Publicação
O Porto na Guerra Peninsular: o local e o nacional na estratégia de legitimação de uma identidade de resistência
| Resumo: | A evocação do bicentenário das Invasões Francesas em Portugal deu lugar a um justificado (re)interesse sobre o período que acabou por funcionar como transição de dois tempos opostos em termos políticos, ideológicos e sodoeconómicos. Tal como em outros momentos evocativos, também este se preencheu de iniciativas comemorativas, académicas e editoriais que lograram uma reconstrução perante uma historiografia envelhecida, e que em ·diversos contextos, mais não era, na expressão de Charles Eisdale, do que uma litania das batalhas de Napoleãd. Do balanço sobre a historiografia das Invasões Francesas, obrigatoriamente provisório, um dado parece inegável- o do crescente interesse por uma construção teórica que não se fique limitada ao espectro político e militar dos factos de 1807 a 1811, que muito caracterizou a historiografia tradicional, mas que se estenda a uma tessitura mais alargada, ampliada a uma dimensão pan-europeia dos conflitos napoleónicos e chamando a atenção para as dimensões económicas, sociais e demográficas que tal período condicionou |
|---|---|
| Autores principais: | Couceiro, Pedro |
| Assunto: | Porto Guerra Peninsular Resistência |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A evocação do bicentenário das Invasões Francesas em Portugal deu lugar a um justificado (re)interesse sobre o período que acabou por funcionar como transição de dois tempos opostos em termos políticos, ideológicos e sodoeconómicos. Tal como em outros momentos evocativos, também este se preencheu de iniciativas comemorativas, académicas e editoriais que lograram uma reconstrução perante uma historiografia envelhecida, e que em ·diversos contextos, mais não era, na expressão de Charles Eisdale, do que uma litania das batalhas de Napoleãd. Do balanço sobre a historiografia das Invasões Francesas, obrigatoriamente provisório, um dado parece inegável- o do crescente interesse por uma construção teórica que não se fique limitada ao espectro político e militar dos factos de 1807 a 1811, que muito caracterizou a historiografia tradicional, mas que se estenda a uma tessitura mais alargada, ampliada a uma dimensão pan-europeia dos conflitos napoleónicos e chamando a atenção para as dimensões económicas, sociais e demográficas que tal período condicionou |
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