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Avaliação de modelos silvícolas e validação de ferramentas de gestão para o castanheiro em Trás-os-Montes

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Resumo:O castanheiro, (Castanea sativa Mill.) é uma espécie muito valorizada em Portugal, especialmente no Nordeste, porque pela sua dupla vocação (madeira e fruto) proporciona um importante rendimento económico numa região tão desfavorecida. Assim, é necessário diferenciar as opções de gestão como uma alternativa às práticas tradicionais. O objectivo deste trabalho é o estudo de modelos de gestão para a produção de madeira de pequenas, médias e grandes dimensões. Neste trabalho faz-se a análise de um ensaio estabelecido em 1994, numa talhadia de castanheiro, dois anos após a conversão de um povoamento adulto de alto fuste, na serra da Padrela. O ensaio é composto por 4 parcelas permanentes às quais foram aplicados três modelos de gestão silvícola baseados nos modelos propostos por Bourgeois (1992). Os tratamentos aplicados foram os seguintes: T1= Modelo 1: produção de madeira de pequenas dimensões; T2= Modelo 2: produção de madeira de médias dimensões; T3 = Controlo: talhadia sem intervenção; T4 = Modelo 3: produção de madeira de grandes dimensões. Os modelos ensaiados para a gestão da talhadia com diferentes objectivos são comparados com a situação de “não intervenção” que é a situação mais frequente nas áreas de talhadia desta região. Aos dezasseis anos de idade do povoamento analisamos o crescimento da talhadia submetida a diferentes modelos de gestão assim como a potencialidade das varas para produção de madeira de qualidade. Para avaliar a qualidade das varas foram usados parâmetros relativos à sua qualidade e graduados numa escala de 1 a 5 em que 1 representa o pior e 5 o ideal. Foi aplicada uma análise multivariada PCA e RDA às variáveis qualitativas das varas. Os resultados mostram que a melhor qualidade da madeira está associada aos tratamentos T2 e T4. O controlo “sem intervenção” tem associado uma estratificação do coberto devido à elevada competição das varas verificada para esta situação. A qualidade da madeira das varas é pior para o T3, quando comparada com os outros tratamentos. Estes resultados mostram que a qualidade da madeira é melhor e mais valiosa quando os modelos de gestão silvícola são aplicados. A evolução do crescimento nos diferentes tratamentos foi também alvo de análise.
Autores principais:Geraldes, Sónia Alexandra Afonso
Assunto:Castanea sativa Mill. Talhadia de castanheiro Crescimento e produção Produção Madeira de qualidade
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O castanheiro, (Castanea sativa Mill.) é uma espécie muito valorizada em Portugal, especialmente no Nordeste, porque pela sua dupla vocação (madeira e fruto) proporciona um importante rendimento económico numa região tão desfavorecida. Assim, é necessário diferenciar as opções de gestão como uma alternativa às práticas tradicionais. O objectivo deste trabalho é o estudo de modelos de gestão para a produção de madeira de pequenas, médias e grandes dimensões. Neste trabalho faz-se a análise de um ensaio estabelecido em 1994, numa talhadia de castanheiro, dois anos após a conversão de um povoamento adulto de alto fuste, na serra da Padrela. O ensaio é composto por 4 parcelas permanentes às quais foram aplicados três modelos de gestão silvícola baseados nos modelos propostos por Bourgeois (1992). Os tratamentos aplicados foram os seguintes: T1= Modelo 1: produção de madeira de pequenas dimensões; T2= Modelo 2: produção de madeira de médias dimensões; T3 = Controlo: talhadia sem intervenção; T4 = Modelo 3: produção de madeira de grandes dimensões. Os modelos ensaiados para a gestão da talhadia com diferentes objectivos são comparados com a situação de “não intervenção” que é a situação mais frequente nas áreas de talhadia desta região. Aos dezasseis anos de idade do povoamento analisamos o crescimento da talhadia submetida a diferentes modelos de gestão assim como a potencialidade das varas para produção de madeira de qualidade. Para avaliar a qualidade das varas foram usados parâmetros relativos à sua qualidade e graduados numa escala de 1 a 5 em que 1 representa o pior e 5 o ideal. Foi aplicada uma análise multivariada PCA e RDA às variáveis qualitativas das varas. Os resultados mostram que a melhor qualidade da madeira está associada aos tratamentos T2 e T4. O controlo “sem intervenção” tem associado uma estratificação do coberto devido à elevada competição das varas verificada para esta situação. A qualidade da madeira das varas é pior para o T3, quando comparada com os outros tratamentos. Estes resultados mostram que a qualidade da madeira é melhor e mais valiosa quando os modelos de gestão silvícola são aplicados. A evolução do crescimento nos diferentes tratamentos foi também alvo de análise.