Publicação
Consumo de produtos à base de plantas e de plantas medicinais avaliado em espaços comerciais do distrito de Bragança
| Resumo: | Atendendo ao crescente interesse por produtos naturais e por um estilo de vida mais saudável, a população em geral, está cada vez mais motivada, para a utilização dos denominados “produtos à base de plantas”. O presente trabalho apresenta um estudo efetuado em 17 estabelecimentos comerciais (farmácia, parafarmácia e ervanária), distribuídos pelos quatro concelhos mais populosos do distrito de Bragança (Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro) obtendo-se 340 inquéritos sobre o consumo de produtos à base de plantas e plantas medicinais. Neste estudo procurou saber-se a autoperceção do conhecimento da população em relação aos produtos à base de plantas e de plantas medicinais, o seu consumo e finalidade de uso. Foi um estudo de natureza quantitativa, descritivo/correlacional e transversal. A informação foi recolhida através de um inquérito. Recorreu-se a medidas de tendência central para análise das variáveis numéricas e ordinais. Para análise de correlações recorreu-se ao teste Qui-Quadrado. O consumidor típico de produtos à base de plantas e de plantas medicinais neste distrito é do sexo feminino, com idade igual ou superior a 45 anos, não é ativo profissionalmente ou é ativo ao nível do setor agrícola ou comercial, com agregado familiar constituído por 3 pessoas, sem escolaridade ou escolaridade até ao 9º ano e cerca de metade da amostra possui um rendimento médio mensal bruto de €1000 ou menos. Registou-se uma relação de dependência entre o conhecimento do que são os produtos à base de plantas e plantas medicinais e o sexo, a localização rural/urbana onde reside, a escolaridade, a faixa etária, a profissão e o rendimento médio mensal bruto. A variável “uso de plantas medicinais” está dependente da faixa etária, da existência de doença e da toma de medicação por parte dos inquiridos. Quanto à finalidade de uso de plantas medicinais verifica-se uma dependência em relação às variáveis local de residência (rural/urbano), profissão, o possuir alguma doença, as plantas medicinais mais consumidas e quem aconselhou a tomar. Quando se relaciona o aconselhamento do uso de plantas medicinais com a finalidade de uso das mesmas observa-se uma forte relação de dependência. Neste estudo constatou-se ainda, um elevado consumo de plantas medicinais/produtos medicinais à base de plantas produzidos de forma caseira, sem passar por qualquer sistema de qualidade ou segurança ou com o consentimento prévio do médico assistente. |
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| Autores principais: | Esteves, Sofia Céu Lopes |
| Assunto: | Produtos à base de plantas Plantas medicinais Consumo |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Atendendo ao crescente interesse por produtos naturais e por um estilo de vida mais saudável, a população em geral, está cada vez mais motivada, para a utilização dos denominados “produtos à base de plantas”. O presente trabalho apresenta um estudo efetuado em 17 estabelecimentos comerciais (farmácia, parafarmácia e ervanária), distribuídos pelos quatro concelhos mais populosos do distrito de Bragança (Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro) obtendo-se 340 inquéritos sobre o consumo de produtos à base de plantas e plantas medicinais. Neste estudo procurou saber-se a autoperceção do conhecimento da população em relação aos produtos à base de plantas e de plantas medicinais, o seu consumo e finalidade de uso. Foi um estudo de natureza quantitativa, descritivo/correlacional e transversal. A informação foi recolhida através de um inquérito. Recorreu-se a medidas de tendência central para análise das variáveis numéricas e ordinais. Para análise de correlações recorreu-se ao teste Qui-Quadrado. O consumidor típico de produtos à base de plantas e de plantas medicinais neste distrito é do sexo feminino, com idade igual ou superior a 45 anos, não é ativo profissionalmente ou é ativo ao nível do setor agrícola ou comercial, com agregado familiar constituído por 3 pessoas, sem escolaridade ou escolaridade até ao 9º ano e cerca de metade da amostra possui um rendimento médio mensal bruto de €1000 ou menos. Registou-se uma relação de dependência entre o conhecimento do que são os produtos à base de plantas e plantas medicinais e o sexo, a localização rural/urbana onde reside, a escolaridade, a faixa etária, a profissão e o rendimento médio mensal bruto. A variável “uso de plantas medicinais” está dependente da faixa etária, da existência de doença e da toma de medicação por parte dos inquiridos. Quanto à finalidade de uso de plantas medicinais verifica-se uma dependência em relação às variáveis local de residência (rural/urbano), profissão, o possuir alguma doença, as plantas medicinais mais consumidas e quem aconselhou a tomar. Quando se relaciona o aconselhamento do uso de plantas medicinais com a finalidade de uso das mesmas observa-se uma forte relação de dependência. Neste estudo constatou-se ainda, um elevado consumo de plantas medicinais/produtos medicinais à base de plantas produzidos de forma caseira, sem passar por qualquer sistema de qualidade ou segurança ou com o consentimento prévio do médico assistente. |
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