Publicação
A mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi, 1790): avaliação da eficácia de meios de luta e impacto na fauna auxiliar
| Resumo: | A mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi, 1790), trata-se de uma pragachave da oliveira em toda a região mediterrânica, que representa um dos inimigos mais importantes na região de Trás-os-Montes. Aos prejuízos diretos devidos à queda prematura de frutos e consumo de parte da polpa, associam-se ainda, prejuízos indiretos relacionados com redução da qualidade do azeite. A realização deste trabalho consiste na avaliação de diferentes tratamentos contra a praga, alternativos à luta química. Neste contexto, instalou-se um ensaio a 16 de agosto de 2017 destinado a avaliar a eficácia e o impacto na entomofauna do olival resultante da aplicação de caulino a 5%, repelente de insetos (IR 3535) a 0,6% e repelente (IR 3535) a 0,3% + inseticida (deltametrina) a 125 ml/ha. Para avaliar o efeito dos diferentes tratamentos sobre a praga, efetuaram-se amostragens de frutos, com uma periodicidade de 10 dias entre 16/08/2017 e 23/10/2017. No laboratório, foi registada a presença de picadas e de estados imaturos da praga, bem como de orifícios de saída das larvas. O impacto dos meios de luta experimentados sobre entomofauna avaliou-se através da técnica das pancadas efetuada 0, 10, 20 e 30 dias (T0, T10, T20, T30) após o tratamento, assim como 30 dias (T60) após a 2ª aplicação de caulino, realizada a 6 de setembro. Os artrópodes recolhidos foram identificados até à ordem, família, género ou espécie e contabilizado o número de predadores e parasitoides. Os resultados obtidos mostram diferenças significativas na intensidade de ataque entre tratamentos, nas amostragens realizadas 40, 60 e 70 dias após a aplicação. Verificou-se ainda, que as parcelas tratadas com repelente e caulino registam menor intensidade de ataque da praga comparativamente às restantes modalidades, para todos os tempos de amostragem avaliados. Por outro lado, os resultados obtidos mostram, o reduzido impacto dos diferentes tratamentos sobre a entomofauna e em particular sobre a fauna auxiliar (predadores e parasitoides). Apenas se observaram diferenças significativas entre tratamentos para os predadores e aranhas na amostragem efetuada imediatamente a seguir ao tratamento e, no “Total Hymenoptera” (T60) e “outros” (T10 e T60). Nas restantes datas de amostragem, não se verificaram diferenças significativas, entre tratamentos, quer no número total de artrópodes, quer no número de predadores e parasitoides. Concluindo, de acordo com os resultados, a aplicação de repelente IR 3535 e caulino parece ser uma opção mais interessante no controlo do ataque da mosca-da-azeitona. |
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| Autores principais: | Martins, Vanessa Fernandes |
| Assunto: | Intensidade de ataque Proteção contra a mosca-da-azeitona Combate Pragas |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae (Rossi, 1790), trata-se de uma pragachave da oliveira em toda a região mediterrânica, que representa um dos inimigos mais importantes na região de Trás-os-Montes. Aos prejuízos diretos devidos à queda prematura de frutos e consumo de parte da polpa, associam-se ainda, prejuízos indiretos relacionados com redução da qualidade do azeite. A realização deste trabalho consiste na avaliação de diferentes tratamentos contra a praga, alternativos à luta química. Neste contexto, instalou-se um ensaio a 16 de agosto de 2017 destinado a avaliar a eficácia e o impacto na entomofauna do olival resultante da aplicação de caulino a 5%, repelente de insetos (IR 3535) a 0,6% e repelente (IR 3535) a 0,3% + inseticida (deltametrina) a 125 ml/ha. Para avaliar o efeito dos diferentes tratamentos sobre a praga, efetuaram-se amostragens de frutos, com uma periodicidade de 10 dias entre 16/08/2017 e 23/10/2017. No laboratório, foi registada a presença de picadas e de estados imaturos da praga, bem como de orifícios de saída das larvas. O impacto dos meios de luta experimentados sobre entomofauna avaliou-se através da técnica das pancadas efetuada 0, 10, 20 e 30 dias (T0, T10, T20, T30) após o tratamento, assim como 30 dias (T60) após a 2ª aplicação de caulino, realizada a 6 de setembro. Os artrópodes recolhidos foram identificados até à ordem, família, género ou espécie e contabilizado o número de predadores e parasitoides. Os resultados obtidos mostram diferenças significativas na intensidade de ataque entre tratamentos, nas amostragens realizadas 40, 60 e 70 dias após a aplicação. Verificou-se ainda, que as parcelas tratadas com repelente e caulino registam menor intensidade de ataque da praga comparativamente às restantes modalidades, para todos os tempos de amostragem avaliados. Por outro lado, os resultados obtidos mostram, o reduzido impacto dos diferentes tratamentos sobre a entomofauna e em particular sobre a fauna auxiliar (predadores e parasitoides). Apenas se observaram diferenças significativas entre tratamentos para os predadores e aranhas na amostragem efetuada imediatamente a seguir ao tratamento e, no “Total Hymenoptera” (T60) e “outros” (T10 e T60). Nas restantes datas de amostragem, não se verificaram diferenças significativas, entre tratamentos, quer no número total de artrópodes, quer no número de predadores e parasitoides. Concluindo, de acordo com os resultados, a aplicação de repelente IR 3535 e caulino parece ser uma opção mais interessante no controlo do ataque da mosca-da-azeitona. |
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