Publicação

Atitudes dos jovens alunos face a si próprios e ao ambiente

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O estudo das atitudes face ao ambiente tem-se tornado muito atual e importante para a educação, com os estudos empíricos sobre os fatores pessoais e sociais que condicionam tais atitudes a relevar a necessidade de aprofundamento das pesquisas. Entender o que os jovens pensam de si próprios poderá contribuir para a melhoria do ensino e da própria educação ambiental. Esta pesquisa visou, assim, encontrar respostas para o seguinte Problema de investigação: Como se caracterizam as atitudes dos jovens alunos face a si próprios (autoconceito) e face ao ambiente, como se relacionam entre si estas variáveis e quais os seus fatores? A metodologia seguiu uma abordagem quantitativa, com análises correlacionais e diferenciais. A amostra foi constituída por 1281 jovens estudantes, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 18 anos, dos 7.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade, repartidos pelo interior do país e pelo litoral. Como instrumentos, utilizaram-se as escalas Autoconcepto Forma 5 (AF5) (García & Musitu, 2014), Environmental Attitude Inventory (EAI-24) (Milfont & Duckitt, 2010) e Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (EAJFA) (Martins & Veiga, 2001), após estudo e confirmação das suas qualidades psicométricas. Quanto ao procedimento havido, foram tidos em conta os cuidados éticos e os instrumentos foram administrados em contexto de sala de aula, nos Agrupamentos de Escolas das zonas geográficas referidas. Os resultados permitiram caracterizar as atitudes e encontrar relações significativas entre as atitudes face a si próprio e as atitudes face ao ambiente, bem como detetar diferenciações nas atitudes em função das variáveis sociodemográficas consideradas (idade, sexo, zona geográfica e rendimento escolar), com resultados em geral favoráveis aos sujeitos mais novos, do sexo feminino, do litoral e com superior rendimento escolar. Os resultados foram discutidos e interpretados à luz da literatura revista. Implicações para a educação pessoal e ambiental dos jovens serão sistematizadas.
Autores principais:Martins, Maria da Conceição
Outros Autores:Veiga, Feliciano H.
Assunto:Atitudes Jovens Autoconceito Ambiente Educação
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O estudo das atitudes face ao ambiente tem-se tornado muito atual e importante para a educação, com os estudos empíricos sobre os fatores pessoais e sociais que condicionam tais atitudes a relevar a necessidade de aprofundamento das pesquisas. Entender o que os jovens pensam de si próprios poderá contribuir para a melhoria do ensino e da própria educação ambiental. Esta pesquisa visou, assim, encontrar respostas para o seguinte Problema de investigação: Como se caracterizam as atitudes dos jovens alunos face a si próprios (autoconceito) e face ao ambiente, como se relacionam entre si estas variáveis e quais os seus fatores? A metodologia seguiu uma abordagem quantitativa, com análises correlacionais e diferenciais. A amostra foi constituída por 1281 jovens estudantes, de ambos os sexos, com idade entre 12 e 18 anos, dos 7.º, 9.º e 11.º anos de escolaridade, repartidos pelo interior do país e pelo litoral. Como instrumentos, utilizaram-se as escalas Autoconcepto Forma 5 (AF5) (García & Musitu, 2014), Environmental Attitude Inventory (EAI-24) (Milfont & Duckitt, 2010) e Atitudes dos Jovens Face ao Ambiente (EAJFA) (Martins & Veiga, 2001), após estudo e confirmação das suas qualidades psicométricas. Quanto ao procedimento havido, foram tidos em conta os cuidados éticos e os instrumentos foram administrados em contexto de sala de aula, nos Agrupamentos de Escolas das zonas geográficas referidas. Os resultados permitiram caracterizar as atitudes e encontrar relações significativas entre as atitudes face a si próprio e as atitudes face ao ambiente, bem como detetar diferenciações nas atitudes em função das variáveis sociodemográficas consideradas (idade, sexo, zona geográfica e rendimento escolar), com resultados em geral favoráveis aos sujeitos mais novos, do sexo feminino, do litoral e com superior rendimento escolar. Os resultados foram discutidos e interpretados à luz da literatura revista. Implicações para a educação pessoal e ambiental dos jovens serão sistematizadas.