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TIC - mundo com/sem fronteiras: contradições na Galáxia de Zuckerberg

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A reflexão sobre a contemporaneidade é sempre um desafio fascinante e temível pela antecipada certeza da impossibilidade em encontrar respostas satisfatórias para toda a complexidade. A comunicação que se apresenta pretende cruzar diversas leituras acerca da cultura no mundo contemporâneo, sabendo-a profundamente marcada pelas potencialidades e pelos desafios das novas tecnologias da informação e da comunicação. Procura-se, nessa linha de pensamento, caraterizar a contemporaneidade como o tempo em que se instaura uma nova galáxia – a de Zuckerberg – que se segue às de Gutenberg e de Marconi. Problematiza-se a emergência de uma série de contradições que nos colocam perante um sentimento de profunda crise e enorme abertura. Assim, chocamos com a complexidade do mundo e suas representações e com a simplificação de narrativas, num momento histórico em que, depois da falência das narrativas fascistas e comunistas, está em crise a narrativa que sustenta as democracias liberais. Por outro lado, ao mundo globalizado e digitalmente sem fronteiras responde um ressurgir dos nacionalismos e das ideologias do estado defensor de fronteiras políticas (e também, económicas). As fronteiras do conhecimento também parecem(!) diluir-se e a verdade da informação parece igualmente mais e mais fluída, fazendo implodir a sempre compósita relação entre realidade e ficção. Ao mesmo tempo, porém, cresce uma euforia do irrelevante e um desejo de “ser visto” com implicações no entendimento da privacidade. Por outro lado ainda, o aumento exponencial de informação da Big Data torna real o perigo de ditaduras digitais, colocando em causa as liberdades individuais. Como vamos e como vão as novas gerações ler e usar as TIC? Que novo mundo está a surgir? E que (nova) humanidade? Eis algumas questões.
Autores principais:Teixeira, Carlos
Assunto:Galáxia de Zuckerberg Cultura TIC Humanidades
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A reflexão sobre a contemporaneidade é sempre um desafio fascinante e temível pela antecipada certeza da impossibilidade em encontrar respostas satisfatórias para toda a complexidade. A comunicação que se apresenta pretende cruzar diversas leituras acerca da cultura no mundo contemporâneo, sabendo-a profundamente marcada pelas potencialidades e pelos desafios das novas tecnologias da informação e da comunicação. Procura-se, nessa linha de pensamento, caraterizar a contemporaneidade como o tempo em que se instaura uma nova galáxia – a de Zuckerberg – que se segue às de Gutenberg e de Marconi. Problematiza-se a emergência de uma série de contradições que nos colocam perante um sentimento de profunda crise e enorme abertura. Assim, chocamos com a complexidade do mundo e suas representações e com a simplificação de narrativas, num momento histórico em que, depois da falência das narrativas fascistas e comunistas, está em crise a narrativa que sustenta as democracias liberais. Por outro lado, ao mundo globalizado e digitalmente sem fronteiras responde um ressurgir dos nacionalismos e das ideologias do estado defensor de fronteiras políticas (e também, económicas). As fronteiras do conhecimento também parecem(!) diluir-se e a verdade da informação parece igualmente mais e mais fluída, fazendo implodir a sempre compósita relação entre realidade e ficção. Ao mesmo tempo, porém, cresce uma euforia do irrelevante e um desejo de “ser visto” com implicações no entendimento da privacidade. Por outro lado ainda, o aumento exponencial de informação da Big Data torna real o perigo de ditaduras digitais, colocando em causa as liberdades individuais. Como vamos e como vão as novas gerações ler e usar as TIC? Que novo mundo está a surgir? E que (nova) humanidade? Eis algumas questões.