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A construção do «eu» na obra de José Régio: circularidade entre revelação e encenação

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A comunicação que se pretende apresentar procura revisitar a obra de José Régio, figura maior do segundo modernismo português e que é, hoje, muito mal conhecida da generalidade dos estudantes portugueses. O nosso grande ensaísta Eduardo Lourenço considerou que, amplamente, a obra (e a vida) dos homens de Orpheu se caraterizou por ser uma experiência ôntica negativa. Nas suas palavras, “o espírito da Modernidade é o de uma epopeia do Negativo” (Lourenço 1987: 186). Régio, que foi o primeiro grande divulgador dessa inaudita, pela luz que trouxe à nossa literatura, e trágica geração, sempre considerou que a construção do «eu» se institui como um processo igualmente desafiante. Procura-se, neste estudo, dar nota de uma leitura desse processo de construção do «eu» persistentemente perseguido pelo autor dos Poemas de Deus e do Diabo (Régio, 1969). Tal leitura far-se-á percorrendo a multiforme obra do autor, que vai da produção poética à criação de narrativas curtas (contos) e à elaboração persistente de estruturas romanescas (os volumes de A velha casa constituem um exemplo impar dessa construção), da escrita de obras dramáticas (aquela que, na opinião do próprio, será a parte mais original de toda a sua obra) à escrita de caráter autobiográfico, do ensaio à colaboração em revistas, onde se manteve como uma voz crítica e aberta ao confronto (por vezes bem acesso) de ideias e ideais sobre literatura e cinema, sociedade e política.
Autores principais:Teixeira, Carlos
Assunto:José Régio
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A comunicação que se pretende apresentar procura revisitar a obra de José Régio, figura maior do segundo modernismo português e que é, hoje, muito mal conhecida da generalidade dos estudantes portugueses. O nosso grande ensaísta Eduardo Lourenço considerou que, amplamente, a obra (e a vida) dos homens de Orpheu se caraterizou por ser uma experiência ôntica negativa. Nas suas palavras, “o espírito da Modernidade é o de uma epopeia do Negativo” (Lourenço 1987: 186). Régio, que foi o primeiro grande divulgador dessa inaudita, pela luz que trouxe à nossa literatura, e trágica geração, sempre considerou que a construção do «eu» se institui como um processo igualmente desafiante. Procura-se, neste estudo, dar nota de uma leitura desse processo de construção do «eu» persistentemente perseguido pelo autor dos Poemas de Deus e do Diabo (Régio, 1969). Tal leitura far-se-á percorrendo a multiforme obra do autor, que vai da produção poética à criação de narrativas curtas (contos) e à elaboração persistente de estruturas romanescas (os volumes de A velha casa constituem um exemplo impar dessa construção), da escrita de obras dramáticas (aquela que, na opinião do próprio, será a parte mais original de toda a sua obra) à escrita de caráter autobiográfico, do ensaio à colaboração em revistas, onde se manteve como uma voz crítica e aberta ao confronto (por vezes bem acesso) de ideias e ideais sobre literatura e cinema, sociedade e política.