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Comportamento termomecânico de painéis compósitos de madeira/cortiça

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Detalhes bibliográficos
Resumo:utilização da cortiça como material de construção em Portugal é uma alternativa promissora devido à sua ampla disponibilidade, rentabilidade e sustentabilidade em comparação com outros materiais. Pesquisas nessa área tornam-se cada vez mais relevantes, considerando que, em média, 5.000 civis morrem anualmente na Europa devido a incêndios. Este estudo tem como objetivo fabricar e investigar diferentes composições de aglomerados, analisando a influência de parâmetros como espessura, tipo de resina e percentual de madeira e cortiça nos ensaios de condutividade térmica, reação ao fogo e resistência mecânica. Ao todo, foram desenvolvidas sete composições distintas, variando em espessura (20 ou 25 mm), tipo de resina (UF ou MUF) e proporção relativa entre cortiça e aparas de madeira. Todas as composições geraram o mesmo número de amostras que foram utilizadas em testes de reação ao fogo no calorímetro de cone seguindo a norma EN ISO 13927 com um fluxo de calor de 50 kW/m², ensaios de flexão em 3 pontos consoante à norma ISO EN 310 com velocidade de 40 mm/min e testes de condutividade térmica de acordo com a norma BS EN 12667:2001 com uma variação de temperatura de 15 ºC. Os dados de HRR e THR demonstraram que, embora as resinas possuam um comportamento similar, a UF é levemente mais reativa ao fogo do que a MUF. Espessuras maiores apresentaram picos superiores de liberação de calor, muito por conta da quantidade maior de material a ser queimado. O percentual de madeira na composição resultou em picos inferiores de liberação de calor, mas a queima ocorreu mais rapidamente. Nos ensaios mecânicos, as amostras com maior percentual de cortiça demonstraram resistência superior às que continham mais aparas de madeira, apresentando valores de elasticidade e resistência à rutura próximos ou superiores ao dobro. A espessura, nesse caso, não influenciou significativamente os resultados. Quanto à condutividade térmica, a variação na espessura das composições não apresentou impacto significativo, tanto térmica quanto mecanicamente. As composições com maior percentual de aparas de madeira foram as que exibiram maior condutividade térmica.
Autores principais:Mello, Gabriel Augusto da Silveira
Assunto:Aglomerado de cortiça
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:utilização da cortiça como material de construção em Portugal é uma alternativa promissora devido à sua ampla disponibilidade, rentabilidade e sustentabilidade em comparação com outros materiais. Pesquisas nessa área tornam-se cada vez mais relevantes, considerando que, em média, 5.000 civis morrem anualmente na Europa devido a incêndios. Este estudo tem como objetivo fabricar e investigar diferentes composições de aglomerados, analisando a influência de parâmetros como espessura, tipo de resina e percentual de madeira e cortiça nos ensaios de condutividade térmica, reação ao fogo e resistência mecânica. Ao todo, foram desenvolvidas sete composições distintas, variando em espessura (20 ou 25 mm), tipo de resina (UF ou MUF) e proporção relativa entre cortiça e aparas de madeira. Todas as composições geraram o mesmo número de amostras que foram utilizadas em testes de reação ao fogo no calorímetro de cone seguindo a norma EN ISO 13927 com um fluxo de calor de 50 kW/m², ensaios de flexão em 3 pontos consoante à norma ISO EN 310 com velocidade de 40 mm/min e testes de condutividade térmica de acordo com a norma BS EN 12667:2001 com uma variação de temperatura de 15 ºC. Os dados de HRR e THR demonstraram que, embora as resinas possuam um comportamento similar, a UF é levemente mais reativa ao fogo do que a MUF. Espessuras maiores apresentaram picos superiores de liberação de calor, muito por conta da quantidade maior de material a ser queimado. O percentual de madeira na composição resultou em picos inferiores de liberação de calor, mas a queima ocorreu mais rapidamente. Nos ensaios mecânicos, as amostras com maior percentual de cortiça demonstraram resistência superior às que continham mais aparas de madeira, apresentando valores de elasticidade e resistência à rutura próximos ou superiores ao dobro. A espessura, nesse caso, não influenciou significativamente os resultados. Quanto à condutividade térmica, a variação na espessura das composições não apresentou impacto significativo, tanto térmica quanto mecanicamente. As composições com maior percentual de aparas de madeira foram as que exibiram maior condutividade térmica.