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Mecanização da colheita responde aos desafios dos novos e velhos olivais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A importância económica da produção de azeitona justifica a adopção de soluções mecanizadas para a colheita. Aspecto fundamental a considerar é o tipo de olival: tradicional (com cerca de 150 árvores por hectare), intensivo (com cerca de 300 a 400 árvores por hectare) e olival em sebe (com 1000 a 2000 árvores por hectare). Nos olivais tradicionais são normalmente utilizados vibradores de tronco montados em tractores agrícolas para o destaque dos frutos, sendo a recolha assegurada por lonas interceptoras movimentadas manualmente ou por dispositivos mecânicos como enroladores de panos ou apara-frutos. Estudos efectuados, têm demonstrado que a capacidade de trabalho destes sistemas têm valores médios de 40 a 70 árvores por hora. Em árvores de maior porte, em que o desempenho dos vibradores de tronco não é satisfatório ou mesmo impossível devido à dimensão da copa e tronco, a colheita pode ser efectuada por rotores mecânicos montados em tractores agrícolas. Estes rotores mecânicos têm uma capacidade de trabalho média de 12 a 25 árvores por hora. Nos olivais intensivos, concebidos numa perspectiva de melhor aproveitamento da luz e consequente aumento de produção por unidade de área exigem a utilização de equipamento de recolha específico, devido ao curto compasso nas linhas de árvores. Ensaios de campo efectuados com este equipamento específico demonstram uma capacidade de trabalho que varia entre 40 e 80 árvores por hora. Nos olivais em sebe, concebidos numa óptica de maximização da produção, a colheita e a recolha são efectuadas em contínuo com equipamento semelhante ao utilizado para vindimar, que cavalga as linhas de árvores, destacando a azeitona com varas vibratórias, que é imediatamente recolhida e transportada para tegões de armazenamento temporário. Com este sistema de colheita é expectável uma capacidade de trabalho de 3 a 3,5 horas por hectare de olival.
Autores principais:Almeida, Arlindo
Assunto:Colheita mecânica Olivais tradicionais Olivais intensivos Olivais superintensivos
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A importância económica da produção de azeitona justifica a adopção de soluções mecanizadas para a colheita. Aspecto fundamental a considerar é o tipo de olival: tradicional (com cerca de 150 árvores por hectare), intensivo (com cerca de 300 a 400 árvores por hectare) e olival em sebe (com 1000 a 2000 árvores por hectare). Nos olivais tradicionais são normalmente utilizados vibradores de tronco montados em tractores agrícolas para o destaque dos frutos, sendo a recolha assegurada por lonas interceptoras movimentadas manualmente ou por dispositivos mecânicos como enroladores de panos ou apara-frutos. Estudos efectuados, têm demonstrado que a capacidade de trabalho destes sistemas têm valores médios de 40 a 70 árvores por hora. Em árvores de maior porte, em que o desempenho dos vibradores de tronco não é satisfatório ou mesmo impossível devido à dimensão da copa e tronco, a colheita pode ser efectuada por rotores mecânicos montados em tractores agrícolas. Estes rotores mecânicos têm uma capacidade de trabalho média de 12 a 25 árvores por hora. Nos olivais intensivos, concebidos numa perspectiva de melhor aproveitamento da luz e consequente aumento de produção por unidade de área exigem a utilização de equipamento de recolha específico, devido ao curto compasso nas linhas de árvores. Ensaios de campo efectuados com este equipamento específico demonstram uma capacidade de trabalho que varia entre 40 e 80 árvores por hora. Nos olivais em sebe, concebidos numa óptica de maximização da produção, a colheita e a recolha são efectuadas em contínuo com equipamento semelhante ao utilizado para vindimar, que cavalga as linhas de árvores, destacando a azeitona com varas vibratórias, que é imediatamente recolhida e transportada para tegões de armazenamento temporário. Com este sistema de colheita é expectável uma capacidade de trabalho de 3 a 3,5 horas por hectare de olival.