Publicação
Avaliação do potencial de degradação do solo antes e depois de um grande incêndio florestal numa bacia elementar de Alfândega da Fé
| Resumo: | Um incêndio florestal corresponde a um fogo incontrolado em florestas, matas e outros espaços com abundante vegetação (matos, áreas de incultos e áreas agrícolas). Os incêndios florestais são habituais nas áreas de clima mediterrânico, particularmente em dias quentes e secos, sobretudo quando se associa também o vento forte. Podem ser o resultado de causas naturais (trovoadas secas), mas, em regra, são devidos a negligência humana e, muitas vezes, a actos de natureza criminosa. A expressão "grande incêndio florestal" é utilizada com diferentes significados, sendo, no entanto associada principalmente ao comportamento do fogo, às caraterísticas e complexidades do combate e à extensão de área ardida. O estudo de caso realizado neste trabalho tem como principal objetivo a avaliação da suscetibilidade à erosão após o efeito do fogo na degradação do solo, visando identificar as áreas mais críticas, para melhorar os sistemas de proteção já instalados no local e, assim, mitigar potenciais danos ambientais. Para tal, aplicou-se uma metodologia que incluiu avaliações no terreno bem como o tratamento de variáveis espaciais, de forma a poder recolher os diferentes parâmetros de estimativa da erosividade das precipitações, da erodibilidade dos solos e da topografia, permitindo a elaboração de mapas de suscetibilidade, com distintos cenários de utilização do solo, antes e após incêndio. O local do estudo foi numa pequena bacia elementar da freguesia da Ferradosa no concelho de Alfândega da Fé, ainda com marcas evidentes do grande incêndio de Picões, deflagrado no dia 8 de Julho de 2013, afetando uma área total de quase 15000 ha. Foram analisados os diferentes elementos da bacia, tanto as suas caraterísticas biofísicas como morfológicas, sendo aplicado o modelo de erosão USLE (Equação Universal de Perda de Solo), com cinco diferentes fatores, com vista a estimar o risco potencial de degradação do solo para as condições anteriores e posteriores ao incêndio, neste caso com aplicação de várias medidas de proteção do solo nesta bacia. Para a aplicação do modelo recorreu-se a um modelo digital terreno (resolução de 5 metros), combinado com a integração de toda a informação espacial em Sistemas de Informação Geográfica. Os resultados obtidos estimam uma severa perda potencial de solo após o incêndio, indicadora da importância da cobertura vegetal na redução da erosão hídrica. Sendo assim, é fundamental programar e implementar medidas de proteção do solo pós-fogo, de forma a diminuir a probabilidade de ocorrência de severos danos ambientais nos recursos solo e água. Além disso, seria importante nestas abordagens utilizar informação espacial atualizada, em particular a que integra o fator C e P (coberto vegetal e práticas de uso do solo), de modo a melhor estimar as taxas atuais de erosão hídrica. |
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| Autores principais: | Costa, Rui Miguel Teixeira da |
| Assunto: | Incêndios florestais Erosão do solo USLE (EUPS) Alfândega da Fé Sistemas de informação geográfica (SIG) |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Um incêndio florestal corresponde a um fogo incontrolado em florestas, matas e outros espaços com abundante vegetação (matos, áreas de incultos e áreas agrícolas). Os incêndios florestais são habituais nas áreas de clima mediterrânico, particularmente em dias quentes e secos, sobretudo quando se associa também o vento forte. Podem ser o resultado de causas naturais (trovoadas secas), mas, em regra, são devidos a negligência humana e, muitas vezes, a actos de natureza criminosa. A expressão "grande incêndio florestal" é utilizada com diferentes significados, sendo, no entanto associada principalmente ao comportamento do fogo, às caraterísticas e complexidades do combate e à extensão de área ardida. O estudo de caso realizado neste trabalho tem como principal objetivo a avaliação da suscetibilidade à erosão após o efeito do fogo na degradação do solo, visando identificar as áreas mais críticas, para melhorar os sistemas de proteção já instalados no local e, assim, mitigar potenciais danos ambientais. Para tal, aplicou-se uma metodologia que incluiu avaliações no terreno bem como o tratamento de variáveis espaciais, de forma a poder recolher os diferentes parâmetros de estimativa da erosividade das precipitações, da erodibilidade dos solos e da topografia, permitindo a elaboração de mapas de suscetibilidade, com distintos cenários de utilização do solo, antes e após incêndio. O local do estudo foi numa pequena bacia elementar da freguesia da Ferradosa no concelho de Alfândega da Fé, ainda com marcas evidentes do grande incêndio de Picões, deflagrado no dia 8 de Julho de 2013, afetando uma área total de quase 15000 ha. Foram analisados os diferentes elementos da bacia, tanto as suas caraterísticas biofísicas como morfológicas, sendo aplicado o modelo de erosão USLE (Equação Universal de Perda de Solo), com cinco diferentes fatores, com vista a estimar o risco potencial de degradação do solo para as condições anteriores e posteriores ao incêndio, neste caso com aplicação de várias medidas de proteção do solo nesta bacia. Para a aplicação do modelo recorreu-se a um modelo digital terreno (resolução de 5 metros), combinado com a integração de toda a informação espacial em Sistemas de Informação Geográfica. Os resultados obtidos estimam uma severa perda potencial de solo após o incêndio, indicadora da importância da cobertura vegetal na redução da erosão hídrica. Sendo assim, é fundamental programar e implementar medidas de proteção do solo pós-fogo, de forma a diminuir a probabilidade de ocorrência de severos danos ambientais nos recursos solo e água. Além disso, seria importante nestas abordagens utilizar informação espacial atualizada, em particular a que integra o fator C e P (coberto vegetal e práticas de uso do solo), de modo a melhor estimar as taxas atuais de erosão hídrica. |
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