Publicação
Sozinhos na multidão: uma análise dos espaços coworking nos municípios portugueses
| Resumo: | Atualmente, as transformações tecnológicas e socioculturais têm promovido mudanças significativas nas dinâmicas laborais, destacando-se a emergência e ascensão dos espaços coworking. É neste contexto que a presente dissertação analisa a implementação destes espaços em municípios portugueses, particularmente em territórios de baixa densidade populacional. O estudo centra-se nos fatores económicos e sociais que motivam os municípios a integrar a Rede Nacional “Teletrabalho no Interior: Vida Local, Trabalho Global”, criada como estratégia para combater problemáticas crónicas como o despovoamento, o envelhecimento populacional e a escassez de oportunidades laborais. Recorrendo a uma abordagem quantitativa e a um estudo transversal, a investigação avaliou, através de um inquérito por questionário dirigido aos municípios identificados em Anexo à Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho, quais os principais fatores entendidos como relevantes para a adesão à dita Rede. A análise parece evidenciar que apenas alguns fatores económicos e sociais explicam a criação dos espaços coworking. Adotando uma perspetiva global, podemos afirmar que os fatores económicos analisados foram amplamente apreciados pelos inquiridos, sobretudo naquilo que respeita ao estímulo da economia local e/ou revitalização das infraestruturas públicas. A atração e fixação de pessoas, quer singulares, quer coletivas, e a reforma da Administração Pública Local surgem igualmente como aspetos relevantes e alinhados com uma estratégia de valorização territorial. Por outro lado, as respostas obtidas dão conta de uma valorização consistente destes espaços enquanto instrumentos promotores de transformações sociais significativas. Entre os fatores sociais mais salientados encontram-se os benefícios ambientais e/ou a melhoria no bem-estar e felicidade. Porém, o destaque vai para o fator respeitante à mitigação do êxodo rural. Todavia, somos levados a crer que, na configuração atual, os espaços coworking não têm cumprido o seu papel de promover o desenvolvimento económico e social nos municípios do interior. Torna-se necessária uma revisão das políticas públicas, com reforço do financiamento e apoio técnico. A sua sustentabilidade depende ainda de uma monitorização contínua e eficaz. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Ana Vitória Teixeira Moz |
| Assunto: | Coworking Desenvolvimento local Governos locais Teletrabalho Coesão territorial |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Atualmente, as transformações tecnológicas e socioculturais têm promovido mudanças significativas nas dinâmicas laborais, destacando-se a emergência e ascensão dos espaços coworking. É neste contexto que a presente dissertação analisa a implementação destes espaços em municípios portugueses, particularmente em territórios de baixa densidade populacional. O estudo centra-se nos fatores económicos e sociais que motivam os municípios a integrar a Rede Nacional “Teletrabalho no Interior: Vida Local, Trabalho Global”, criada como estratégia para combater problemáticas crónicas como o despovoamento, o envelhecimento populacional e a escassez de oportunidades laborais. Recorrendo a uma abordagem quantitativa e a um estudo transversal, a investigação avaliou, através de um inquérito por questionário dirigido aos municípios identificados em Anexo à Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho, quais os principais fatores entendidos como relevantes para a adesão à dita Rede. A análise parece evidenciar que apenas alguns fatores económicos e sociais explicam a criação dos espaços coworking. Adotando uma perspetiva global, podemos afirmar que os fatores económicos analisados foram amplamente apreciados pelos inquiridos, sobretudo naquilo que respeita ao estímulo da economia local e/ou revitalização das infraestruturas públicas. A atração e fixação de pessoas, quer singulares, quer coletivas, e a reforma da Administração Pública Local surgem igualmente como aspetos relevantes e alinhados com uma estratégia de valorização territorial. Por outro lado, as respostas obtidas dão conta de uma valorização consistente destes espaços enquanto instrumentos promotores de transformações sociais significativas. Entre os fatores sociais mais salientados encontram-se os benefícios ambientais e/ou a melhoria no bem-estar e felicidade. Porém, o destaque vai para o fator respeitante à mitigação do êxodo rural. Todavia, somos levados a crer que, na configuração atual, os espaços coworking não têm cumprido o seu papel de promover o desenvolvimento económico e social nos municípios do interior. Torna-se necessária uma revisão das políticas públicas, com reforço do financiamento e apoio técnico. A sua sustentabilidade depende ainda de uma monitorização contínua e eficaz. |
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