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Influência das publicidades alimentares no percentil IMC-idade em adolescentes

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Resumo:Os objetivos deste estudo foram: associar o Percentil IMC-Idade-género com os alimentos consumidos/pedidos aos Encarregados de Educação, após ver publicidade; avaliar a influência das publicidades televisivas nas escolhas alimentares; relacionar as respostas dadas pelos alunos face aos alimentos consumidos/pedidos aos encarregados de educação. Num estudo com estudantes e encarregados de educação de duas escolas de Guimarães, do 5.º ao 9.º ano, aplicou-se um questionário para aferir hábitos de visualização de publicidade televisiva, identificar publicidades e produtos alimentares pedidos/consumidos e avaliou-se o Percentil IMC-Idade-género dos alunos. Na análise estatística recorreu-se ao teste de Mann-Whitney, ao teste do Qui-Quadrado e em alternativa o teste Exato de Fisher. Dos 54 adolescentes, a maioria era raparigas (59%) e do 6º ano (28%). Os rapazes que consumiam/solicitavam mais sumos/ refrigerantes apresentavam um Percentil maior (p=0,020) e as raparigas que consumiam/ solicitavam mais pizza apresentavam um Percentil menor (p=0,039). Os educandos que veem publicidades televisivas tendem a consumir/pedir mais gomas (p=0,020) e sumos/refrigerantes (p=0,028). Ao analisar as respostas dadas pelos alunos face aos alimentos consumidos/solicitados notou-se que estas não condiziam com as dos encarregados de educação. Neste estudo concluiu-se que o Percentil é maior nos rapazes que consomem/pedem sumos/refrigerantes e menor nas raparigas que consomem/solicitam pizza. No entanto, este não variou em função dos restantes alimentos, indo ao encontro à literatura que evidencia a dificuldade em avaliar a influência das publicidades alimentares na composição corporal. Notou-se ainda que ver publicidades televisivas influenciou o consumo de gomas e sumos/refrigerantes. A falta de coerência entre as respostas dos alunos e as dos encarregados, face aos alimentos consumidos/solicitados, pressupõe que os adolescentes não têm consciência da influência das publicidades alimentares.
Autores principais:Marques, Virgínia
Outros Autores:Ribeiro, Nadine; Pereira, Joana; Dias, Vera; Fernandes, António; Almeida-de-Souza, Juliana
Assunto:Publicidade Alimentação Percentil IMC-idade Adolescentes
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os objetivos deste estudo foram: associar o Percentil IMC-Idade-género com os alimentos consumidos/pedidos aos Encarregados de Educação, após ver publicidade; avaliar a influência das publicidades televisivas nas escolhas alimentares; relacionar as respostas dadas pelos alunos face aos alimentos consumidos/pedidos aos encarregados de educação. Num estudo com estudantes e encarregados de educação de duas escolas de Guimarães, do 5.º ao 9.º ano, aplicou-se um questionário para aferir hábitos de visualização de publicidade televisiva, identificar publicidades e produtos alimentares pedidos/consumidos e avaliou-se o Percentil IMC-Idade-género dos alunos. Na análise estatística recorreu-se ao teste de Mann-Whitney, ao teste do Qui-Quadrado e em alternativa o teste Exato de Fisher. Dos 54 adolescentes, a maioria era raparigas (59%) e do 6º ano (28%). Os rapazes que consumiam/solicitavam mais sumos/ refrigerantes apresentavam um Percentil maior (p=0,020) e as raparigas que consumiam/ solicitavam mais pizza apresentavam um Percentil menor (p=0,039). Os educandos que veem publicidades televisivas tendem a consumir/pedir mais gomas (p=0,020) e sumos/refrigerantes (p=0,028). Ao analisar as respostas dadas pelos alunos face aos alimentos consumidos/solicitados notou-se que estas não condiziam com as dos encarregados de educação. Neste estudo concluiu-se que o Percentil é maior nos rapazes que consomem/pedem sumos/refrigerantes e menor nas raparigas que consomem/solicitam pizza. No entanto, este não variou em função dos restantes alimentos, indo ao encontro à literatura que evidencia a dificuldade em avaliar a influência das publicidades alimentares na composição corporal. Notou-se ainda que ver publicidades televisivas influenciou o consumo de gomas e sumos/refrigerantes. A falta de coerência entre as respostas dos alunos e as dos encarregados, face aos alimentos consumidos/solicitados, pressupõe que os adolescentes não têm consciência da influência das publicidades alimentares.