capacidades, a promoção da integração social, das relações sociais e familiares são os principais efeitos positivos da intervenção, que por sua vez promovem a resiliência. Os técnicos referem que a intervenção ao nível do desenvolvimento das potencialidades (por exemplo, a aprendizagem e a valorização pessoal) e a intervenção ao nível da superação das dificuldades (por exemplo, a manutenção ou melhoria das capacidades físicas e cognitivas) efetuadas promovem a resiliência no processo de envelhecimento.