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A eficácia da mobilização precoce no doente crítico adulto: scoping review

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A imobilidade prolongada associada ao internamento em UCI, acarreta inúmeras complicações físicas e cognitivas para o doente critico, a fraqueza muscular adquirida em UCI , condiciona a recuperação do doente, aumenta a sua permanência nestas unidades e consequentemente atrasa a sua alta hospitalar, tendo um grande impacto na qualidade de vida destes doentes e suas famílias. Os EEER desempenham um papel fundamental na implementação de programas de mobilização precoce em UCI , prevenindo e tratando complicações decorrentes da imobilidade prolongada. Mapear os estudos que demonstrem que os programas de mobilização precoce melhoram a funcionalidade, previnem e reduzem o delírium, diminuem o tempo de internamento e que atuem na prevenção ,redução e tratamento da fraqueza muscular adquirida em cuidados intensivos. Scoping review com base nos princípios preconizados pelo Joanna Briggs Institute. A pesquisa foi realizada nas bases de dados: Pub Med, Scopus ,B.ON. A literatura cinzenta foi pesquisada no RCAAP. Foram considerados estudos que abordavam programas de mobilização precoce em contexto de UCI com impacto na FMACI, no delírium e no tempo de permanência em UCI . Foram incluídos estudos em português, inglês e espanhol, com limite temporal de 5 anos. Foram identificados 709 artigos sendo 13 incluídos nesta revisão. A mobilização precoce é descrita como um risco para o doente pela exteriorização de dispositivos médicos, aumenta a carga de trabalho apesar de ser reconhecida pelos enfermeiros como uma intervenção não farmacológica na prevenção do delírium. Existem benefícios da mobilização passiva, nos fatores inflamatórios e sistema imunológico, prevenindo o desenvolvimento da FMACI. A mobilização precoce melhora a eficácia dos programas de reabilitação, reduz o tempo de internamento contribui para melhorias significativas na qualidade de vida dos doentes em UCI. Os estudos realizados sobre a eficácia da mobilização precoce em UCI são reduzidos , tendo em conta a especificidade do doente crítico e o tamanho da amostra em estudo. Sendo necessário realizar mais pesquisa pelos EEER , avaliar a eficácia dos programas de mobilização precoce em UCI e desenvolver ferramentas de avaliação que traduzam evidência para a prática de Enfermagem de Reabilitação
Autores principais:Anjos, Marta
Outros Autores:Mendes, Eugénia
Assunto:Enfermagem Cuidados intensivos Mobilização precoce
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A imobilidade prolongada associada ao internamento em UCI, acarreta inúmeras complicações físicas e cognitivas para o doente critico, a fraqueza muscular adquirida em UCI , condiciona a recuperação do doente, aumenta a sua permanência nestas unidades e consequentemente atrasa a sua alta hospitalar, tendo um grande impacto na qualidade de vida destes doentes e suas famílias. Os EEER desempenham um papel fundamental na implementação de programas de mobilização precoce em UCI , prevenindo e tratando complicações decorrentes da imobilidade prolongada. Mapear os estudos que demonstrem que os programas de mobilização precoce melhoram a funcionalidade, previnem e reduzem o delírium, diminuem o tempo de internamento e que atuem na prevenção ,redução e tratamento da fraqueza muscular adquirida em cuidados intensivos. Scoping review com base nos princípios preconizados pelo Joanna Briggs Institute. A pesquisa foi realizada nas bases de dados: Pub Med, Scopus ,B.ON. A literatura cinzenta foi pesquisada no RCAAP. Foram considerados estudos que abordavam programas de mobilização precoce em contexto de UCI com impacto na FMACI, no delírium e no tempo de permanência em UCI . Foram incluídos estudos em português, inglês e espanhol, com limite temporal de 5 anos. Foram identificados 709 artigos sendo 13 incluídos nesta revisão. A mobilização precoce é descrita como um risco para o doente pela exteriorização de dispositivos médicos, aumenta a carga de trabalho apesar de ser reconhecida pelos enfermeiros como uma intervenção não farmacológica na prevenção do delírium. Existem benefícios da mobilização passiva, nos fatores inflamatórios e sistema imunológico, prevenindo o desenvolvimento da FMACI. A mobilização precoce melhora a eficácia dos programas de reabilitação, reduz o tempo de internamento contribui para melhorias significativas na qualidade de vida dos doentes em UCI. Os estudos realizados sobre a eficácia da mobilização precoce em UCI são reduzidos , tendo em conta a especificidade do doente crítico e o tamanho da amostra em estudo. Sendo necessário realizar mais pesquisa pelos EEER , avaliar a eficácia dos programas de mobilização precoce em UCI e desenvolver ferramentas de avaliação que traduzam evidência para a prática de Enfermagem de Reabilitação