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Argamassa com incorporação de terra diatomácea residual proveniente da filtração de vinhos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho avalia o efeito da incorporação de terra diatomácea residual (TDR), um subproduto da indústria vinícola, nas propriedades mecânicas de argamassas. Foram realizados três tipos de composições: uma com substituição de 15% de cimento por TDR, outra com substituição de 5% de areia por TDR e uma outra composição de referência sem adição de TDR. A terra diatomácea (TD), após ser utilizada na filtração do vinho até sua saturação, foi calcinada, em forno, para eliminar a matéria orgânica e posteriormente incorporada na composição da argamassa. Em que as argamassas desenvolvidas foram submetidas a ensaios de consistência, de resistência à flexão, de resistência à compressão, de aderência e de absorção por imersão e capilaridade. Os resultados obtidos foram comparados com aos da argamassa de referência. Os ensaios de flexão e compressão foram realizados aos 7, 28, 90 e 180 dias de cura. Os resultados mostram que com a introdução de TDR na argamassa levou a um acréscimo na resistência à tensão por flexão em 27,4% e 46,6% nas amostras com substituição de cimento e areia respectivamente. A resistência à compressão apresentou um comportamento semelhante, com um acréscimo a tensão máxima de 22,7% e 70,1% nas amostras com substituição de cimento e areia respectivamente, também aos 180 dias de cura. O coeficiente de absorção para as amostras com substituição de cimento foi 35,8% maior, já as argamassas com substituição de areia diminuíram cerca de 32,6%, ambas em relação a argamassa de referência, sendo que, um baixo coeficiente de absorção significa uma provável maior durabilidade do material. Na resistência a aderência por tração houve uma redução de 40,0% na amostra com substituição de cimento e redução de 88,7% na com redução de areia.
Autores principais:Zolin, Renan Calvo
Assunto:Terra diatomácea Argamassa Resíduos Meio-ambiente Compressão Flexão Aderência Absorção Vinho
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente trabalho avalia o efeito da incorporação de terra diatomácea residual (TDR), um subproduto da indústria vinícola, nas propriedades mecânicas de argamassas. Foram realizados três tipos de composições: uma com substituição de 15% de cimento por TDR, outra com substituição de 5% de areia por TDR e uma outra composição de referência sem adição de TDR. A terra diatomácea (TD), após ser utilizada na filtração do vinho até sua saturação, foi calcinada, em forno, para eliminar a matéria orgânica e posteriormente incorporada na composição da argamassa. Em que as argamassas desenvolvidas foram submetidas a ensaios de consistência, de resistência à flexão, de resistência à compressão, de aderência e de absorção por imersão e capilaridade. Os resultados obtidos foram comparados com aos da argamassa de referência. Os ensaios de flexão e compressão foram realizados aos 7, 28, 90 e 180 dias de cura. Os resultados mostram que com a introdução de TDR na argamassa levou a um acréscimo na resistência à tensão por flexão em 27,4% e 46,6% nas amostras com substituição de cimento e areia respectivamente. A resistência à compressão apresentou um comportamento semelhante, com um acréscimo a tensão máxima de 22,7% e 70,1% nas amostras com substituição de cimento e areia respectivamente, também aos 180 dias de cura. O coeficiente de absorção para as amostras com substituição de cimento foi 35,8% maior, já as argamassas com substituição de areia diminuíram cerca de 32,6%, ambas em relação a argamassa de referência, sendo que, um baixo coeficiente de absorção significa uma provável maior durabilidade do material. Na resistência a aderência por tração houve uma redução de 40,0% na amostra com substituição de cimento e redução de 88,7% na com redução de areia.