Publicação

Efeito de três açúcares (glicose, frutose e sacarose) na sobrevivência, crescimento e teores de nutrientes corporais de Episyrphus balteatus (De Geer) (Díptera: Syrphidae)

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Os artrópodes dependem da energia obtida a partir dos hidratos de carbono que podem ser utilizados de forma imediata ou como reserva energética, utilizados posteriormente através da conversão do glicogénio. No caso dos sirfídeos, os hid ratos de carbono são particularmente importantes para estimular a maturação dos ovos nas fêmeas e de uma maneira geral, influenciam a sobrevivência, fecundidade, longevidade e, consequentemente, a efetividade destes inimigos naturais contra pragas da cultura. Com este trabalho pretendeu-se estudar o efeito de três açúcares frequentemente encontrados no néctar das plantas (glicose, frutose e sacarose) na sobrevivência, crescimento e teores de nutrientes corporais de Episyrphus balteatus. Os indivíduos recém-emergidos (<12 horas) foram alimentados com uma solução de glicose, frutose e sacarose 1M, fornecida de forma isolada e renovada diariamente. Para cada modalidade formaram-se 30 casais e o controlo consistiu no fornecimento de água, que era também ad icionada a cada casal alimentado com um dos açúcares. Este estudo decorreu em sala de criação com condições controladas de temperatura de 21·c, humidade de 60-70% e fotoperíodo de 16:8 h luz:esc.uridão Para cada indivíduo, foi avaliada a sobrevivência, o crescimento (através da medição do comprimento das asas) e o teor de nutrientes corporais (através da quantificação dos teores de frutose, outros açúcares, glicogénio e lípidos). Para os três açúcares testados, a sacarose foi o que gerou maior longevidade quer em fêmeas quer em machos de E. ba/teatus, seguido da frutose e glicose, tendo-se registado diferenças significativas entre a sobrevivência observada em cada um dos açúcares testados e o controlo. Verificou-se que a sobrevivência máxima em fêmeas de E. balteatus é de 17 dias quando alimentadas com sacarose 1 M, enquanto os machos vivem até um máximo de 16 dias. O controlo (água) origina uma sobrevivência máxima de três dias. Nos sirfídeos recém-emergidos as reservas corporais (glicogénio) foram praticamente inexistentes, pelo contrário, após o fornecimento de açúcares, os ensaios de determinação de glicogénio revelam um grande teor destes nos indivíduos alimentados com sacarose mas principalmente nos da frutose. Estes resultados indicam que o fornecimento de açúcares tais como glicose, frutose ou sacarose origina um aumento considerável da condição fisiológica dos sirfídeos.
Autores principais:Pinheiro, Lara Alina
Outros Autores:Torres, L.; Santos, Sónia A.P.
Assunto:Episyrphus balteatus Hidratos de carbono Longevidade Reservas corporais
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Os artrópodes dependem da energia obtida a partir dos hidratos de carbono que podem ser utilizados de forma imediata ou como reserva energética, utilizados posteriormente através da conversão do glicogénio. No caso dos sirfídeos, os hid ratos de carbono são particularmente importantes para estimular a maturação dos ovos nas fêmeas e de uma maneira geral, influenciam a sobrevivência, fecundidade, longevidade e, consequentemente, a efetividade destes inimigos naturais contra pragas da cultura. Com este trabalho pretendeu-se estudar o efeito de três açúcares frequentemente encontrados no néctar das plantas (glicose, frutose e sacarose) na sobrevivência, crescimento e teores de nutrientes corporais de Episyrphus balteatus. Os indivíduos recém-emergidos (<12 horas) foram alimentados com uma solução de glicose, frutose e sacarose 1M, fornecida de forma isolada e renovada diariamente. Para cada modalidade formaram-se 30 casais e o controlo consistiu no fornecimento de água, que era também ad icionada a cada casal alimentado com um dos açúcares. Este estudo decorreu em sala de criação com condições controladas de temperatura de 21·c, humidade de 60-70% e fotoperíodo de 16:8 h luz:esc.uridão Para cada indivíduo, foi avaliada a sobrevivência, o crescimento (através da medição do comprimento das asas) e o teor de nutrientes corporais (através da quantificação dos teores de frutose, outros açúcares, glicogénio e lípidos). Para os três açúcares testados, a sacarose foi o que gerou maior longevidade quer em fêmeas quer em machos de E. ba/teatus, seguido da frutose e glicose, tendo-se registado diferenças significativas entre a sobrevivência observada em cada um dos açúcares testados e o controlo. Verificou-se que a sobrevivência máxima em fêmeas de E. balteatus é de 17 dias quando alimentadas com sacarose 1 M, enquanto os machos vivem até um máximo de 16 dias. O controlo (água) origina uma sobrevivência máxima de três dias. Nos sirfídeos recém-emergidos as reservas corporais (glicogénio) foram praticamente inexistentes, pelo contrário, após o fornecimento de açúcares, os ensaios de determinação de glicogénio revelam um grande teor destes nos indivíduos alimentados com sacarose mas principalmente nos da frutose. Estes resultados indicam que o fornecimento de açúcares tais como glicose, frutose ou sacarose origina um aumento considerável da condição fisiológica dos sirfídeos.