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De La Mancha à Inglaterra: A Reinvenção do Quixote por Charlotte Lennox
| Summary: | A obra cervantista El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, publicada em 1605, ainda que não de imediato, teve grande impacto na Grã-Bretanha, principalmente a partir do século dezoito quando surge a primeira tradução para inglês, em 1738, ou em 1741 a tradução da obra Persiles e Sigismunda, publicada em Espanha em 1617. Neste mesmo século a influência dos escritos de Cervantes é visível nos romances de Henry Fielding (Don Quixote in England, 1734), Charlotte Lennox (The Female Quixote, 1752), Lawrence Sterne (Tristram Shandy, 1759-67), ou Tobias Smollet (The Life and Adventures of Sir Launcelot Greaves, 1760-62). Esta fortuna literária foi relevante e precursora num século canonicamente considerado o da emergência da ficção narrativa britânica. Por conseguinte, selecionamos a inovadora abordagem de Charlotte Lennox numa tentativa de, a partir do capítulo I das obras Don Quixote e The Female Quixote, estabelecer paralelismos e diferenças entre ambas, proporcionando uma leitura reflexiva sobre o estilo literário e o metadiscurso presente em cada uma. Além disso, pretendemos também aprofundar questões de género na sociedade oitocentista britânica patentes nesta obra inglesa. |
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| Main Authors: | Chumbo, Isabel |
| Other Authors: | Silva, Elisabete Mendes |
| Subject: | Don Quixote Literatura Contexto literário Britânico Género |
| Year: | 2025 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | conference output |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Biblioteca Digital do IPB |
| Summary: | A obra cervantista El ingenioso hidalgo Don Quixote de la Mancha, publicada em 1605, ainda que não de imediato, teve grande impacto na Grã-Bretanha, principalmente a partir do século dezoito quando surge a primeira tradução para inglês, em 1738, ou em 1741 a tradução da obra Persiles e Sigismunda, publicada em Espanha em 1617. Neste mesmo século a influência dos escritos de Cervantes é visível nos romances de Henry Fielding (Don Quixote in England, 1734), Charlotte Lennox (The Female Quixote, 1752), Lawrence Sterne (Tristram Shandy, 1759-67), ou Tobias Smollet (The Life and Adventures of Sir Launcelot Greaves, 1760-62). Esta fortuna literária foi relevante e precursora num século canonicamente considerado o da emergência da ficção narrativa britânica. Por conseguinte, selecionamos a inovadora abordagem de Charlotte Lennox numa tentativa de, a partir do capítulo I das obras Don Quixote e The Female Quixote, estabelecer paralelismos e diferenças entre ambas, proporcionando uma leitura reflexiva sobre o estilo literário e o metadiscurso presente em cada uma. Além disso, pretendemos também aprofundar questões de género na sociedade oitocentista britânica patentes nesta obra inglesa. |
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