Publicação
Respostas existentes após o ensino secundário na área da Saúde Mental e/ou da Educação Especial e Inclusiva no Nordeste Transmontano
| Resumo: | Esta dissertação propõe-se a analisar as respostas existentes no Nordeste Transmontano no âmbito da saúde mental e/ou das necessidades educativas especiais, com especial enfoque no período que sucede o ensino secundário. O objetivo central deste trabalho é identificar práticas, lacunas e oportunidades de intervenção que possam sustentar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e inclusivas. Para tal, recorreu-se a uma abordagem qualitativa, assente na análise documental, na realização de entrevistas com profissionais da área e na revisão da literatura científica relevante, de forma a obter uma compreensão aprofundada da problemática em estudo. Pode referir-se que os dados recolhidos permitem concluir que a transição dos jovens com necessidades educativas especiais e perturbações mentais para a fase pós-ensino secundário no Nordeste Transmontano enfrenta desafios significativos. A investigação revelou a escassez de recursos especializados e a fraca articulação entre instituições como fatores que comprometem seriamente a concretização dos direitos educativos e sociais destes jovens. Para além do contexto escolar, este estudo evidencia a necessidade de um sistema de apoio integrado e contínuo, que contemple a formação profissional, o acompanhamento psicológico e a inserção comunitária como componentes essenciais à inclusão. Torna-se evidente que a inclusão real não pode limitar-se ao acesso à escola, mas deve prolongar- se para a vida adulta e ativa dos indivíduos. Para finalizar, espera-se que as recomendações aqui formuladas sirvam de base para futuras ações locais e para uma reflexão mais alargada sobre a necessidade de políticas públicas integradas nos domínios da educação e da saúde. Só através de um esforço articulado entre escolas, serviços de saúde, entidades empregadoras e a comunidade civil será possível assegurar que estes jovens terminem os seus percursos educativos com perspetivas reais de participação plena e digna na sociedade. Assim, esta investigação reforça a urgência de concretizar os princípios da educação inclusiva e da promoção da saúde mental como pilares fundamentais de uma sociedade mais justa, coesa e equitativa. |
|---|---|
| Autores principais: | Pires, Patrícia Sofia Miranda |
| Assunto: | Educação Inclusão Saúde Mental Nordeste Transmontano. |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Esta dissertação propõe-se a analisar as respostas existentes no Nordeste Transmontano no âmbito da saúde mental e/ou das necessidades educativas especiais, com especial enfoque no período que sucede o ensino secundário. O objetivo central deste trabalho é identificar práticas, lacunas e oportunidades de intervenção que possam sustentar o desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes e inclusivas. Para tal, recorreu-se a uma abordagem qualitativa, assente na análise documental, na realização de entrevistas com profissionais da área e na revisão da literatura científica relevante, de forma a obter uma compreensão aprofundada da problemática em estudo. Pode referir-se que os dados recolhidos permitem concluir que a transição dos jovens com necessidades educativas especiais e perturbações mentais para a fase pós-ensino secundário no Nordeste Transmontano enfrenta desafios significativos. A investigação revelou a escassez de recursos especializados e a fraca articulação entre instituições como fatores que comprometem seriamente a concretização dos direitos educativos e sociais destes jovens. Para além do contexto escolar, este estudo evidencia a necessidade de um sistema de apoio integrado e contínuo, que contemple a formação profissional, o acompanhamento psicológico e a inserção comunitária como componentes essenciais à inclusão. Torna-se evidente que a inclusão real não pode limitar-se ao acesso à escola, mas deve prolongar- se para a vida adulta e ativa dos indivíduos. Para finalizar, espera-se que as recomendações aqui formuladas sirvam de base para futuras ações locais e para uma reflexão mais alargada sobre a necessidade de políticas públicas integradas nos domínios da educação e da saúde. Só através de um esforço articulado entre escolas, serviços de saúde, entidades empregadoras e a comunidade civil será possível assegurar que estes jovens terminem os seus percursos educativos com perspetivas reais de participação plena e digna na sociedade. Assim, esta investigação reforça a urgência de concretizar os princípios da educação inclusiva e da promoção da saúde mental como pilares fundamentais de uma sociedade mais justa, coesa e equitativa. |
|---|