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Padrão alimentar e literacia nutricional dos profissionais de uma Unidade Local de Saúde do norte de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os padrões alimentares caraterizam o tipo de alimentos consumidos, assim como a frequência dessa ingestão. A Dieta Mediterrânica e a Dieta Atlântica são padrões alimentares definidos por uma abordagem prévia (à priori), representativos de uma dada região. Estes têm vindo a ser promovidos como modelos de alimentação saudável, associados a vários benefícios para a saúde. A literacia nutricional, também ela associada a vários desfechos na saúde, apresenta impacto nos hábitos alimentares das populações, permitindo escolhas alimentares saudáveis. Objetivo: Caraterizar o padrão alimentar dos profissionais da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE e relacionar esse padrão com a sua literacia nutricional. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, transversal, analítico, com 156 profissionais da ULSAM. A adesão à Dieta Mediterrânica foi avaliada através de um índice de 14 itens alimentares (PREDIMED). Da mesma forma, a Dieta Atlântica foi avaliada através de um índice da Fundación Dieta Atlântica com 20 itens alimentares. Por último, para avaliar a literacia nutricional utilizou-se o Newest Vital Sign, um questionário com 6 questões relativas a um rótulo alimentar. Resultados: A maioria dos participantes apresentou uma adesão moderada tanto à Dieta Mediterrânica como à Dieta Atlântica (62,2% e 64,7% respetivamente). Associações entre a adesão aos diferentes itens da Dieta Mediterrânica e o sexo foram observadas para as hortícolas (p=0,016) e para os produtos de pastelaria (p=0,013), onde as mulheres apresentaram um consumo superior em relação aos homens. Quando avaliada a adesão à Dieta Atlântica, as mulheres apresentaram um consumo superior aos homens de fruta (p=0,023), de hortícolas (p=0,016), de hortícolas brássicas (p=0,003) e no consumo regular de alimentos sazonais, tradicionais e locais (p=0,027). O consumo de carnes vermelhas foi superior nos homens (p=0,038). Na adesão geral à Dieta Atlântica, as mulheres apresentaram uma maior adesão em relação aos homens (p=0,001). Em relação à literacia nutricional, 79,5% dos participantes apresentaram uma literacia adequada. A literacia nutricional foi superior nos profissionais com maior escolaridade e nos profissionais das áreas das ciências da saúde. Não foram observadas relações significativas entre a adesão à Dieta Mediterrânica ou à Dieta Atlântica e a literacia nutricional dos profissionais da ULSAM. Conclusão: Os profissionais da ULSAM, apresentaram uma adesão moderada quer à Dieta Mediterrânica, quer à Dieta Atlântica e uma literacia nutricional adequada. É necessário sensibilizar os profissionais dos serviços de saúde para a preservação de uma alimentação tradicional, promovendo hábitos alimentares saudáveis. Mais estudos sobre a literacia nutricional dos profissionais das unidades de cuidados de saúde em Portugal são necessários.
Autores principais:Rebelo, Mariana
Outros Autores:Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Pinto, Elisabete
Assunto:Dieta mediterrânica Dieta atlântica Literacia nutricional
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:póster em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os padrões alimentares caraterizam o tipo de alimentos consumidos, assim como a frequência dessa ingestão. A Dieta Mediterrânica e a Dieta Atlântica são padrões alimentares definidos por uma abordagem prévia (à priori), representativos de uma dada região. Estes têm vindo a ser promovidos como modelos de alimentação saudável, associados a vários benefícios para a saúde. A literacia nutricional, também ela associada a vários desfechos na saúde, apresenta impacto nos hábitos alimentares das populações, permitindo escolhas alimentares saudáveis. Objetivo: Caraterizar o padrão alimentar dos profissionais da Unidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE e relacionar esse padrão com a sua literacia nutricional. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, transversal, analítico, com 156 profissionais da ULSAM. A adesão à Dieta Mediterrânica foi avaliada através de um índice de 14 itens alimentares (PREDIMED). Da mesma forma, a Dieta Atlântica foi avaliada através de um índice da Fundación Dieta Atlântica com 20 itens alimentares. Por último, para avaliar a literacia nutricional utilizou-se o Newest Vital Sign, um questionário com 6 questões relativas a um rótulo alimentar. Resultados: A maioria dos participantes apresentou uma adesão moderada tanto à Dieta Mediterrânica como à Dieta Atlântica (62,2% e 64,7% respetivamente). Associações entre a adesão aos diferentes itens da Dieta Mediterrânica e o sexo foram observadas para as hortícolas (p=0,016) e para os produtos de pastelaria (p=0,013), onde as mulheres apresentaram um consumo superior em relação aos homens. Quando avaliada a adesão à Dieta Atlântica, as mulheres apresentaram um consumo superior aos homens de fruta (p=0,023), de hortícolas (p=0,016), de hortícolas brássicas (p=0,003) e no consumo regular de alimentos sazonais, tradicionais e locais (p=0,027). O consumo de carnes vermelhas foi superior nos homens (p=0,038). Na adesão geral à Dieta Atlântica, as mulheres apresentaram uma maior adesão em relação aos homens (p=0,001). Em relação à literacia nutricional, 79,5% dos participantes apresentaram uma literacia adequada. A literacia nutricional foi superior nos profissionais com maior escolaridade e nos profissionais das áreas das ciências da saúde. Não foram observadas relações significativas entre a adesão à Dieta Mediterrânica ou à Dieta Atlântica e a literacia nutricional dos profissionais da ULSAM. Conclusão: Os profissionais da ULSAM, apresentaram uma adesão moderada quer à Dieta Mediterrânica, quer à Dieta Atlântica e uma literacia nutricional adequada. É necessário sensibilizar os profissionais dos serviços de saúde para a preservação de uma alimentação tradicional, promovendo hábitos alimentares saudáveis. Mais estudos sobre a literacia nutricional dos profissionais das unidades de cuidados de saúde em Portugal são necessários.