Publicação
Relevância da educação ambiental para a formação dos jovens angolanos: o caso do ensino médio técnico no Cuanza Sul
| Resumo: | Angola é um país rico em recursos naturais. Contudo, a sobre-exploração agrícola, a caça, a desmatação, a poluição, ou o incumprimento das leis relativas ao uso de recursos são alguns dos problemas que o país enfrenta. Com a aprovação da Lei de Bases do Ambiente (1998), iniciaram-se experiências dispersas de implementação da Educação Ambiental (EA). Com esta investigação pretendeu-se dar resposta ao seguinte problema: quais serão as perceções sobre EA dos professores que lecionam as temáticas ambientais nos Institutos Médio Técnicos, qual a relevância que lhe atribuem na formação dos alunos e o que consideram sobre a necessidade de ampliação do tempo letivo desta componente de formação? A técnica de recolha de dados utilizada foi o inquérito por questionário, elaborado propositadamente, dado na revisão bibliográfica não se ter encontrado um instrumento considerado adequado. A amostra foi constituída pela totalidade (15) dos professores dos Institutos Médio Técnicos do Cuanza Sul que lecionam a disciplina Fundamentos de Atitudes Integradoras (FAI). Na opinião dos professores inquiridos parece consensual que a EA assume diferentes dimensões e o principal objetivo é estimular atitudes e comportamentos responsáveis. Todos consideram que FAI tem uma influência positiva nas atitudes dos alunos face à preservação do ambiente e todos concordam com o alargamento do seu horário. Todos referiram que não existem, mas que seria importante a realização de formações de EA para professores. No que diz respeito aos alunos, a investigação, cingiu-se à 10ª e 11ª classes do Ensino Médio Técnico, onde se ministra a disciplina de FAI, com conteúdos mais relacionados com a Educação Ambiental. Adotou-se uma escala já existente sobre Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (Martins, 1996) do tipo Likert, requerendo que os inquiridos indiquem o seu grau de concordância ou discordância com um conjunto de afirmações relativas às atitudes que se pretendem medir. O instrumento foi aplicado a 300 alunos. O tratamento estatístico deste trabalho foi feito com base no programa SPSS. Foram estudadas as variáveis independentes: Instituto, idade, sexo, classe que frequenta, repetente ou não, habilitações literárias do pai e da mãe. Analisando independentemente as variáveis, verificou-se existirem diferenças estatisticamente significativas, entre os alunos dos dois anos de escolaridade, com valores mais altos na 10.ª classe. Os rapazes apresentam valores médios ligeiramente superiores aos das raparigas. |
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| Autores principais: | Francisco, Cândido Miguel |
| Assunto: | Educação ambiental Educação ambiental formal Preservação ambiental Educação para o desenvolvimento sustentável Ensino médio técnico |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Angola é um país rico em recursos naturais. Contudo, a sobre-exploração agrícola, a caça, a desmatação, a poluição, ou o incumprimento das leis relativas ao uso de recursos são alguns dos problemas que o país enfrenta. Com a aprovação da Lei de Bases do Ambiente (1998), iniciaram-se experiências dispersas de implementação da Educação Ambiental (EA). Com esta investigação pretendeu-se dar resposta ao seguinte problema: quais serão as perceções sobre EA dos professores que lecionam as temáticas ambientais nos Institutos Médio Técnicos, qual a relevância que lhe atribuem na formação dos alunos e o que consideram sobre a necessidade de ampliação do tempo letivo desta componente de formação? A técnica de recolha de dados utilizada foi o inquérito por questionário, elaborado propositadamente, dado na revisão bibliográfica não se ter encontrado um instrumento considerado adequado. A amostra foi constituída pela totalidade (15) dos professores dos Institutos Médio Técnicos do Cuanza Sul que lecionam a disciplina Fundamentos de Atitudes Integradoras (FAI). Na opinião dos professores inquiridos parece consensual que a EA assume diferentes dimensões e o principal objetivo é estimular atitudes e comportamentos responsáveis. Todos consideram que FAI tem uma influência positiva nas atitudes dos alunos face à preservação do ambiente e todos concordam com o alargamento do seu horário. Todos referiram que não existem, mas que seria importante a realização de formações de EA para professores. No que diz respeito aos alunos, a investigação, cingiu-se à 10ª e 11ª classes do Ensino Médio Técnico, onde se ministra a disciplina de FAI, com conteúdos mais relacionados com a Educação Ambiental. Adotou-se uma escala já existente sobre Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (Martins, 1996) do tipo Likert, requerendo que os inquiridos indiquem o seu grau de concordância ou discordância com um conjunto de afirmações relativas às atitudes que se pretendem medir. O instrumento foi aplicado a 300 alunos. O tratamento estatístico deste trabalho foi feito com base no programa SPSS. Foram estudadas as variáveis independentes: Instituto, idade, sexo, classe que frequenta, repetente ou não, habilitações literárias do pai e da mãe. Analisando independentemente as variáveis, verificou-se existirem diferenças estatisticamente significativas, entre os alunos dos dois anos de escolaridade, com valores mais altos na 10.ª classe. Os rapazes apresentam valores médios ligeiramente superiores aos das raparigas. |
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