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Inteligência artificial nas instituições de ensino superior nos países africanos lusófonos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Inteligência Artificial Generativa (IAG) representa uma das inovações tecnológicas mais impactantes da atualidade, com grande potencial para transformar os processos de ensino e aprendizagem no ensino superior. Nos países africanos lusófonos, esse potencial encontra-se condicionado por desafios estruturais, como a limitação de recursos tecnológicos, a carência de programas de capacitação e a necessidade de adaptação às realidades locais. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo investigativo a formação docente em IAG e os seus contributos para a melhoria das práticas pedagógicas e para a integração de tecnologias educativas emergentes. A metodologia adotada foi de natureza mista, combinando revisão da literatura, entrevistas semiestruturadas com gestores académicos e aplicação de inquéritos por questionário a docentes. As entrevistas realizadas com responsáveis de instituições de ensino superior dos países africanos lusófonos permitiram identificar necessidades formativas prioritárias e lacunas de competências digitais e pedagógicas. Com base nesses resultados, foi planeado e desenvolvido um programa de formação totalmente online, ajustado às realidades institucionais e tecnológicas de cada contexto. Essa formação foi implementada em seis instituições de ensino superior: Universidade Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Universidade Católica de Moçambique, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, Universidade de Cabo Verde, Universidade de São Tomé e Príncipe e Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela (Angola). Os resultados demonstraram um elevado grau de satisfação dos participantes, o desenvolvimento de competências específicas em IAG e a aplicação efetiva dos conhecimentos adquiridos em práticas pedagógicas inovadoras. Verificou- se uma melhoria na personalização da aprendizagem, maior envolvimento dos estudantes e o fortalecimento da literacia digital docente. O estudo conclui que a formação em IAG, quando baseada em diagnósticos reais de necessidades e apoiada institucionalmente, constitui uma via eficaz para promover a inovação pedagógica e a equidade digital no ensino superior dos países africanos lusófonos.
Autores principais:Gonçalves, Bruno F.
Outros Autores:Vaz-Rebelo, Piedade
Assunto:Inovações tecnológicas Inteligência Artificial Generativa Africanos Lusófonos.
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A Inteligência Artificial Generativa (IAG) representa uma das inovações tecnológicas mais impactantes da atualidade, com grande potencial para transformar os processos de ensino e aprendizagem no ensino superior. Nos países africanos lusófonos, esse potencial encontra-se condicionado por desafios estruturais, como a limitação de recursos tecnológicos, a carência de programas de capacitação e a necessidade de adaptação às realidades locais. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo investigativo a formação docente em IAG e os seus contributos para a melhoria das práticas pedagógicas e para a integração de tecnologias educativas emergentes. A metodologia adotada foi de natureza mista, combinando revisão da literatura, entrevistas semiestruturadas com gestores académicos e aplicação de inquéritos por questionário a docentes. As entrevistas realizadas com responsáveis de instituições de ensino superior dos países africanos lusófonos permitiram identificar necessidades formativas prioritárias e lacunas de competências digitais e pedagógicas. Com base nesses resultados, foi planeado e desenvolvido um programa de formação totalmente online, ajustado às realidades institucionais e tecnológicas de cada contexto. Essa formação foi implementada em seis instituições de ensino superior: Universidade Amílcar Cabral (Guiné-Bissau), Universidade Católica de Moçambique, Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique, Universidade de Cabo Verde, Universidade de São Tomé e Príncipe e Instituto Superior Politécnico Jean Piaget de Benguela (Angola). Os resultados demonstraram um elevado grau de satisfação dos participantes, o desenvolvimento de competências específicas em IAG e a aplicação efetiva dos conhecimentos adquiridos em práticas pedagógicas inovadoras. Verificou- se uma melhoria na personalização da aprendizagem, maior envolvimento dos estudantes e o fortalecimento da literacia digital docente. O estudo conclui que a formação em IAG, quando baseada em diagnósticos reais de necessidades e apoiada institucionalmente, constitui uma via eficaz para promover a inovação pedagógica e a equidade digital no ensino superior dos países africanos lusófonos.