Publicação
Análise comparativa de métodos de dimensionamento de estradas de baixo volume de tráfego
| Resumo: | A malha rodoviária é um importante aspecto no desenvolvimento econômico, social e cultural de um país. É responsável por ligar áreas rurais e urbanas e por permitir o deslocamento de pessoas e produtos por todo o território terrestre. Estradas não pavimentadas geralmente são uma evolução das trilhas e dos caminhos de terras precários, caracterizadas pelo baixo custo de implementação e por tolerar grandes deformações. Devido a sua importância, é essencial que essas estradas sejam estudadas e projetadas de forma adequada e eficaz para que possam atender as necessidades dos usuários e garantir um tráfego confortável e seguro. Com o objetivo de melhorar as condições das estradas de baixo volume de tráfego (EBVT) não pavimentadas, este trabalho apresenta um comparativo entre três métodos diferentes de dimensionamento. O primeiro método refere-se ao Manual ERA (2011) que utiliza as variáveis CBR e tráfego para o dimensionamento. A segunda metodologia corresponde ao método Austroads (2009) que também faz uso das variáveis CBR e tráfego para o dimensionamento. Por fim o Manual FCE (Brito, 2011) que utiliza apenas a classificação do solo, consequentemente o valor de CBR, para determinar a espessura da camada de base da estrada. Para a aplicação das metodologias referidas, uma estrada localizada na região do parque natural de Montesinho, responsável por assegurar o acesso entre duas barragens que abastecem o distrito de Bragança, foi alvo do estudo. Por meio de ensaios laboratoriais e “in situ” realizados por Cabette (2018) e Freitas (2019) foi possível estimar algumas características físicas e mecânicas sobre a estrutura da estrada e, assim, determinar a espessura da camada de base necessária para as condições aplicadas. A espessura da camada de base dimensionada pelos três métodos foi similar, variando de 10 – 15 cm de espessura. Após um estudo de sensibilidade das variáveis de entrada das metodologias apresentadas, chegou-se à conclusão de que para o Manual ERA (2011) a variável tráfego é a mais sensível, enquanto que para o método Austroads (2009) a variável mais sensível é o valor de CBR, e em relação ao Manual FCE (Brito, 2011) a resistência do material específico do subleito e o valor de CBR são as variáveis mais sensíveis. |
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| Autores principais: | Silva, Isabela Borges dos Santos |
| Assunto: | Estradas não pavimentadas Dimensionamento Método Manual |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A malha rodoviária é um importante aspecto no desenvolvimento econômico, social e cultural de um país. É responsável por ligar áreas rurais e urbanas e por permitir o deslocamento de pessoas e produtos por todo o território terrestre. Estradas não pavimentadas geralmente são uma evolução das trilhas e dos caminhos de terras precários, caracterizadas pelo baixo custo de implementação e por tolerar grandes deformações. Devido a sua importância, é essencial que essas estradas sejam estudadas e projetadas de forma adequada e eficaz para que possam atender as necessidades dos usuários e garantir um tráfego confortável e seguro. Com o objetivo de melhorar as condições das estradas de baixo volume de tráfego (EBVT) não pavimentadas, este trabalho apresenta um comparativo entre três métodos diferentes de dimensionamento. O primeiro método refere-se ao Manual ERA (2011) que utiliza as variáveis CBR e tráfego para o dimensionamento. A segunda metodologia corresponde ao método Austroads (2009) que também faz uso das variáveis CBR e tráfego para o dimensionamento. Por fim o Manual FCE (Brito, 2011) que utiliza apenas a classificação do solo, consequentemente o valor de CBR, para determinar a espessura da camada de base da estrada. Para a aplicação das metodologias referidas, uma estrada localizada na região do parque natural de Montesinho, responsável por assegurar o acesso entre duas barragens que abastecem o distrito de Bragança, foi alvo do estudo. Por meio de ensaios laboratoriais e “in situ” realizados por Cabette (2018) e Freitas (2019) foi possível estimar algumas características físicas e mecânicas sobre a estrutura da estrada e, assim, determinar a espessura da camada de base necessária para as condições aplicadas. A espessura da camada de base dimensionada pelos três métodos foi similar, variando de 10 – 15 cm de espessura. Após um estudo de sensibilidade das variáveis de entrada das metodologias apresentadas, chegou-se à conclusão de que para o Manual ERA (2011) a variável tráfego é a mais sensível, enquanto que para o método Austroads (2009) a variável mais sensível é o valor de CBR, e em relação ao Manual FCE (Brito, 2011) a resistência do material específico do subleito e o valor de CBR são as variáveis mais sensíveis. |
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