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Estudo comparativo dos fluxos de CO2 na interface solo-atmosfera em sistema agroflorestal com maneio contrastante no nordeste de Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No cenário atual das alterações climáticas, estudos capazes de avaliar as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) são necessários para auxiliar a tomada de decisões estratégicas na busca de mitigar muitos dos desafios que envolvem a sociedade atual, pois grande parte das atividades antrópicas como a queima de combustíveis fósseis e as que incluem inúmeros sistemas agroflorestais são exemplos que contribuem ou podem contribuir de forma considerável para elevar as concentrações desse gás na atmosfera. Neste contexto, a gestão do solo é de extrema importância para minimizar as emissões de CO2, devido à capacidade do solo armazenar carbono orgânico. Considerando que as práticas culturais podem contribuir para uma maior ou menor conservação da matéria orgânica no solo e, consequente, maior ou menor libertação de gases de efeito de estufa para a atmosfera, o presente trabalho tem por objetivo avaliar os Fluxos de CO2 num sistema agroflorestal, em diferentes condições de gestão do solo, denominado como solo nu (efeito mobilização) e solo ervado (efeito não mobilização), assim como a dinâmica dos fluxos em função da cobertura vegetal, mobilização do solo e de variáveis edafoclimáticas, de modo a identificar técnicas de gestão mais sustentáveis para o ambiente. A área de estudo foi um sistema agroflorestal localizado em Parada, Bragança, nordeste de Portugal, que apresenta uma área não mobilizada com subcoberto vegetal permanente e uma outra área, contígua, cujo controlo da vegetação é efetuado por ação de mobilizações frequentes (manutenção de solo nu). O procedimento experimental consistiu em selecionar 10 pontos de amostragem, 6 na área não mobilizada e 4 na área mobilizada, e efetuar medições em triplicado, em cada ponto, em três momentos distintos do dia, entre março e julho de 2019. Os Fluxos de CO2 foram registados por um sistema portátil de medição de fluxos de CO2, LI-8100A, que integra uma unidade de controlo e análise de CO2 e vapor de água acoplado a uma câmara transparente. A humidade (Hsolo) e a temperatura do solo (Tsolo) e a radiação fotossinteticamente ativa (PAR) foram também medidas em paralelo, através de um Sensor de Humidade do solo GS1, de um Termistor 8100-203 e de um Sensor Quântico LI-190R, respetivamente. Após as monitorizações, os dados foram trabalhados utilizando os softwares (SoilFluxPro, Excel, Origin e R Studio e R Project) e através de uma matriz de correlações entre as variáveis foi determinada a influência de cada uma na dinâmica do carbono. Os resultados das monitorizações mostraram que o solo com coberto vegetal se comportou como sumidouro de carbono, registando fluxos de -0,97 μmol m-2 s-1, apesar de ter sido fonte no período de junho a julho. Já o solo mobilizado e sem coberto vegetal apresentou 1,88 μmol m-2 s-1, e atuou como fonte emissora de CO2 durante todo o estudo. As monitorizações diárias em contínuo apontaram ambas as áreas como emissoras para o período de análise. As variáveis edafoclimáticas e meteorológicas observadas in situ demostraram uma importante influência na magnitude dos fluxos de CO2 em ambas as áreas.
Autores principais:Reis, Luciléia Barbosa
Assunto:Dióxido de carbono Variação temporal Variação espacial Armazenamento de carbono Método da caixa
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:No cenário atual das alterações climáticas, estudos capazes de avaliar as emissões de Dióxido de Carbono (CO2) são necessários para auxiliar a tomada de decisões estratégicas na busca de mitigar muitos dos desafios que envolvem a sociedade atual, pois grande parte das atividades antrópicas como a queima de combustíveis fósseis e as que incluem inúmeros sistemas agroflorestais são exemplos que contribuem ou podem contribuir de forma considerável para elevar as concentrações desse gás na atmosfera. Neste contexto, a gestão do solo é de extrema importância para minimizar as emissões de CO2, devido à capacidade do solo armazenar carbono orgânico. Considerando que as práticas culturais podem contribuir para uma maior ou menor conservação da matéria orgânica no solo e, consequente, maior ou menor libertação de gases de efeito de estufa para a atmosfera, o presente trabalho tem por objetivo avaliar os Fluxos de CO2 num sistema agroflorestal, em diferentes condições de gestão do solo, denominado como solo nu (efeito mobilização) e solo ervado (efeito não mobilização), assim como a dinâmica dos fluxos em função da cobertura vegetal, mobilização do solo e de variáveis edafoclimáticas, de modo a identificar técnicas de gestão mais sustentáveis para o ambiente. A área de estudo foi um sistema agroflorestal localizado em Parada, Bragança, nordeste de Portugal, que apresenta uma área não mobilizada com subcoberto vegetal permanente e uma outra área, contígua, cujo controlo da vegetação é efetuado por ação de mobilizações frequentes (manutenção de solo nu). O procedimento experimental consistiu em selecionar 10 pontos de amostragem, 6 na área não mobilizada e 4 na área mobilizada, e efetuar medições em triplicado, em cada ponto, em três momentos distintos do dia, entre março e julho de 2019. Os Fluxos de CO2 foram registados por um sistema portátil de medição de fluxos de CO2, LI-8100A, que integra uma unidade de controlo e análise de CO2 e vapor de água acoplado a uma câmara transparente. A humidade (Hsolo) e a temperatura do solo (Tsolo) e a radiação fotossinteticamente ativa (PAR) foram também medidas em paralelo, através de um Sensor de Humidade do solo GS1, de um Termistor 8100-203 e de um Sensor Quântico LI-190R, respetivamente. Após as monitorizações, os dados foram trabalhados utilizando os softwares (SoilFluxPro, Excel, Origin e R Studio e R Project) e através de uma matriz de correlações entre as variáveis foi determinada a influência de cada uma na dinâmica do carbono. Os resultados das monitorizações mostraram que o solo com coberto vegetal se comportou como sumidouro de carbono, registando fluxos de -0,97 μmol m-2 s-1, apesar de ter sido fonte no período de junho a julho. Já o solo mobilizado e sem coberto vegetal apresentou 1,88 μmol m-2 s-1, e atuou como fonte emissora de CO2 durante todo o estudo. As monitorizações diárias em contínuo apontaram ambas as áreas como emissoras para o período de análise. As variáveis edafoclimáticas e meteorológicas observadas in situ demostraram uma importante influência na magnitude dos fluxos de CO2 em ambas as áreas.