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Capacitação de leigos em suporte básico de vida

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Resumo:A maioria das situações que provocam paragem cardiorrespiratória (PCR) ocorrem fora dos hospitais, e muitas vezes longe de profissionais de saúde, o que implica que o cidadão seja o primeiro interveniente nestas situações, assim, quando as manobras de suporte básico de vida (SBV) são iniciadas por alguém que presenciou a PCR, em contexto extrahospitalar, a taxa de sobrevivência das vítimas pode aumentar para o dobro ou o triplo. A formação em suporte básico de vida na comunidade, constitui-se uma ferramenta primordial para a prestação inicial de cuidados de saúde em situação de emergência, tornando-se importante a implementação de projetos de intervenção comunitária com programas de formação e informação em SBV para a população leiga. Compete às Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), através dos enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária, a prestação de cuidados de saúde no seio da comunidade, bem como a realização de educação para a saúde no sentido da capacitação e empowerment de indivíduos, grupos e comunidades. Este trabalho tem como objetivo principal planear, implementar e avaliar um programa de formação em suporte básico de vida (SBV) dirigido a pessoas leigas da comunidade. Utilizou-se uma metodologia quantitativa e desenhou-se um estudo analítico, quaseexperimental, com delineamento intragrupos, com a participação de 130 indivíduos. Os resultados do estudo mostram que o sexo e a idade não interferem na adquisição de conhecimentos em SBV, existindo diferenças estatisticamente significativas no que às habilitações literárias diz respeito. A média de conhecimentos global após a formação foi superior à média que os participantes detinham antes da formação, também com diferenças estatisticamente significativas. Assim, concluiu-se que a população leiga tem poucos conhecimentos em SBV, existindo necessidade de formar leigos em SBV, com o objetivo de os capacitar para atuarem corretamente nestas situações e poderem contribuir para a redução das taxas de morbilidade e mortalidade de vítimas em PCR extra-hospitalar.
Autores principais:Lorenzo Vázquez, Laura
Assunto:Suporte básico de vida Leigos Capacitação
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A maioria das situações que provocam paragem cardiorrespiratória (PCR) ocorrem fora dos hospitais, e muitas vezes longe de profissionais de saúde, o que implica que o cidadão seja o primeiro interveniente nestas situações, assim, quando as manobras de suporte básico de vida (SBV) são iniciadas por alguém que presenciou a PCR, em contexto extrahospitalar, a taxa de sobrevivência das vítimas pode aumentar para o dobro ou o triplo. A formação em suporte básico de vida na comunidade, constitui-se uma ferramenta primordial para a prestação inicial de cuidados de saúde em situação de emergência, tornando-se importante a implementação de projetos de intervenção comunitária com programas de formação e informação em SBV para a população leiga. Compete às Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), através dos enfermeiros especialistas em enfermagem comunitária, a prestação de cuidados de saúde no seio da comunidade, bem como a realização de educação para a saúde no sentido da capacitação e empowerment de indivíduos, grupos e comunidades. Este trabalho tem como objetivo principal planear, implementar e avaliar um programa de formação em suporte básico de vida (SBV) dirigido a pessoas leigas da comunidade. Utilizou-se uma metodologia quantitativa e desenhou-se um estudo analítico, quaseexperimental, com delineamento intragrupos, com a participação de 130 indivíduos. Os resultados do estudo mostram que o sexo e a idade não interferem na adquisição de conhecimentos em SBV, existindo diferenças estatisticamente significativas no que às habilitações literárias diz respeito. A média de conhecimentos global após a formação foi superior à média que os participantes detinham antes da formação, também com diferenças estatisticamente significativas. Assim, concluiu-se que a população leiga tem poucos conhecimentos em SBV, existindo necessidade de formar leigos em SBV, com o objetivo de os capacitar para atuarem corretamente nestas situações e poderem contribuir para a redução das taxas de morbilidade e mortalidade de vítimas em PCR extra-hospitalar.