Publicação
Parâmetros químicos e bioatividade de amostras de pão de abelha e apitoxina
| Resumo: | Este trabalho incluiu o estudo da bioatividade e a caracterização química de dois produtos apícolas, sendo eles o pão de abelha (PA) e o veneno de abelha (VA). O PA é uma mistura fermentada de pólen das plantas, mel e saliva das abelhas. As abelhas obreiras usam o PA como alimento para as larvas e para que as abelhas jovens produzam geleia real. No presente trabalho, foram estudadas cinco amostras de PA recolhidas em colmeias de Apis mellifera iberiensis de diferentes apiários de Bragança, e uma amostra de PA comercial. Todas as amostras foram caracterizadas por HPLC-DAD-ESI/MS em termos de compostos fenólicos e testando-se a sua citotoxicidade em diferentes linhas celulares tumorais humanas, bem como em células de fígado de porco não tumorais. Os principais compostos fenólicos encontrados foram derivados de flavonoides, principalmente quercetina, canferol, miricetina, isoramnetina e derivados glucósidos de herbacetrina. No total, foram identificados trinta e dois compostos nas seis amostras de PA, apresentando as amostras PA1 e PA3 o teor mais elevado e uma maior diversidade de compostos identificados. No entanto, não foi possível estabelecer uma correlação ente os flavonoides presentes nas amostras estudadas e a sua baixa a moderada citotoxicidade. Pelo que consultamos da literatura, este é o primeiro trabalho de caracterização exaustiva dos flavonoides glucosídicos em amostras de PA, contribuindo assim para a caracterização química deste produto apícola ainda pouco explorado. O VA ou apitoxina é uma mistura complexa de substâncias com atividades biológicas já descritas na literatura. No presente trabalho, analisaram-se quimicamente cinco amostras de VA recolhidas em colónias de Apis mellifera iberiensis em dois apiários do concelho de Bragança, avaliando-se também as suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC-DAD-ESI/MSn demonstrou a presença maioritária de melitina, seguindo a fosfolipase A2 e a apamina. Todas as amostras apresentaram atividade antioxidante e anti-inflamatória, mas sem uma relação direta com os compostos químicos analisados individualmente. Os resultados obtidos evidenciam a existência de concentrações específicas nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na amostra VA5). As amostras de VA demonstraram citotoxicidade semelhante para todas as linhas tumorais testadas (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2), sendo a MCF-7 e a HeLa as mais suscetíveis. No entanto, estas amostras não parecem ser adequadas para o tratamento do carcinoma da mama, hepatocelular e cervical, porque nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para as células não tumorais (PLP2). Relativamente ao carcinoma de pulmão, o VA poderá ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidencia o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas. |
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| Autores principais: | Sobral, Filipa |
| Assunto: | Pão de abelha Veneno de abelha Apis mellifera iberiensis Compostos fenólicos Atividade antioxidante Potencial anti-inflamatório |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Este trabalho incluiu o estudo da bioatividade e a caracterização química de dois produtos apícolas, sendo eles o pão de abelha (PA) e o veneno de abelha (VA). O PA é uma mistura fermentada de pólen das plantas, mel e saliva das abelhas. As abelhas obreiras usam o PA como alimento para as larvas e para que as abelhas jovens produzam geleia real. No presente trabalho, foram estudadas cinco amostras de PA recolhidas em colmeias de Apis mellifera iberiensis de diferentes apiários de Bragança, e uma amostra de PA comercial. Todas as amostras foram caracterizadas por HPLC-DAD-ESI/MS em termos de compostos fenólicos e testando-se a sua citotoxicidade em diferentes linhas celulares tumorais humanas, bem como em células de fígado de porco não tumorais. Os principais compostos fenólicos encontrados foram derivados de flavonoides, principalmente quercetina, canferol, miricetina, isoramnetina e derivados glucósidos de herbacetrina. No total, foram identificados trinta e dois compostos nas seis amostras de PA, apresentando as amostras PA1 e PA3 o teor mais elevado e uma maior diversidade de compostos identificados. No entanto, não foi possível estabelecer uma correlação ente os flavonoides presentes nas amostras estudadas e a sua baixa a moderada citotoxicidade. Pelo que consultamos da literatura, este é o primeiro trabalho de caracterização exaustiva dos flavonoides glucosídicos em amostras de PA, contribuindo assim para a caracterização química deste produto apícola ainda pouco explorado. O VA ou apitoxina é uma mistura complexa de substâncias com atividades biológicas já descritas na literatura. No presente trabalho, analisaram-se quimicamente cinco amostras de VA recolhidas em colónias de Apis mellifera iberiensis em dois apiários do concelho de Bragança, avaliando-se também as suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC-DAD-ESI/MSn demonstrou a presença maioritária de melitina, seguindo a fosfolipase A2 e a apamina. Todas as amostras apresentaram atividade antioxidante e anti-inflamatória, mas sem uma relação direta com os compostos químicos analisados individualmente. Os resultados obtidos evidenciam a existência de concentrações específicas nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na amostra VA5). As amostras de VA demonstraram citotoxicidade semelhante para todas as linhas tumorais testadas (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2), sendo a MCF-7 e a HeLa as mais suscetíveis. No entanto, estas amostras não parecem ser adequadas para o tratamento do carcinoma da mama, hepatocelular e cervical, porque nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para as células não tumorais (PLP2). Relativamente ao carcinoma de pulmão, o VA poderá ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidencia o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas. |
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