Publicação
Hábitos alimentares e doenças cardiovasculares na população do Distrito de Bragança
| Resumo: | A elevada prevalência dos factores de risco associados às doenças do aparelho circulatório, nomeadamente a hipercolesterolemia, o tabagismo, a hipertensão arterial e o sedentarismo apontam para uma especial atenção à sua prevenção. Desde modo, a composição da ingesta alimentar diária pode influenciar o surgimento de Doenças Cardiovasculares (DCV), uma vez que tem sido demonstrada a associação entre os factores de risco e a ingesta alimentar. A modificação da dieta e dos estilos de vida deve ser um elemento central no tratamento das doenças cardiovasculares, impossível de ser subestimada ou substituída por uma estratégia farmacológica. O presente estudo teve por objectivo identificar a influência de factores sócioeconómicos e educacionais no estado nutricional e no surgimento de DCV. MÉTODOS: Foram estudados 234 indivíduos com idade superior a 18 anos, pertencentes a uma população do nordeste transmontano português. Profissionais treinados recolheram dados antropométricos e realizaram uma entrevista onde foram recolhidos dados pessoais para caracterização da população a nível social e pessoal e dados relativos à ingesta alimentar habitual. RESULTADOS: Do total de indivíduos inquiridos 63% são do sexo feminino e 37% do sexo masculino. Do sexo feminino 20% apresenta excesso de peso e 14% Obesidade, do sexo masculino 17% tem excesso de peso e 9% Obesidade. Dos casados, 22% apresentam factores de risco de DCV, 25% dos que vivem com a família, 5 % dos que vivem sozinhos, 23 % dos indivíduos com um baixo nível de escolaridade e 41% dos indivíduos que se encontram inactivos, apresentam factores de risco de DCV. CONCLUSÕES: Este trabalho reflecte os estilos de vida e os hábitos alimentares da população em estudo, conclui-se que quer os factores socioeconómicos, quer os factores educacionais, se encontram associados à presença ou ausência de factores de risco de DCV, influenciando a ingesta e o IMC dos indivíduos. |
|---|---|
| Autores principais: | Sampaio, Hélia |
| Outros Autores: | Capitão, Sandra; Ferro-Lebres, Vera |
| Assunto: | Hábitos alimentares Doenças cardiovasculares |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A elevada prevalência dos factores de risco associados às doenças do aparelho circulatório, nomeadamente a hipercolesterolemia, o tabagismo, a hipertensão arterial e o sedentarismo apontam para uma especial atenção à sua prevenção. Desde modo, a composição da ingesta alimentar diária pode influenciar o surgimento de Doenças Cardiovasculares (DCV), uma vez que tem sido demonstrada a associação entre os factores de risco e a ingesta alimentar. A modificação da dieta e dos estilos de vida deve ser um elemento central no tratamento das doenças cardiovasculares, impossível de ser subestimada ou substituída por uma estratégia farmacológica. O presente estudo teve por objectivo identificar a influência de factores sócioeconómicos e educacionais no estado nutricional e no surgimento de DCV. MÉTODOS: Foram estudados 234 indivíduos com idade superior a 18 anos, pertencentes a uma população do nordeste transmontano português. Profissionais treinados recolheram dados antropométricos e realizaram uma entrevista onde foram recolhidos dados pessoais para caracterização da população a nível social e pessoal e dados relativos à ingesta alimentar habitual. RESULTADOS: Do total de indivíduos inquiridos 63% são do sexo feminino e 37% do sexo masculino. Do sexo feminino 20% apresenta excesso de peso e 14% Obesidade, do sexo masculino 17% tem excesso de peso e 9% Obesidade. Dos casados, 22% apresentam factores de risco de DCV, 25% dos que vivem com a família, 5 % dos que vivem sozinhos, 23 % dos indivíduos com um baixo nível de escolaridade e 41% dos indivíduos que se encontram inactivos, apresentam factores de risco de DCV. CONCLUSÕES: Este trabalho reflecte os estilos de vida e os hábitos alimentares da população em estudo, conclui-se que quer os factores socioeconómicos, quer os factores educacionais, se encontram associados à presença ou ausência de factores de risco de DCV, influenciando a ingesta e o IMC dos indivíduos. |
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