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Gomphrena globosa L.: otimização do processo de extração de corantes, avaliação da sua atividade antimicrobiana e incorporação numa matriz alimentar

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Resumo:Devido à grande preocupação por parte dos consumidores em relação aos aditivos artificiais presentes nos alimentos, a procura de alternativas de origem natural tem vindo a ganhar uma grande importância. Este trabalho, focou-se na otimização de três técnicas de extração, extração assistida por calor (EAC), micro-ondas (EAM) e ultrassons (EAU) de flores de Gomphrena globosa L., aplicando uma metodologia de superfície de resposta (MSR), tendo-se estudado os efeitos das variáveis, tempo de processamento (t), temperatura (T) ou potência (P), concentração de etanol (%Et) e razão sólido/líquido (S/L). Como respostas foram utilizados o rendimento de extração e a concentração total de betacianinas determinadas por LC-DAD-ESI/MS. A técnica de extração que apresentou melhores resultados foi a EAU: t = 22 min, P = 500 W; %Et = 0%, e S/L = 5 g/L, conduzindo a um valor de betacianinas totais de 46,9 ± 4,8 mg/g [1,2]. Após ter sido determinada a melhor técnica de extração foi aplicada novamente a MSR no sentido de obter um extrato rico em betacianinas com elevada atividade antimicrobiana. As respostas foram avaliadas em termos das concentrações de extrato necessárias para obter os melhores valores de MIC (concentração mínima inibitória do crescimento) e MBC (concentração mínima bactericida). Os resultados indicaram as seguintes condições ótimas: t = 10,8 min, P = 410,5 W; %Et = 57,8%, e razão S/L = 5 g/L, fornecendo as seguintes respostas de MIC ~0,15 a 0,35 g/L e MBC ~0,30 a 0,65 g/L [3]. Este extrato rico em betacianinas e com elevada atividade antimicrobiana, foi incorporado num gelado, tendo-se verificado ao longo do tempo de prateleira (60 dias) a coloração desejada e sem alteração do seu perfil nutricional. Desta forma, foi possível com o extrato aquoso de flores de G. globosa atribuir a cor pretendida ao gelado e, simultaneamente, conferi-lhe capacidade antimicrobiana.
Autores principais:Roriz, Custódio Lobo
Outros Autores:Barros, Lillian; Prieto Lage, Miguel A.; Morales, Patricia; Reis, Filipa S.; Barreiro, M.F.; Ferreira, Isabel C.F.R.
Assunto:Gomphrena globosa L. Corante Betacianinas Otimização de extração
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Devido à grande preocupação por parte dos consumidores em relação aos aditivos artificiais presentes nos alimentos, a procura de alternativas de origem natural tem vindo a ganhar uma grande importância. Este trabalho, focou-se na otimização de três técnicas de extração, extração assistida por calor (EAC), micro-ondas (EAM) e ultrassons (EAU) de flores de Gomphrena globosa L., aplicando uma metodologia de superfície de resposta (MSR), tendo-se estudado os efeitos das variáveis, tempo de processamento (t), temperatura (T) ou potência (P), concentração de etanol (%Et) e razão sólido/líquido (S/L). Como respostas foram utilizados o rendimento de extração e a concentração total de betacianinas determinadas por LC-DAD-ESI/MS. A técnica de extração que apresentou melhores resultados foi a EAU: t = 22 min, P = 500 W; %Et = 0%, e S/L = 5 g/L, conduzindo a um valor de betacianinas totais de 46,9 ± 4,8 mg/g [1,2]. Após ter sido determinada a melhor técnica de extração foi aplicada novamente a MSR no sentido de obter um extrato rico em betacianinas com elevada atividade antimicrobiana. As respostas foram avaliadas em termos das concentrações de extrato necessárias para obter os melhores valores de MIC (concentração mínima inibitória do crescimento) e MBC (concentração mínima bactericida). Os resultados indicaram as seguintes condições ótimas: t = 10,8 min, P = 410,5 W; %Et = 57,8%, e razão S/L = 5 g/L, fornecendo as seguintes respostas de MIC ~0,15 a 0,35 g/L e MBC ~0,30 a 0,65 g/L [3]. Este extrato rico em betacianinas e com elevada atividade antimicrobiana, foi incorporado num gelado, tendo-se verificado ao longo do tempo de prateleira (60 dias) a coloração desejada e sem alteração do seu perfil nutricional. Desta forma, foi possível com o extrato aquoso de flores de G. globosa atribuir a cor pretendida ao gelado e, simultaneamente, conferi-lhe capacidade antimicrobiana.