Publicação
Avaliação externa, autoavaliação e planos de melhoria
| Resumo: | O trabalho que seguidamente se apresenta procura perceber a forma como algumas das escolas/agrupamentos do nordeste transmontano respondem aos pontos fracos/aspetos a melhorar identificados pelas equipas de avaliação externa e pela autoavaliação desenvolvida nessas escolas. Para podermos chegar a esse conhecimento tivemos que, primeiramente, enquadrar essa questão no domínio teórico. Com esse objetivo, num primeiro momento, discorremos sobre a importância da avaliação em sentido lato e, seguidamente, enquadramo-la no contexto escolar. Aí, centramo-nos na avaliação externa, desenvolvida na escola/agrupamento pela equipa coordenada pela IGE/IGEC, e na avaliação interna, no nosso caso a autoavaliação, desenvolvida pela escola. Como o fim último da avaliação é a melhoria dos resultados dos alunos e dos processos das organizações, num segundo momento, debruçamo-nos sobre os movimentos de melhoria e, consequentemente, sobre os planos de melhoria. A investigação desenvolvida numa perspetiva multi-caso enquadrou-se no paradigma qualitativo, tendo sido utilizada, como estratégia metodológica, a análise documental, num primeiro momento, sobre os registos das equipas da IGE/IGEC e sobre os planos de melhoria e a análise de conteúdo semântico, num segundo momento, sobre os textos das entrevistas aos diretores que aceitaram colaborar connosco. Analisaram-se os relatórios de avaliação externa e os planos de melhoria de escolas/agrupamentos do nordeste transmontano que já tivessem sido avaliadas nos dois ciclos de avaliação externa (2006-2011 e 2011/2012 até ao presente). Realizaram-se entrevistas exploratórias a alguns diretores das escolas/agrupamentos em estudo e, foram, posteriormente, objeto de análise. Da análise e da discussão dos dados resultantes dos documentos analisados concluiu-se que, no domínio conceptual, as escolas/agrupamentos, na figura dos seus diretores, consideram os processos avaliativos e a consequente elaboração/planificação de um plano de melhoria muito importantes para a otimização da organização escolar. Contudo, na prática, os processos de implementação de uma autoavaliação efetiva e de uma eficaz aplicação dos planos de melhoria ainda estão muito aquém dos princípios e processos comummente estabelecidos pela literatura específica. |
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| Autores principais: | Afonso, Elias de Jesus Monteiro |
| Assunto: | Avaliação Avaliação externa Autoavaliação Planos de melhoria |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O trabalho que seguidamente se apresenta procura perceber a forma como algumas das escolas/agrupamentos do nordeste transmontano respondem aos pontos fracos/aspetos a melhorar identificados pelas equipas de avaliação externa e pela autoavaliação desenvolvida nessas escolas. Para podermos chegar a esse conhecimento tivemos que, primeiramente, enquadrar essa questão no domínio teórico. Com esse objetivo, num primeiro momento, discorremos sobre a importância da avaliação em sentido lato e, seguidamente, enquadramo-la no contexto escolar. Aí, centramo-nos na avaliação externa, desenvolvida na escola/agrupamento pela equipa coordenada pela IGE/IGEC, e na avaliação interna, no nosso caso a autoavaliação, desenvolvida pela escola. Como o fim último da avaliação é a melhoria dos resultados dos alunos e dos processos das organizações, num segundo momento, debruçamo-nos sobre os movimentos de melhoria e, consequentemente, sobre os planos de melhoria. A investigação desenvolvida numa perspetiva multi-caso enquadrou-se no paradigma qualitativo, tendo sido utilizada, como estratégia metodológica, a análise documental, num primeiro momento, sobre os registos das equipas da IGE/IGEC e sobre os planos de melhoria e a análise de conteúdo semântico, num segundo momento, sobre os textos das entrevistas aos diretores que aceitaram colaborar connosco. Analisaram-se os relatórios de avaliação externa e os planos de melhoria de escolas/agrupamentos do nordeste transmontano que já tivessem sido avaliadas nos dois ciclos de avaliação externa (2006-2011 e 2011/2012 até ao presente). Realizaram-se entrevistas exploratórias a alguns diretores das escolas/agrupamentos em estudo e, foram, posteriormente, objeto de análise. Da análise e da discussão dos dados resultantes dos documentos analisados concluiu-se que, no domínio conceptual, as escolas/agrupamentos, na figura dos seus diretores, consideram os processos avaliativos e a consequente elaboração/planificação de um plano de melhoria muito importantes para a otimização da organização escolar. Contudo, na prática, os processos de implementação de uma autoavaliação efetiva e de uma eficaz aplicação dos planos de melhoria ainda estão muito aquém dos princípios e processos comummente estabelecidos pela literatura específica. |
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