Publicação
Alimentação sustentável e educação ambiental práticas alimentares de alunos do ensino superior
| Resumo: | Atualmente vivemos num mundo que sofre severamente com o estilo de vida que nós, humanos, temos. A Terra tem vindo a ser afetada por sérios problemas ambientais, podendo destacar-se o aquecimento global, que provoca impactes ambientais negativos nos ecossistemas, inclusive nos seres humanos, extinções massivas de fauna e flora, fenómenos meteorológicos adversos, entre outras catástrofes. Pode parecer-nos estranho ou impercetível que a alimentação humana possa estar associada ao agravamento cada vez maior dos problemas ambientais com que nos deparamos, mas a maneira como comemos e como obtemos os alimentos causa graves desequilíbrios ambientais no nosso planeta. Esta pesquisa tem como tema esta problemática da (in)sustentabilidade da alimentação, desde a produção dos alimentos até ao seu consumo ou desperdício, procurando dar resposta ao seguinte problema: Quais as práticas, os locais de aquisição e as preocupações com os produtos alimentares dos alunos que frequentam o ensino superior? Pretendeu-se, assim, saber se os mesmos têm consciência de que a sua alimentação provoca impactes no ambiente e se procuram fazer uma alimentação sustentável. Optou-se por uma metodologia quantitativa, tendo sido elaborado um inquérito por questionário para a recolha dos dados. Este foi aplicado em contexto de aula aos alunos dos Cursos Superiores Técnicos Profissionais, Licenciaturas e Mestrados lecionados na Escola Superior de Educação de Bragança, obtendo-se uma amostra de 718 participantes. Os resultados mostraram que a maioria dos alunos, em tempo de aulas, fazem as suas refeições em casa, que têm o cuidado de evitar fazer desperdício dos alimentos confecionados, mas que ainda não têm por hábito gerir da melhor forma os excedentes. Também se verificou que a maioria dos alunos recorrem aos super e hipermercados para comprar os produtos alimentares e não mostraram dar muita atenção à proveniência e ao modo de produção dos alimentos que adquirem. Tendo em conta os resultados obtidos, as principais conclusões são que os alunos estão pouco sensibilizados para os impactes ambientais que as suas práticas alimentares podem ter e para a importância da realização de uma alimentação sustentável. Constatou-se, assim, que é necessário educar as pessoas para os aspetos da sua alimentação que podem contribuir para que a mesma se torne ambientalmente mais sustentável. Para isso torna-se pertinente incluir esta temática nos programas e campanhas de Educação Ambiental e reconhecer o papel do educador ambiental, para que as mudanças de atitudes e comportamentos permitam que, em vez de prejudicar, as práticas alimentares humanas beneficiem o planeta. |
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| Autores principais: | Pinto, Sérgio Rui do Bento |
| Assunto: | Alimentação sustentável Educação ambiental Produção de alimentos Desperdício alimentar Resíduos alimentares |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Atualmente vivemos num mundo que sofre severamente com o estilo de vida que nós, humanos, temos. A Terra tem vindo a ser afetada por sérios problemas ambientais, podendo destacar-se o aquecimento global, que provoca impactes ambientais negativos nos ecossistemas, inclusive nos seres humanos, extinções massivas de fauna e flora, fenómenos meteorológicos adversos, entre outras catástrofes. Pode parecer-nos estranho ou impercetível que a alimentação humana possa estar associada ao agravamento cada vez maior dos problemas ambientais com que nos deparamos, mas a maneira como comemos e como obtemos os alimentos causa graves desequilíbrios ambientais no nosso planeta. Esta pesquisa tem como tema esta problemática da (in)sustentabilidade da alimentação, desde a produção dos alimentos até ao seu consumo ou desperdício, procurando dar resposta ao seguinte problema: Quais as práticas, os locais de aquisição e as preocupações com os produtos alimentares dos alunos que frequentam o ensino superior? Pretendeu-se, assim, saber se os mesmos têm consciência de que a sua alimentação provoca impactes no ambiente e se procuram fazer uma alimentação sustentável. Optou-se por uma metodologia quantitativa, tendo sido elaborado um inquérito por questionário para a recolha dos dados. Este foi aplicado em contexto de aula aos alunos dos Cursos Superiores Técnicos Profissionais, Licenciaturas e Mestrados lecionados na Escola Superior de Educação de Bragança, obtendo-se uma amostra de 718 participantes. Os resultados mostraram que a maioria dos alunos, em tempo de aulas, fazem as suas refeições em casa, que têm o cuidado de evitar fazer desperdício dos alimentos confecionados, mas que ainda não têm por hábito gerir da melhor forma os excedentes. Também se verificou que a maioria dos alunos recorrem aos super e hipermercados para comprar os produtos alimentares e não mostraram dar muita atenção à proveniência e ao modo de produção dos alimentos que adquirem. Tendo em conta os resultados obtidos, as principais conclusões são que os alunos estão pouco sensibilizados para os impactes ambientais que as suas práticas alimentares podem ter e para a importância da realização de uma alimentação sustentável. Constatou-se, assim, que é necessário educar as pessoas para os aspetos da sua alimentação que podem contribuir para que a mesma se torne ambientalmente mais sustentável. Para isso torna-se pertinente incluir esta temática nos programas e campanhas de Educação Ambiental e reconhecer o papel do educador ambiental, para que as mudanças de atitudes e comportamentos permitam que, em vez de prejudicar, as práticas alimentares humanas beneficiem o planeta. |
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