Publicação
Uso mais eficiente da água em edifícios dos anos 80, 90 e 2000 do Norte de Portugal: aplicação das diretrizes do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis
| Resumo: | presente estudo avalia o uso mais eficiente da água em três edifícios residenciais do Norte de Portugal, propondo três cenários em cada caso de estudo para redução do consumo de água potável, e fazendo um estudo de viabilidade técnica e económica das soluções apresentadas. Inicialmente definiram-se os dispositivos de utilização que consomem mais água no seu funcionamento: autoclismos, chuveiros e torneiras de lavatório. Com isso, foram identificados certos consumos de água desnecessários e que podem ser solucionados com medidas de eficiência hídrica, recorrendo a dispositivos de utilização certificados pela Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais e com classe de eficiência hídrica igual ou superior a “A”. Para abranger algumas possibilidades de soluções, foram elaborados três cenários idênticos para cada caso de estudo, sendo divididos em: substituição de autoclismos (cenários 1.1, 2.1 e 3.1), substituição de torneiras de lavatório e chuveiros (cenários 1.2, 2.2 e 3.2) e substituição de autoclismos, torneiras de lavatório e chuveiros (cenários 1.3, 2.3 e 3.3). Os cenários 1.3, 2.3 e 3.3, em termos de redução hídrica, são os mais viáveis, e apresentam uma redução do consumo de água de 39,8%, 29,5% e 23,9%, respetivamente. A aplicação destes cenários, fará sentido se for realizada uma candidatura à tipologia 5 do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, com uma comparticipação de 70% até 500,00 €, estimando-se que o investimento inicial venha a ser de 58,95 €, 58,95 €, 48,62 € e com tempos de retorno do investimento de 0,7; 2,7 e 2,8 anos, respetivamente. Com tudo isto, este trabalho permite concluir que apesar dos consumos de água nos edifícios residenciais estudados não serem elevados, ainda assim, o recurso a pequenas medidas de eficiência hídrica e uma potencial candidatura ao Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, poderão ser uma mais-valia não só em termos de redução hídrica, mas também em termos económicos, com pequenas reduções no valor da fatura de água. |
|---|---|
| Autores principais: | Bento, Filipa Alexandra Rosa |
| Assunto: | Eficiência hídrica Edifícios residenciais Viabilidade técnico-económica Programa de Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | presente estudo avalia o uso mais eficiente da água em três edifícios residenciais do Norte de Portugal, propondo três cenários em cada caso de estudo para redução do consumo de água potável, e fazendo um estudo de viabilidade técnica e económica das soluções apresentadas. Inicialmente definiram-se os dispositivos de utilização que consomem mais água no seu funcionamento: autoclismos, chuveiros e torneiras de lavatório. Com isso, foram identificados certos consumos de água desnecessários e que podem ser solucionados com medidas de eficiência hídrica, recorrendo a dispositivos de utilização certificados pela Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais e com classe de eficiência hídrica igual ou superior a “A”. Para abranger algumas possibilidades de soluções, foram elaborados três cenários idênticos para cada caso de estudo, sendo divididos em: substituição de autoclismos (cenários 1.1, 2.1 e 3.1), substituição de torneiras de lavatório e chuveiros (cenários 1.2, 2.2 e 3.2) e substituição de autoclismos, torneiras de lavatório e chuveiros (cenários 1.3, 2.3 e 3.3). Os cenários 1.3, 2.3 e 3.3, em termos de redução hídrica, são os mais viáveis, e apresentam uma redução do consumo de água de 39,8%, 29,5% e 23,9%, respetivamente. A aplicação destes cenários, fará sentido se for realizada uma candidatura à tipologia 5 do Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, com uma comparticipação de 70% até 500,00 €, estimando-se que o investimento inicial venha a ser de 58,95 €, 58,95 €, 48,62 € e com tempos de retorno do investimento de 0,7; 2,7 e 2,8 anos, respetivamente. Com tudo isto, este trabalho permite concluir que apesar dos consumos de água nos edifícios residenciais estudados não serem elevados, ainda assim, o recurso a pequenas medidas de eficiência hídrica e uma potencial candidatura ao Programa de Apoio a Edifícios mais Sustentáveis, poderão ser uma mais-valia não só em termos de redução hídrica, mas também em termos económicos, com pequenas reduções no valor da fatura de água. |
|---|