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Valor agronómico de fertilizantes enriquecidos com microrganismos fixadores de azoto

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Resumo:A agricultura tem beneficiado da fixação biológica de azoto a partir da atividade de microrganismos endofíticos obrigatórios e facultativos mas menos da ação de fixadores livres que vivem na rizosfera. Contudo, recentemente têm surgido no mercado fertilizantes orgânicos enriquecidos com microrganismos heterotróficos fixadores de azoto que procuram promover a fixação através da colocação dos microrganismos junto ao substrato alimentar. O objetivo do trabalho foi a avaliação do efeito dos tratamentos fertilizantes em duas culturas sucessivas de alface (Lactuca sativa L.) durante o período Primavera/Verão de 2015 seguidas do cultivo de couve-tronchuda (Brassica oleracea var. acephala) e nabiça (Brassica rapa L.) no início do Outono. Os ensaios de campo e em vasos foram instalados na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (Latitude, 41° 47' 52.06" N; Longitude, 6° 45' 58.65" W). Os ensaios foram organizados de forma completamente causalizada com seis tratamentos fertilizantes: dois corretivos orgânicos comerciais enriquecidos com microrganismos fixadores de azoto (Biof1 e Biof2); um corretivo orgânico comercial não enriquecido (Organ); um fertilizante mineral aplicado em dose simples (Min1) e em dose dupla (Min2); e testemunha (Test). Na experiência de campo a amostra era composta com quatro plantas aleatórias colhidas dentro do talhão e ignorando as plantas da bordadura para alface. No caso da couve usaram-se apenas duas plantas por amostra e no caso da nabiça amostrou-se uma área de 1,25 m2. Na experiência em vasos, cultivou-se uma alface por vaso, sendo a amostra constituída por uma alface. No caso da couve e da nabiça a experiência teve apenas 5 repetições (5 vasos) com uma couve por vaso e cinco plantas de nabiça por vaso. As doses de fertilizante aplicadas foram definidas de forma a serem introduzidas as mesmas quantidades de azoto, tendo, por isso, variado em função da concentração deste nutriente nos fertilizantes utilizados. Foi analisada a produção de matéria seca, concentração de azoto, fósforo e potássio nos tecidos, exportação de azoto, fósforo e potássio, concentração de nitratos no solo, disponibilidade de azoto no solo durante e após os ensaios e eficiência de uso de azoto dos fertilizantes. Os resultados mostraram um efeito significativo dos tratamentos fertilizantes sobre a produção de matéria seca e a exportação de azoto, fósforo e potássio, onde o adubo mineral originou os maiores valores e o corretivo orgânico não enriquecido os valores mais baixos entre os fertilizantes. O tratamento testemunha apresentou no geral menor produção de biomassa e exportação de xvi nutrientes. Os tratamentos não proporcionaram valores de concentação de nutrientes nos tecidos das plantas diferentes entre si. O adubo mineral foi aquele que resultou em maior disponibilidade de azoto para as plantas. O azoto aparentemente recuperado teve os valores mais elevados com a aplicação da dose única do adubo mineral ao fim de dois anos de aplicação (36,6% no campo e 33,5% nos vasos), ao passo que o corretivo orgânico não enriquecido foi o que apresentou a menor eficiência de uso do azoto (18,6% no campo e 2,4% nos vasos). O adubo mineral em dose dupla e os corretivos orgânicos enriquecidos com microrganismos apresentaram um efeito residual mais elevado em ralação aos demais tratamentos sobre o cultivo de cevada num ciclo cultural seguinte.
Autores principais:Ladeira, Laurindo Chambula
Assunto:Alface Lactuca sativa Couve-tronchuda Brassica oleracea
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A agricultura tem beneficiado da fixação biológica de azoto a partir da atividade de microrganismos endofíticos obrigatórios e facultativos mas menos da ação de fixadores livres que vivem na rizosfera. Contudo, recentemente têm surgido no mercado fertilizantes orgânicos enriquecidos com microrganismos heterotróficos fixadores de azoto que procuram promover a fixação através da colocação dos microrganismos junto ao substrato alimentar. O objetivo do trabalho foi a avaliação do efeito dos tratamentos fertilizantes em duas culturas sucessivas de alface (Lactuca sativa L.) durante o período Primavera/Verão de 2015 seguidas do cultivo de couve-tronchuda (Brassica oleracea var. acephala) e nabiça (Brassica rapa L.) no início do Outono. Os ensaios de campo e em vasos foram instalados na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (Latitude, 41° 47' 52.06" N; Longitude, 6° 45' 58.65" W). Os ensaios foram organizados de forma completamente causalizada com seis tratamentos fertilizantes: dois corretivos orgânicos comerciais enriquecidos com microrganismos fixadores de azoto (Biof1 e Biof2); um corretivo orgânico comercial não enriquecido (Organ); um fertilizante mineral aplicado em dose simples (Min1) e em dose dupla (Min2); e testemunha (Test). Na experiência de campo a amostra era composta com quatro plantas aleatórias colhidas dentro do talhão e ignorando as plantas da bordadura para alface. No caso da couve usaram-se apenas duas plantas por amostra e no caso da nabiça amostrou-se uma área de 1,25 m2. Na experiência em vasos, cultivou-se uma alface por vaso, sendo a amostra constituída por uma alface. No caso da couve e da nabiça a experiência teve apenas 5 repetições (5 vasos) com uma couve por vaso e cinco plantas de nabiça por vaso. As doses de fertilizante aplicadas foram definidas de forma a serem introduzidas as mesmas quantidades de azoto, tendo, por isso, variado em função da concentração deste nutriente nos fertilizantes utilizados. Foi analisada a produção de matéria seca, concentração de azoto, fósforo e potássio nos tecidos, exportação de azoto, fósforo e potássio, concentração de nitratos no solo, disponibilidade de azoto no solo durante e após os ensaios e eficiência de uso de azoto dos fertilizantes. Os resultados mostraram um efeito significativo dos tratamentos fertilizantes sobre a produção de matéria seca e a exportação de azoto, fósforo e potássio, onde o adubo mineral originou os maiores valores e o corretivo orgânico não enriquecido os valores mais baixos entre os fertilizantes. O tratamento testemunha apresentou no geral menor produção de biomassa e exportação de xvi nutrientes. Os tratamentos não proporcionaram valores de concentação de nutrientes nos tecidos das plantas diferentes entre si. O adubo mineral foi aquele que resultou em maior disponibilidade de azoto para as plantas. O azoto aparentemente recuperado teve os valores mais elevados com a aplicação da dose única do adubo mineral ao fim de dois anos de aplicação (36,6% no campo e 33,5% nos vasos), ao passo que o corretivo orgânico não enriquecido foi o que apresentou a menor eficiência de uso do azoto (18,6% no campo e 2,4% nos vasos). O adubo mineral em dose dupla e os corretivos orgânicos enriquecidos com microrganismos apresentaram um efeito residual mais elevado em ralação aos demais tratamentos sobre o cultivo de cevada num ciclo cultural seguinte.