Publicação
Índice de massa corporal e frequência de refeições diárias de angolanos residentes na cidade de Viana
| Resumo: | O crescimento económico e a globalização observada em países africanos de Língua Oficial Portuguesa podem traduzir-se numa mudança do paradigma nutricional, com possíveis implicações na saúde das populações. OBJETIVOS: Avaliar o Índice de Massa Corporal (IMC) e a frequência de refeições diárias de angolanos residentes na cidade de Viana. METODOLOGIA: Estudo de carácter quantitativo e transversal. Recorrendo-se à recolha de uma amostra aleatória simples estudou-se uma amostra de 950 angolanos (47,6% do sexo masculino e 52,4% do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 12-65 anos que residiam na cidade de Viana- Município de Luanda. A informação sobre a frequência de refeições diárias foi obtida mediante entrevista e o IMC foi classificado segundo os critérios estabelecidos pela OMS para as diferentes faixas etárias. Para a análise estatística dos resultados obtidos foi utilizado o programa SPSS versão 19.0 (2010) para o Windows da Microsoft*. RESULTADOS: Verificou-se que, dos inquiridos com idades compreendidas entre os 12-19 anos, 10,3% apresentavam baixo peso e 11,4% sobrepeso/obesidade. Em relação aos adultos, 10,2% apresentavam baixo peso e 26,8% sobrepeso/obesidade. A um nível de significância de 5%, observou-se que o IMC apresentado era estatisticamente dependente da faixa etária (p= 0, 000) e do sexo (p= 0, 000). No que concerne à frequência de refeições diárias, 41 % dos inquiridos afirmaram ingerir diariamente o pequeno-almoço, alcançando valores de 7,4%, 38,7%,6,5%, 43,5% e 6,5% para o meio da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia, respetivamente. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre a faixa etária e a frequência de refeições diárias (p>0,05), nem entre o IMC e a frequência de refeições diárias (p>0,05). CONCLUSÕES: Este estudo permitiu evidenciar omissões frequentes de algumas refeições diárias, assim como a coexistência na população de situações de baixo peso e de sobrepeso/obesidade. Impõe-se, assim, o delineamento de estratégias que aumentem a literacia nutricional como um elemento fundamental no âmbito da promoção da saúde. |
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| Autores principais: | Freixo, Manuel João Vaz |
| Outros Autores: | Amaro, Idalina; Pereira, Ana Maria Geraldes Rodrigues; Salselas, Valdemar; Ferraz, António; Celestino, João |
| Assunto: | Indice de massa corporal Angolanos Refeições diárias |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O crescimento económico e a globalização observada em países africanos de Língua Oficial Portuguesa podem traduzir-se numa mudança do paradigma nutricional, com possíveis implicações na saúde das populações. OBJETIVOS: Avaliar o Índice de Massa Corporal (IMC) e a frequência de refeições diárias de angolanos residentes na cidade de Viana. METODOLOGIA: Estudo de carácter quantitativo e transversal. Recorrendo-se à recolha de uma amostra aleatória simples estudou-se uma amostra de 950 angolanos (47,6% do sexo masculino e 52,4% do sexo feminino) com idades compreendidas entre os 12-65 anos que residiam na cidade de Viana- Município de Luanda. A informação sobre a frequência de refeições diárias foi obtida mediante entrevista e o IMC foi classificado segundo os critérios estabelecidos pela OMS para as diferentes faixas etárias. Para a análise estatística dos resultados obtidos foi utilizado o programa SPSS versão 19.0 (2010) para o Windows da Microsoft*. RESULTADOS: Verificou-se que, dos inquiridos com idades compreendidas entre os 12-19 anos, 10,3% apresentavam baixo peso e 11,4% sobrepeso/obesidade. Em relação aos adultos, 10,2% apresentavam baixo peso e 26,8% sobrepeso/obesidade. A um nível de significância de 5%, observou-se que o IMC apresentado era estatisticamente dependente da faixa etária (p= 0, 000) e do sexo (p= 0, 000). No que concerne à frequência de refeições diárias, 41 % dos inquiridos afirmaram ingerir diariamente o pequeno-almoço, alcançando valores de 7,4%, 38,7%,6,5%, 43,5% e 6,5% para o meio da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia, respetivamente. Não se verificaram diferenças estatisticamente significativas entre a faixa etária e a frequência de refeições diárias (p>0,05), nem entre o IMC e a frequência de refeições diárias (p>0,05). CONCLUSÕES: Este estudo permitiu evidenciar omissões frequentes de algumas refeições diárias, assim como a coexistência na população de situações de baixo peso e de sobrepeso/obesidade. Impõe-se, assim, o delineamento de estratégias que aumentem a literacia nutricional como um elemento fundamental no âmbito da promoção da saúde. |
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